A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
94 pág.
[LIVRO] Embriologia e Histologia Alves

Pré-visualização | Página 4 de 24

cessam a proliferação, e
diferenciam-se em espermatócitos
primários.
Estas células iniciam a pri-
meira prófase meióticas, na qual os
cromossomos homólogos empa-
relhados participam do entrecru-
zamento e progridem na meiose I
produzindo dois espermatócitos
secundários, cada um contendo 22
cromossomos autossômicos
duplicados e um cromossomo
sexual, X ou Y duplicado.
Os espermatócitos secun-
dários progridem na meiose II,
produzindo 4 espermátides, cada
uma contendo um número haplóide
de cromossomos. Essas espermá-
tides haplóides sofrem diferen-
ciação morfológica originando os
espermatozóides, que escapam
para a luz dos túbulos seminíferos.
Os espermatozóides passam,
então, para o epidídimo, um tubo
enrolado localizado nos testículos,
onde são estocados e maturados.
Cada espermatogônia dá origem a
4 espermatozóides.
14
Embriologia
e Histologia
Comparada
Vamos pensar...
O que significa a expressão:
“...espermátides haplóides sofrem diferenciação morfológica...”.
DICA: Utilize o esquema anterior que o ajudará.
Estágios da espermatogênese.
As células germina-
tivas masculinas falham em
completar a divisão citoplas-
mática (citocinese) na mitose
e meiose. Em conseqüência,
grandes clones de células-
filha em diferenciação,
descendentes da mesma
espermatogônia em matura-
ção, permanecem ligadas por
pontes citoplasmáticas, for-
mando um sincício. As pontes
citoplasmáticas persistem até
o final da diferenciação dos
espermatozóides, quando
estes são liberados para a luz
do túbulo.
Ao contrário dos ovó-
citos, os espermatozóides
sofrem a maior parte da sua
maturação após o núcleo ter
completado a meiose e tor-
nando-se, portanto, haplóide.
A presença das pontes
citoplasmáticas entre eles
significa que os esperma-
tozóides haplóides comparti-
lham um único citoplasma com
seus vizinhos, de modo que
todos possam receber os
produtos de um genoma
diplóide completo. Assim, o
genoma diplóide controla a
diferenciação do esperma-
tozóide, da mesma forma que
o faz na diferenciação do óvulo.
Vamos pensar...
Com base no desenho esquemático acima, o que aconteceria caso na
fase de diferenciação dos espermatozóides não ocorresse a quebra das pontes
citoplasmáticas? Suponha o acontecimento na espécie humana.
15
Espermatozóide
Os espermatozóides são, normalmente, as menores células do organismo. São células
equipadas com um forte flagelo que os impulsionam através de um meio aquoso, porém
livre de organelas citoplasmáticas, tais como ribossomos, retículo endoplasmático ou
complexo de Golgi, os quais são desnecessários para a tarefa de transferir seu DNA ao
óvulo. Por outro lado, os espermatozóides contêm várias mitocôndrias estrategicamente
localizadas para fornecer energia ao flagelo.
Que tal relembrar os conhecimentos adquiridos em Biologia Geral e
Celular e Molecular sobre MITOCÔNDRIAS?
Os espermatozóides geralmente consistem de duas regiões diferentes entre si,
morfológica e funcionalmente, que são contidas em uma única membrana plasmática: a
cauda, a qual impulsiona o espermatozóide ao óvulo e ajuda na sua entrada pelo invólucro
do óvulo, e a cabeça, que contém um núcleo haplóide. O DNA do núcleo é empacotado de
maneira compacta, de modo que seu volume seja minimizado para o transporte. Os
cromossomos de muitos espermatozóides não possuem as histonas das células somáticas
e são empacotados com proteínas simples, chamada protaminas.
Histonas? Protaminas? Que tal consultar o glossário ou um site de
pesquisa para saber mais sobre estas substâncias?
Na cabeça da maioria dos espermatozóides de animais está uma vesícula secretora
especializada, chamada de vesícula acrossomal. Esta vesícula contém enzimas hidrolíticas
que auxiliam a penetração do espermatozóide no invólucro externo do óvulo. Quando o
espermatozóide entra em contato com o óvulo, o conteúdo da vesícula é liberado por
exocitose na chamada reação acrossomal, em alguns espermatozóides, esta reação
também expõe ou libera proteínas específicas que ajudam na fixação do espermatozóide
de maneira firme ao óvulo.
A cauda móvel do espermatozóide é um flagelo longo, cujo axonema central origina-
se de um corpo basal situado próximo ao núcleo. O axonema consiste de dois microtúbulos
centrais simples cercados por nove pares de microtúbulos dispostos simetricamente. O
flagelo de alguns espermatozóides (incluindo os de mamíferos) difere dos outros flagelos
por possuir, além do
modelo de axonema
comum de 9+2, 9 fi-
bras extras externas e
densas, compostas
principalmente de
queratina. Essas fi-
bras são rígidas e não
contráteis, e seu papel
na curvatura do flagelo
não está claro, mais é
causado pelo desli-
zamento dos pares de
microtúbulos adja-
centes que passam
entre si.
16
Embriologia
e Histologia
Comparada
O movimento flagelar é alimentado por proteínas motoras chamadas
dineínas, que usam a energia da hidrólise do ATP para o deslizamento dos
microtúbulos, o ATP é gerado pelas mitocôndrias localizadas na parte anterior
da cauda do espermatozóide, chamada de região mediana (onde o ATP é
necessário).
Recapitulando...
Gametogênese:
17
A fecundação
Ao encontro do gameta masculino com o feminino dá-se o nome de Fecundação.
A fecundação compreende todos os eventos desde a penetração da membrana do
óvulo pelo acrossomo do espermatozóide até a união dos cromossomos do espermatozóide
e do óvulo em um só núcleo, restaurando o número diplóide de cromossomos.
Muitos animais aquáticos apresentam fecundações externas, que é possível onde
indivíduos de uma espécie reúnem-se durante o período de reprodução ou vivem próximos
e os espermatozóides podem ser transportados até os óvulos pelas correntes aquáticas.
A fecundação interna no interior do corpo da fêmea é característica de muitos animais
aquáticos e das espécies terrestres. Ela requer a cópula e diversas modificações das vias
reprodutoras de ambos os sexos, tais como um órgão copulador (geralmente um pênis),
glândulas produtoras de sêmen, vesícula seminal, vagina e receptáculo seminal.
As vias reprodutoras dos vertebrados variam muito, o que reflete diferentes
adaptações para a fecundação e ovoposição. Nos mamíferos, o pênis masculino deposita
os espermatozóides na vagina e a fecundação ocorre na extremidade superior da Trompa
de Falópio. O grande número de espermatozóides liberados aumenta a possibilidade de
que alguns possam atravessar o útero e a Trompa de Falópio e, coletivamente contribuir
para a dispersão enzimática das células foliculares retidas em torno do óvulo liberado.
A reprodução nos vertebrados em especial apresenta um mecanismo complexo que
dispõe de um mecanismo hormonal que acontece da seguinte forma: As células intersticiais
dos testículos produzem androgênios como a testosterona, por exemplo; estes estimulam o
desenvolvimento e a manutenção dos caracteres sexuais masculinos secundários e as
glândulas anexas masculinas, a próstata e a vesícula seminal, por exemplo. Os chifres do
veado e a crista do galo, as barbelas e a plumagem dos pássaros são controladas pelos
androgênios. Eles também são responsáveis, pelo menos em parte, pelo aumento da libido
em ambos os sexos e pelo desenvolvimento do comportamento no acasalamento. A remoção
da hipófise causa a regressão não só das células intersticiais como dos túbulos seminíferos.
Os ovários produzem os hormônios sexuais femininos, progesterona e estradiol. O
estradiol controla as alterações do corpo feminino na época da puberdade ou maturidade
sexual alargando a pelve, desenvolvendo os seios, promovendo o crescimento do útero, da
vagina e genitália externa. A progesterona é necessária para completar cada ciclo menstrual,
para a implantação do ovo e para a manutenção da gravidez.
Todas as espécies têm um período de vida limitado. Portanto, para que uma espécie
se mantenha no passar das eras, é necessário que haja um mecanismo