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[LIVRO] Embriologia e Histologia Alves

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para a produção
de novos indivíduos.
A reprodução humana ocorre de modo semelhante à maioria dos animais: o novo
ser é resultado da união de duas células sexuais ou gametas geneticamente diferentes. Os
gametas animais são o óvulo da fêmea e o espermatozóide do macho.
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Embriologia
e Histologia
Comparada
Os sistemas reprodutores de cada sexo são responsáveis pela união
(fusão) dos gametas, conhecida como fertilização, e o sistema reprodutor
feminino tem a importância de permitir o desenvolvimento embrionário e, após
o parto, continuar a nutrir o bebê (amamentação). Os sistemas reprodutores,
intimamente relacionados à psique, também são importantes elementos para
a satisfação sexual do indivíduo. (Schauf et al., 1993, p. 6).
 
Puberdade, adolescência e maturação sexual
As gônadas e os órgãos reprodutores acessórios já estão presentes desde o
nascimento, mas permanecem relativamente pequenos e não funcionais até o início da
puberdade, período da vida mais ou menos dos 10 aos 14 anos de idade. Nessa época de
suas vidas, que ocorre entre a infância e a adolescência, machos e fêmeas sofrem diversas
transformações no seu organismo e em suas atitudes e sentimentos.
Qual é a importância dessas transformações?
Em termos biológicos, parte das modifi-cações que ocorrem na puberdade está
relacio-nada ao início da atividade sexual e à preparação para a reprodução.
Algumas modificações externas podem ser
destacadas: nas mulheres, as mudanças ósseas,
como o aumento da estatura e o alargamento do
quadril, estão relacionadas à gestação e ao parto;
o crescimento das mamas está relacionado à pro-
dução de leite para alimentar o bebê; nos homens,
o pênis adquire maior sensibilidade e passa a
funcionar como órgão copulatório/reprodutivo.
O termo adolescência tem um amplo
significado e inclui o período de transição da
infância ao estado adulto em todos os aspectos,
não somente os sexuais.
Em ambos os sexos, as mudanças ocorrem em conseqüência da atividade dos
hormônios. Embora o organismo esteja fisicamente pronto para a atividade sexual após a
puberdade, essa atividade não depende exclusivamente de alterações físicas. Há os fatores
culturais, religiosos, familiares, psicológicos, que também interferem no início da vida sexual.
Aqui, falamos um pouco sobre a adolescência (e não aborrecência, como
muitos tratam) esta fase tão conturbada, biologicamente falando. Sabemos que todas
as acorrências descritas no texto acima são resultados dos hormônios sexuais.
Quais são eles? Como atuam no sexo masculino e feminino, respectivamente?
Fertilização
Como a fertilização ocorre normalmente na extremidade ovariana da tuba uterina, o
espermatozóide precisa percorrer o útero e grande parte da tuba uterina para encontrar
com o óvulo.
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Além disso, o espermatozóide precisa atravessar
a camada de células da granulosa, zona pelúcida e a
membrana celular do oócito.
O acrossomo da cabeça do espermatozóide
contém enzimas que, ao serem liberadas, dissolvem o
caminho através das camadas que envolvem o oócito.
O oócito reage à entrada do espermatozóide,
modificando sua membrana celular que impede a entrada
de outros espermatozóides.
Quando a cabeça do espermatozóide entra em
contato com o oócito, as suas membranas fundem-se e o
núcleo do espermatozóide penetra no citoplasma do
oócito. Em seguida, ocorre a segunda divisão meiótica
que estava paralisada em metáfase II, formando o segundo
corpo polar.
O pronúcleo masculino e o pronúcleo feminino se
fundem, originando o núcleo do zigoto. Esta fusão dos
pronúcleos é denominada, cariogamia ou anfimixia.
Após a fecundação do zigoto, inicia-se o
processo de segmentação, isto é a divisão da
célula ovo até a formação de células chamada
blastômeros. Na espécie humana, por volta do
quarto dia após a fecundação, surge a mórula,
um maciço celular que contém de doze a
dezesseis blastômeros.
Partenogênese
Uma forma especial de reprodução sexuada!
Em certas espécies, o ovo é capaz de se desenvolver sem que um gameta macho o
tenha fecundado: Este fenômeno é o da partenogênese natural. Trata-se do desenvolvi-
mento de ovos virgens, não fecundados.
Em numerosas espécies animais, tanto Invertebrados como Vertebrados, o ovo é
capaz de se segmentar espontaneamente, sem que este desenvolvimento ultrapasse um
estado pouco avançado: tal é o caso para alguns representantes dos Equinodermos, dos
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Embriologia
e Histologia
Comparada
Moluscos, dos Nematódeos, dos Anelídeos, dos Coleópteros, Lepidópteros
e Dípteros; também é o caso para certos peixes, batráquios e pássaros.
Até mesmo nos mamíferos este fenômeno intervém freqüentemente e
foi assinalado na espécie humana. trata-se do que se chama a partenogênese
rudimentar.
Em outros casos, acontece então que as condições normais implicam
que o desenvolvimento ovular seja relacionado com a fecundação, que ovos possam, no
entanto desenvolver-se completamente por partenogênese. Ela é então dita acidental. 
Observa-se em espécies dos grupos seguintes: Coccídeos, Ortópteros (Acarídeos,
fasmideos), Acários, Lepidópteros, Equinodermes, e no Arquianelidio Dinophilus.
Por fim, a partenogênese é susceptível de representar uma modalidade normal e
regular da reprodução. Ela apresenta então vários tipos:
• Se os ovos partenogenéticos dão nascença exclusivamente a machos, trata-se
de partenogênese arrhénotoque (Hyménopteros, Coccídeos, Acarios,
Rotíferos,...).
• Se eles dão fêmeas, a partenogênese é chamada thélytoque.
• Uma partenogênese deutérotoque é aquela que tem por resultado indivíduos
dos dois sexos.
As duas últimas formas afetam particularidades que permitem distinguir uma
partenogênese dita cíclica, caracterizada pela alternância mais ou menos regular de
gerações sexuadas e de gerações partenogenéticas (Rotíferos, Cladocères, Pulgões,
Phylloxera, Chermesidios), e um tipo dito paedogênese que se aproxima da partenogênese
cíclica porque também está incluída num ciclo, mas que deve sua individualidade ao fato
que a partenogênese produz-se na larva e acompanha-se quase sempre do desenvolvimento 
do feto no organismo larvar, é a vivípara (Cecidomyios, Chironomidios e outros dípteros,
Poliquetes, Trematódeos, Coelentereos).
Exemplos de partenogênese natural:
• O caso da abelha doméstica oferece um tipo clássico de partenogênese
arrhénotoque (descoberta do abade Dzierzon em 1845).
 Nos himenópteros sociais, a partenogênese arrhénotoque é facultativa, ou seja,
o ovo desenvolve-se quer tenha sido fecundado quer não. Se ele se desenvolve
partenogeneticamente, dá nascença exclusivamente a machos; se foi fecundado,
dá fêmeas (trabalhadoras ou rainhas segundo o tipo de comida que a larva recebe).
• Como segundo exemplo, examinemos o caso dos pulgões; a reprodução cumpre-
se segundo um ciclo geralmente anual.
 Nos Afidios existem dois tipos de fêmeas:
• As fêmeas partenogenéticas dão nascença a fêmeas igualmente partenogenéticas
(partenogênese thélytoque). No fim do verão elas dão, no entanto machos e fêmeas
(partenogênese deutérotoque) que são indivíduos sexuados.
• As fêmeas sexuadas produzem “ovos de inverno” destinados a ser fecundado
dos quais na primavera nascerão fêmeas ditas “fundadoras”, partenogenéticas,
desenvolvedoras de um novo ciclo.
• Como último exemplo, a dafnia (Daphnia pulex) reproduz-se, freqüentemente, por
partenogênese cíclica irregular. O ovo de resistência, fechado num invólucro
particular, é fecundado.
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Vamos pensar...
Que justificativa você daria para convencer uma pessoa leiga que a
PARTENOGÊNESE é um tipo de reprodução sexuada?
Etapas do Desenvolvimento Embrionário;
Os Anexos Embrionários na Espécie Humana
A ativação do óvulo pela fecundação inicia divisões mitóticas, denominadas clivagem.
Os três tipos mais comuns de clivagem são a clivagem radial (equinodermos e vertebrados),