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Imunologia da infecção por HIV

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Imunologia Georgia Velozo 
 
 
 
 
 
 
 
 O HIV já infectou entre 50 a 60 milhões de 
pessoas e provocou a morte de mais de 
25 milhões de adultos e crianças 
 A doença é considerada devastadora, 
porque quase a metade dos 3 milhões de 
novos casos, a cada ano, ocorrem em 
jovens adultos (15 a 24 anos) 
 Devido à doença a pessoa fica 
impossibilitada de viver a vida 
normalmente 
 O HIV é capaz de infecções latentes nas 
células a longo prazo e efeitos 
citopáticos a curto prazo 
 Existem 2 tipos de HIV estreitamente 
relacionados 
 HIV-1 é o mais perigoso, pois provoca 
a doença mais rapidamente 
 HIV-2 é mais fraco 
Estrutura do HIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Quando a transcriptase reversa vai 
converter o RNA em DNA complementar é 
comum a ocorrência de mutações 
 As pequenas mutações geradas pela 
atuação da enzima vão ser responsáveis 
por alterações nas proteínas virais 
 Os anticorpos produzidos para o vírus 
inicialmente já não serão mais úteis, pois 
não vão conseguir identificar o vírus que 
sofreu a mutação nas proteínas 
Organização genômica do HIV 
 GAG: segmento responsável por codificar 
as proteínas estruturais 
 ENV: segmento que codifica a 
glicoproteínas gp120 e gp41 do envelope 
necessárias para a infecção 
 POL: codifica a transcriptase reversa, 
integrases e proteases necessárias para a 
replicação 
 NEF: faz a regulação negativa da 
expressão de CD4 e MHC de classe I do 
hospedeiro, através da produção de uma 
proteína 
 TAT: interage com proteínas reguladoras, 
comprometendo a produção das citocinas 
e, portanto, a resposta imune das células 
Genoma do HIV: 
 
 
Mecanismo de entrada do HIV em uma 
célula 
 Para entrar na célula, o HIV se liga a um 
CD4 e um receptor de quimiocina 
(CCR5 e CXCR4) através da ligação com 
a gp120 e g41 
 O HIV pode infectar diferentes células a 
partir da interação com seus receptores de 
quimiocina 
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 Esse mecanismo de o HIV entrar nos 
macrófagos ou linfócitos em determinado 
caso, dificulta a atuação do sistema 
imunológico 
 O HIV vai sofrendo mutações, alterando a 
célula infectada e seus antígenos, 
impedindo que o sistema imunológico 
consiga desenvolver uma resposta 
eficiente 
OBS: foi observado que pessoas com uma 
mutação que gera a falta do receptor de 
quimiocina CCR5, proporcionando defesa 
contra o HIV 
 A gp120, ao se ligar com a CD4, sofre 
uma mudança conformacional que 
permite a ligação ao receptor de 
quimiocina 
 Após isso, ocorre a fixação do gp41 
através da perfuração da membrana da 
célula com essa molécula, grudando o 
vírus à célula 
 A partir disso, a fusão das membranas é 
estimulada e, posteriormente, o material 
genético do vírus é liberado no citoplasma 
 A transcriptase reversa vai atuar 
transcrevendo o RNA em DNA pró-viral 
(complementar) que vai sem encaixado no 
DNA do hospedeiro pela integrase 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Quando está integrado ao material genético 
da célula, o estímulo das citocinas (como 
o NF) vai gerar a produção do material 
viral e a multiplicação viral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: para ocorre a infecção não é necessário 
que o vírus tenha sido liberado. Se a célula 
com o vírus exporto na superfície se 
aproximas de outra, a ligação do vírus a outra 
célula pode acontecer 
 Na liberação do vírus ocorre a formação 
de um poro na membrana da célula, 
podendo gerar o influxo de cálcio e o 
estímulo a apoptose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tropismo do HIV - Bizu 
 HIV R5: se liga ao receptor de quimiocina 
CCR5, presente nos macrófagos 
 HIV X4: se liga ao receptor de quimiocina 
CXCR4, presente nos linfócitos 
 HIV R5X4: se liga aos dois receptores de 
quimiocina 
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 A infecção aguda é caraterizada pela 
infecção das TCD4 de memória nas 
mucosas e na morte de muitas células 
 Essas células apresentam a CD4 
 A célula dendrítica não é destruída pelo 
vírus e ela transporta-o para apresentar 
aos linfócitos, causando destruição deles 
nos linfonodos 
 A transição das fases aguda e crônica é 
caracterizada pela disseminação do HIV, 
viremia e resposta de linfócitos 
 As células infectadas liberam muitos 
vírus que acabam chegando ao 
sangue e gerando a viremia 
 Uma resposta adaptativa para o HIV é 
produzida e é capaz de destruir o vírus, 
porém ao mesmo tempo ocorre a 
destruição das células, dificultando a 
ação da resposta imune 
 A resposta imune destrói parte dos 
vírus, porém alguns persistem 
 Faz-se o controle parcial da infecção, 
iniciando um período de latência 
 Na fase de latência a viremia está 
baixa 
 Na fase crônica, os linfonodos e o baço 
são locais de replicação contínua do HIV e 
destruição celular 
 Devido a infecção fraca pelo vírus, 
não aparecem muitas partículas no 
sague 
 Algum estímulo provoca a 
multiplicação do vírus, causando a 
AIDS clínica 
Viremia, contagem de TCD4 e estágios 
clínicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 No início da infecção é observado o 
início da queda no número das TCD4 e um 
aumento agudo de partículas virais 
 Após a síndrome aguda do HIV, os vírus 
são levados para os linfonodos, onde 
iniciam o período de latência 
 O sistema imune combate o HIV, mas 
ao mesmo tempo é destruído 
 A resposta imune não mata todos os 
vírus devido à quantidade de novas 
mutações virais 
 Esses novos vírus são livres da 
resposta imune e vão infectar e 
destruir as células TCD4 
 Devido a algum estimulo, a replicação 
viral aumenta e destruição das células 
TCD4 tornam o paciente impossibilitado 
de combater a HIV, gerando a AIDS clínica 
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 Os números de células TCD8 (linha azul) 
crescem desde o início da infecção, 
contribuindo para a redução nos números 
de partículas virais inicialmente 
 Por volta da 6º a 9º semana os 
anticorpos (linhas verde e laranja) 
começam a aumentar, contribuindo para 
controlar o vírus 
 
 O TCD8, quando controla o vírus, para de 
sofrer expansão clonal, mantendo uma 
memória e segurando o vírus na latência 
 Após anos, o vírus em latência tem a 
multiplicação estimulada por algum 
estímulo, sofre mutações e, mesmo 
tendo a memória das TCD8, não é 
alcançado pelo sistema imune 
OBS: esse é o problema da vacina, mesmo 
que ela fosse aplicada e funcionasse 
inicialmente, após anos o vírus já seria outro 
devido às mutações e a vacina já não seria 
mais útil 
 Os anticorpos formados ficam constantes 
após a formação, mas após as mutações 
do vírus eles não são mais funcionais 
Observações 
 A resposta imune adaptativa inicial à 
infecção por HIV é caracterizada pela 
expansão clonal das células TCD8 
específicas para peptídeos de HIV 
 Embora esses CTLs controlem a infecção 
na fase aguda, em última análise se 
revelam ineficazes devido ao 
surgimento de mutantes 
 Altas quantidades de anticorpos anti-
gp120 e anti-gp41 (anti-envelope) estão 
presentes na maioria dos infectados pelo 
HIV, além de outros como o anti-p24 
 Os anticorpos neutralizantes contra o 
gp120 se desenvolvem em 2 a 3 meses 
após a infecção primária, mas o vírus é 
capaz de mudar rapidamente 
 O HIV tem uma taxa de mutação muito 
alta, devido à uma transcrição reversa 
sujeita a falhas 
 Moléculas muito variáveis, como a 
gp120 (mais frequente de sofrer 
mutações) 
 A proteína NEF inibe a expressão das 
moléculas MHC de classe I, 
principalmente por promoção da 
internalização destas moléculas 
 Inibição preferencial das citocinas Th1,