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Endocardite bacteriana

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1.7. AGENTES ETIOLÓGICOS 
Os agentes causadores gerais na endocardite bacteriana são bem 
documentados e têm permanecido relativamente estáveis, de acordo com estudos 
de base populacional ao longo do tempo. Os patógenos mais comuns estão listados 
abaixo; estes, juntamente com qualquer fator de risco, indicam o organismo 
causador mais provável: 
 
● Streptococcus sp. 
● Staphylococcus aureus 
● Estafilococos coagulase (-) 
● Enterococos 
● Bacilo Gram (-) 
● Grupo de HACEK com cultura negativa. 
1.8. TRATAMENTOS 
O tratamento de endocardite bacteriana deve ser direcionado para dois 
objetivos principais: erradicar o microrganismo infectante e solucionar complicações 
intra e extra cardíacas, objetivando a redução da taxa de mortalidade. E esse 
segundo objetivo freqüentemente requer intervenção cirúrgica. Além disso, o 
tratamento consiste em um período prolongado de terapia antimicrobiana, a qual 
consiste na utilização de antimicrobianos por via endovenosa de 4 a 6 semanas na 
maioria das vezes, e é recomendável o uso de cateter de acesso profundo de 
inserção periférica, por ser o menos associado a eventos adversos infecciosos. Já a 
cirurgia, pode ser necessária em virtude de complicações mecânicas ou organismos 
resistentes. Portanto, é necessário que tenha ​uma abordagem multidisciplinar e 
colaborativa, com o envolvimento de cardiologistas, cirurgiões cardíacos, 
infectologistas, neurologistas, neurocirurgiões e microbiologistas, para que o 
tratamento seja realizado com sucesso. (PAPADAKIS, 2018). 
 
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E para evitar qualquer tipo de complicação, deve-se tratar qualquer fonte 
aparente de bacteremia que apareça, efetuando-se debridamento de tecido 
necrótico, drenagem de abscesso, remoção de material estranho e de dispositivos 
infectados e até mesmo reparo ou troca valvar. 
E o tipo de tratamento depende da valva que foi afetada pelas bactérias, pois 
a endocardite pode estar relacionada a uma valva nativa ou a uma valva protética. 
Segue abaixo alguns exemplos de tratamentos por antibióticos: 
 
Fonte: ​http://www.fmt.am.gov.br/manual/endocardite.htm​. 
1.9. PROFILAXIA 
Como a ​endocardite bacteriana é uma condição associada à alta letalidade e 
importante morbidade, a profilaxia deve sempre ser instituída em pacientes de risco, 
quando forem submetidos a procedimentos médicos, cirúrgicos ou dentários de risco 
para tal doença. E quando os pacientes apresentam algumas condições, como 
antecedente de endocardite, próteses valvares (mecânicas, biológicas, ou 
homoenxertos), valvopatia reumática, entre outros. (PAPADAKIS, 2018).