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[LIVRO] Embriologia e Histologia Alves

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diferencia
uma célula da outra é o fato de que alguns genes encontram-se ativos em umas células e
inativos em outras, apesar de terem se formado de um mesmo zigoto e as células
apresentarem a mesma informação genética. Essa atividade diferencial explica a diversidade
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Embriologia
e Histologia
Comparada
celular dos organismos. A medida que as células embrionárias se multiplicam,
modificam-se por meio de diferenciação celular. As células apresentam formas
e tamanhos variados, implicando na sua funcionabilidade.
Vamos pensar...
Como você entendeu esta última frase a respeito dos tecidos,
no tocante a sua funcionabilidade?
Um tecido animal, além das células, possui também o material fabricado por elas
denominado de substância intercelular ou intersticial, que às vezes funciona somente como
ligação entre as células e às vezes desempenha um papel importante na função do tecido.
Existe também um líquido que sai dos vasos sangüíneos, denominado líquido intersticial ou
intercelular cuja função é levar ao tecido: alimento, oxigênio e hormônios e remover dele o
gás carbônico e os resíduos do metabolismo.
Os seres mais complexos, como os vertebrados possuem uma organização do corpo
inicialmente simples, partindo de uma célula especial, o zigoto, que a partir dos folhetos
germinativos ou embrionários (ectoderme, mesoderme e endoderme) sofrem diferenciações
originando os tecidos, órgãos, sistemas até formar o organismo ou indivíduo.
A partir de cada folheto embrionário ocorrerá a formação de estruturas específicas,
observe:
ECTODERME: este folheto embrionário dará origem ao sistema nervoso, órgãos dos
sentidos, epiderme e estruturas correlatas como os pêlos, penas, unhas,
cornos, escamas;
MESODERME: este folheto dará origem aos ossos e cartilagens que formam nosso
esqueleto, músculos, sistema circulatório, reprodutor, excretor e a derme;
ENDODERME: e por fim este folheto embrionário formará as seguintes glândulas anexas
do sistema digestório: fígado e pâncreas, epitélios de revestimento dos
sistemas excretor e repiratório, e o próprio sistema respiratório.
Classificação dos Tecidos Animais
Como pudemos observar os tecidos diferenciam-se através da forma de suas células,
dimensão e estrutura. Desta forma suas funções podem ser as mais diversas como:
• • • • • Revestir a superfície do próprio tecido, órgãos e organismos;
• • • • • Proteger o corpo;
• • • • • Absorver as substâncias do meio intracelular e extracelular, entre outras.
As células que formam os tecidos biológicos possuem: uma vida média curta, estando
o tecido em constante renovação; em alguns seres, são impermeabilizadas por queratina,
evitando a desidratação; apresentam microvilosidades e desmossomos;
hemidesmossomos e apresentam ainda as zonas de oclusão.
As principais características que nos permite classificar os tecidos são a presença
ou não de: células fortemente aderidas umas as outras, havendo especializações para isso;
quantidade de substância intercelular representada pelas glicoproteínas; presença de
junções celulares; apoio sobre uma camada de tecido conjuntivo subjacente, a lâmina própria;
entre a lâmina própria e o epitélio encontra-se uma camada acelular, constituída de proteínas
e glicoproteínas, a membrana basal.
Desta forma pode-se classificar os tecidos animais de uma forma geral em:
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• • • • • Conjuntivo: preenchimento, sustentação, transporte e defesa;
• • • • • Epitelial: revestimento e secreção;
• • • • • Muscular: movimentação;
• • • • • Nervoso: recepção e condução de estímulos.
Verifique na ilustração ao
lado, como estes tecidos podem
sofrer diferenciações e se especia-
lizarem em vários tipos diferentes
para atender as necessidades dos
vertebrados, subdividindo-se em.
Nos invertebrados estes
tipos de tecido são basicamente os
mesmos, porém com organiza-
ções mais simples.
Para o estudo criterioso dos tecidos podem ser utilizados os instru-
mentos clássicos como: o bloco de parafina (fixação), os corantes biológicos,
o micrótomo e o microscópio óptico; mais recentemente temos os seguintes
instrumentos: a microscopia electrônica, a imunofluorescência e o corte por
congelação que permitiram, nas duas últimas décadas, um enorme avanço no
ramo científico. Com estas novas técnicas, a aparência dos tecidos pode ser
examinada, permitindo a comparação entre tecidos saudáveis e doentes, o que
é bastante importante para a eficiência dos diagnósticos e prognósticos clínicos.
Recapitulando...
Saiba mais!
A maioria dos tecidos, além de serem compostos de células, apresenta
entre elas substâncias intracelulares ou intersticiais.
Para saber mais sobre Histologia e visualizar os vários tipos de tecidos,
recomendamos o complemento de seu estudo através do material virtual de Histologia do
curso de Biologia da FTC EaD, além dos sites:
www.pucrs.br/igg/geronto/atlasvirtual/
www.acd.ufrj.br/labhac/virtual.htm
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Embriologia
e Histologia
Comparada
Tecidos Conjuntivos
Esse tecido forma o arcabouço que sustenta as partes moles do corpo,
apoiando e ligando os outros tipos de tecido. Caracterizam-se pela grande
quantidade de material intracelular e pelo distanciamento das suas células e
fibras. Por fim, os tecidos de sustentação participam ativamente nas funções
de defesa do organismo.
Todos esses tecidos de sustentação têm a mesma origem embrionária: origem
mesodérmica.
Os tecidos de sustentação dividem-se em vários grupos dentre eles os principais
são: Tecidos conjuntivos, adiposos, cartilaginosos e ósseos.
Têm como principal função o preenchimento de espaços e ligação de outros tecidos
e órgãos. Material intracelular é abundante e as células se mantêm bem afastadas umas da
outras.Material intracelular compreende uma matriz onde se encontram fibras colágenas,
reticulares e elásticas.
A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída
principalmente por água e glicoproteínas. São encontradas abaixo do epitélio e tem a função
de sustentar e nutrir tecidos não vascularizados. Pode ser denso ou frouxo.
As fibras colágenas são grossas, flexíveis e resistentes; são formados por uma
proteína denominada colágenos.
As fibras elásticas são mais finas que as colágenas, têm grande elasticidade e são
formadas por uma proteína denominada elastina.
O tecido conjuntivo apresenta uma grande variedade de células, que desempe-
nham funções importantes:
• • • • • Fibroblastos – possuem forma fusiforme e são responsáveis pela produção de
fibras colagenas, elásticas e reticulares. Estas fibras estão envolvidas no processo de
envelhecimento da pele. São os fibroblastos responsáveis pela perda da elasticidade da
pele, durante o processo de envelhecimento, pois nesta fase irá ocorrer um aumento na
produção de fibras do tipo colágenas, em detrimento das elásticas. Outra função desta
célula é a de produzir material intracelular;
• • • • • Macrófagos – são células derivadas do tecido sanguíneo que migram para o tecido
conjuntivo e atuam na defesa do corpo, pois são fagocitárias.
• • • • • Plasmocitos – são também células derivadas do tecido sanguineo, mais
especificamente dos linfócitos B, atuando na defesa do corpo, desta forma estão ligados a
fabricação de anticorpos.
• • • • • Mastócitos – são células que liberam uma substância denominada histamina
durante uma resposta alérgica e inflamatória, além de produzir uma substância
anticoagulante – a histamina.
• • • • • Mesenquimatosas – são consideradas células totipotentes, pois são
indiferenciadas, podendo gerar qualquer um dos tipos de células conjuntivas, a depender
da necessidade do organismo.
A matriz do tecido conjuntivo pode apresentar grande quantidade de fibras colágenas
e elásticas, em diferentes proporções e uma substância gelatinosa constituída por água,
proteínas (colágeno e elastina) e polissacarídeo – o ácido hialurônico.
As fibras deste tecido

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