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[LIVRO] Embriologia e Histologia Alves

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e Histologia
Comparada
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EMBRIOLOGIA NA ESPÉCIE HUMANA E
PADRÕES DE DESENVOLVIMENTO
EMBRIONÁRIO
Não podemos começar um estudo sem antes saber qual o objeto de pesquisa da
disciplina em questão. Não é verdade? Foi pensando nisto que resolvemos iniciar ques-
tionando: O que é EMBRIOLOGIA?
A embriologia é a parte da Biologia que estuda o desenvolvimento dos embriões
animais. Há grandes variações, visto que os animais invertebrados e vertebrados
apresentam muitos diferentes aspectos e níveis evolutivos. Lembra-se o que foi estudado
na disciplina Zoologia I?
Em Embriologia o desenvolvimento envolve diversos aspectos:
a) multiplicação de células, através de mitoses sucessivas.
b) crescimento, devido ao aumento do número de células e das modificações volumétricas
em cada uma delas.
c) diferenciação ou especialização celular, com modificações no tamanho e forma das
células que compõem os tecidos. Essas alterações é que tornam as células capazes de
cumprir suas funções biológicas.
Através da fecundação ocorre o encontro do gameta masculino (espermatozóide)
com o feminino (óvulo), o que resulta na formação do zigoto ou célula-ovo (2n).
REPRODUÇÃO SEXUADA E DESENVOLVIMENTO
EMBRIONÁRIO
Neste tema iremos trabalhar com 3 (três) conteúdos que contemplam a reprodução
humana e seu desenvolvimento embrionário, que são: reprodução sexuada, destacando a
formação dos gametas; fecundação; as etapas do desenvolvimento embrionário e os anexos
na espécie humana.
“A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico
e ético e disseminada de forma apropriada a todos os níveis sociais”
(Declaração do XIII Congresso Mundial de Sexologia, Valência, Espanha, 1997.)
Reprodução Sexuada: Formação de Gametas e Fecundação
A reprodução sexuada envolve a união do espermatozóide com o óvulo, ambos
haplóides, o que torna possível a mistura dos caracteres genéticos das populações de uma
espécie, porém alguns animais também são capazes de reproduzir-se de forma assexuada,
produzindo indivíduos a partir de fragmentos ou divisões do corpo do progenitor.
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Embriologia
e Histologia
Comparada
Durante a formação dos gametas, o número de cromossomos é
reduzido à metade por duas divisões meióticas. Lembre-se que você estudou
este conteúdo no Bloco Temático 2, da disciplina Biologia Celular e Molecular.
Essas divisões originam quatro espermátides oriundas de uma única
espermatogônia e cada espermátide é, então, transformada em uma célula
pequena, compacta, adaptada para o transporte do material genético para o
óvulo, durante a fecundação. Já na ovogênese, o citoplasma divide-se de
maneira desigual entre as quatro células filhas de modo que uma, o óvulo obtém todo o
material vitelínico. A quantidade e a distribuição do material vitelínico varia muito nas diferentes
espécies animais.
Vamos pensar...
O texto acima fala sobre a formação dos gametas, originadas de divisões
meióticas, processo estudado por você na disciplina ‘Biologia Celular e
Molecular’. Utilize esses conhecimentos e tente esquematizar este processo,
diferenciando o que é haplóide e diplóide, caso exista.
Gametogênese
As bases da meiose são as mesmas em plantas e animais e em fêmeas e machos.
Porém, a produção de gametas envolve mais do que apenas o processo da meiose estudado
anteriormente. Os outros processos necessários variam muito entre os organismos e são
muito diferentes para os óvulos e os espermatozóides.
Nossa discussão sobre a gametogênese concentrar-se-á, principalmente, nos
vertebrados. Tanto o óvulo como o espermatozóide iniciam sua formação de maneira
semelhante, através da meiose. Ao término deste processo, o óvulo de vertebrados está
completamente maduro (e, em alguns casos, até fertilizado), enquanto o espermatozóide
que completou a meiose está apenas começando sua diferenciação.
Você é capaz. É só pensar um pouco! Após esta leitura, em linhas gerais, como você
definiria gametogênese?
Ovogênese ou ovulogênese
Em todos os embriões de vertebrados, certas células são selecionadas em estágios
iniciais do desenvolvimento como progenitores de gametas. Estas células germinativas
primordiais migram para as gônadas em desenvolvimento, os quais formarão os ovários
nas fêmeas e os testículos nos machos.
Após um período de proliferação mitótica, essas células sofrerão meiose e irão
diferenciar-se em gametas maduros, os óvulos ou espermatozóides. Mais tarde, a fusão
destes dois tipos, após o acasalamento, iniciará a embriogênese, com a produção
subseqüente de um embrião com novas células germinativas primordiais, que começarão
o ciclo novamente.
Recapitulando...
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Um óvulo em desenvolvimento é denominado oócito ou ovócito primário. Sua
diferenciação em óvulo maduro envolve uma série de alterações, cujo tempo é ajustado aos
estágios da meiose, na qual a célula germinativa passa pelas duas divisões finais e altamente
especializadas. Os ovócitos, durante a meiose, permanecem inativos na prófase I por
períodos prolongados, enquanto crescem em tamanho, e, em muitos casos, eles permanecem
em metáfase II, enquanto aguardam a fertilização.
Células germinativas primitivas migram para a gônada em desenvolvimento, para
tornarem-se ovogônias ou oogônias, as quais proliferam por ciclos celulares comuns antes
da diferenciação em ovócitos ou oócitos primários.
Neste estágio, começa a primeira divisão meiótica: o DNA é replicado, de modo
que cada cromossomo consiste em duas cromátides, os cromossomos homólogos são
emparelhados, e o entrecruzamento ocorre entre as cromátides desses cromossomos.
Após estes eventos, a célula é retida na prófase I da meiose por períodos que podem
variar de dias até vários anos, dependendo da espécie. Durante este longo período (ou em
alguns casos, no estabelecimento da maturidade sexual), os ovócitos primários sintetizam
o invólucro e os grânulos corticais.
A próxima fase do desenvolvimento é chamada
maturação do ovócito e normalmente não ocorre até a
maturidade sexual, quando é estimulada por hormônios.
Sob a influencia hormonal, a célula recomeça seu
desenvolvimento na divisão meiótica I: os cromossomos
recondensam, o envelope nuclear é quebrado (geralmente
marca o inicio da maturação), e os cromossomos
homólogos replicados separam-se na anáfase I gerando
dois núcleos, cada um contendo a metade do número
original de cromossomos.
No término da divisão meiótica I, o citoplasma é
dividido, gerando duas células de tamanhos bem
diferentes: um pequeno, chamado corpo polar, e outro
grande, o ovócito ou oócito secundário, precursor do óvulo.
Neste estágio, cada um dos cromossomos é ainda
composto de duas cromátides, que só serão separadas
na divisão meiótica II, por um processo semelhante à
mitose comum, gerando duas células individuais.
Após a separação dos cromossomos na anáfase
II, o citoplasma do ovócito secundário grande divide-se
novamente e produz o óvulo maduro e um segundo corpo
polar pequeno, cada um contendo um número haplóide
de cromossomos. Devido às duas divisões cito-
plasmáticas assimétricas, os ovócitos mantêm um
tamanho grande, apesar de sofrerem divisões celulares.
Os dois corpos polares são pequenos e geralmente
degeneram-se.
Na maioria dos vertebrados, a maturação dos ovócitos avança até a metáfase II e
então repousa até a fertilização. Na ovulação, o ovócito secundário em repouso é liberado
do ovário, e se a fertilização ocorrer, o ovócito é estimulado a completar a meiose. Na
ovogênese, cada ovogônia dá origem a um óvulo e a três corpos polares.
Agora, observe, atentamente, o esquema a seguir para melhor entender todo o
processo acima descrito.
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Embriologia
e Histologia
Comparada
Vamos pensar...
No processo da ovogênese, cada ovogônia dá origem a um
óvulo e a três corpos polares, conforme descreve o texto ilustrativo
acima. Tente explicar este acontecimento!
Estágios da ovogênese:
Conforme