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Gestao da Qualidade - Aula 03

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DISCIPLINA: GESTÃO DA QUALIDADE 
- AULA 03 - 
Prof. Vander 
Globalização da Economia 
 
Globalização da economia significa integrar os mercados em âmbito mundial, de modo que um 
produto, independentemente de sua origem ou procedência, possa ser oferecido para 
consumo em qualquer lugar do globo terrestre. 
Algumas características definem esse tipo de globalização: as duas ideias chaves são 
mercado e consumidor. O mercado pode ser planejado (economia fechada) ou espontâneo 
(economia aberta). 
A principal entidade dentro da atividade econômica é o mercado, que tem como característica 
os seguintes tipos de operações: 
- Troca voluntária: nascido há milhares de anos, o escambo foi a primeira forma de mercado, 
em que se trocava de forma voluntária o excedente da produção; 
- Limites da política econômica: o sistema de mercado parece mais um jogo de troca, no qual 
todos os jogadores se beneficiam por nele estarem envolvidos, limitados às regras que 
governam as trocas de mercado, buscando tratar todos com igualdade e dar o máximo de 
chances a cada um; 
- Rede de preços: é o sistema de comunicação do mercado. A recompensa de cada 
participante do jogo depende do preço pelo qual ele consegue vender seu produto no mercado. 
Esse preço funciona como sinal que torna um indivíduo capaz de contribuir para satisfação 
das necessidades de outras pessoas, ao mesmo tempo em que se empenha para satisfazer 
as suas. 
A globalização, sob o aspecto da conveniência do consumidor, pode significar conforto e 
interesse econômico, porque permite obter produtos de qualidade a preços diferenciados. 
Do ponto de vista social, a globalização apresenta sinais de ser cada vez menos inclusiva, 
homogeneizada ou convergente, aumentando a polarização entre países e classes, quanto à 
distribuição de riqueza, à renda e ao emprego. 
Outro fator importante é o que diz respeito à competitividade e aos avanços tecnológicos. Os 
ganhos decorrentes da competitividade são alcançados quando se busca e se consegue 
oferecer vantagens aos consumidores em relação aos seus concorrentes. As vantagens se 
expressam na forma de inovação, menor preço, mais qualidade, maior rentabilidade e menor 
risco. 
Conseguidas as vantagens, elas precisam ser conhecidas e o produto ou serviço ser acessível 
no mercado. Obter as vantagens depende de um conjunto de fatores internos e externos à 
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empresa que tornam possível sua viabilização. Estes incluem a forma de organização das 
empresas e dos países envolvidos no processo. Conseguir um preço menor no produto envolve 
tanto os custos da empresa quanto os custos do país onde a empresa está localizada. 
 
A CERTIFICAÇÃO 
 
O processo ou roteiro de certificação é basicamente o mesmo para todos os Organismos de 
Certificação, uma vez que estes atendem aos requisitos de normas internacionais. 
 
Classificação de Um Sistema de Gestão 
 
As organizações vêm sentindo a necessidade de que uma entidade imparcial verifique o seu 
Sistema de Gestão. Em muitos casos, essa verificação é voluntária e constitui-se em um 
elemento importante no marketing da empresa. Já em outros, elas são exigências do mercado 
(autoridades, instituições financeiras, clientes), que devem ser obedecidas. 
Um Sistema de Gestão pode abranger um ou mais itens. É muito comum as empresas 
certificarem seu SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade), mas há também outros sistemas 
que podem igualmente obter a certificação, tais como o Sistema de Gestão Ambiental, o 
Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional, o Sistema de Gestão da Segurança 
da Informação, entre outros. 
Cada um desses sistemas obedece a uma (ou mais de uma) norma específica. A Gestão da 
Qualidade, por exemplo, comumente é certificada tendo como base a ISO 9001 ou, quando se 
trata de uma atividade mais específica, à norma correspondente à atividade (ISO TS 16949, 
ISO 22000, ISO IEC 17025, etc). 
Qualquer que seja a norma a ser seguida, o Sistema de Gestão deverá se adequar a ela e a 
auditoria de certificação deverá ser feita comparando o que é feito com o que a norma diz 
que deve ser feito. Se essa adequação for comprovada na auditoria, a empresa poderá 
receber a certificação. Caso não seja comprovada, a empresa deverá buscar adequar-se à 
norma, até que seja possível obter a certificação. 
 
Sistema de Gestão da Qualidade 
 
É o mais comum dos Sistemas de Gestão. Nele, as organizações definem todo o processo 
para assegurar que os seus produtos e/ou serviços obedecerá aos critérios de qualidade 
exigidos. Um Sistema de Gestão da Qualidade não assegura que o produto será produzido 
com qualidade, mas assegura que a empresa tem todas as condições de produzi-lo assim, 
caso cumpra aquilo que ela mesma estabeleceu. 
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A norma mais comum de Sistema de Gestão da Qualidade é a ISO 9001. Ela é genérica, ou 
seja, serve para qualquer tipo e qualquer tamanho de organização, e seu objetivo é estabelecer 
os princípios para uma Gestão eficaz da Qualidade na organização. 
 
A ISO 9001 
 
ISO significa, literalmente, International Standardization Organization, ou seja, Organização 
Internacional para a Padronização. Ela foi criada em 23 de fevereiro de 1947 e é uma 
organização não-governamental sediada em Genebra, responsável pela elaboração e aplicação 
dos padrões internacionais para a qualidade ISO 9001. 
Como resultado da integração das normas de qualidade de 111 países, nasceu a norma ISO 
9001. Antes de analisarmos o significado desta norma e o quão importante é para as nossas 
empresas obterem a certificação, vamos rever os antecedentes históricos que levaram ao 
surgimento dela e de sua respectiva padronização e aceitação mundial. 
No final dos anos 50, às voltas com a Guerra Fria e com a corrida espacial, as forças 
armadas americanas verificaram que, para assegurar o desempenho do complexo industrial 
militar, era fundamental qualificar seus fornecedores para que, dessa forma, pudesse ser 
obtida maior confiabilidade de seus produtos e serviços. Assim, nasceu a military standard. A 
partir disso, iniciou-se um processo de surgimento de normas, cujas especificações tinham 
como objetivo garantir a segurança de empreendimentos complexos e de grande risco, como o 
adotado pela Agencia Internacional de Energia Atômica. 
Esse movimento se espalhou por diversos setores da economia, fazendo com que, já na 
década de 70, a qualificação de fornecedores fosse uma atividade desenvolvida por um grande 
número de empresas em todo o mundo. No Brasil, esse movimento começa sendo adotado 
pelo Programa Nuclear Brasileiro, pioneiro no esforço de avaliação de fornecedores, seguido 
pela Petrobrás e outras estatais. 
Em meados da década de 80, a ISO iniciou a elaboração do que foi chamado normas 
sistêmicas para a qualidade. Essas normas eram genéricas, não se prendendo a um produto 
ou a um setor, mas tratavam da avaliação do processo produtivo como um todo, qualquer que 
fosse ele, denominado, já naquela oportunidade, de Série ISO 9000. 
Naquele momento, a decisão pela adoção da ISO 9001 era uma questão diferencial para 
aquelas empresas que optassem por sua implantação. Atualmente, e graças ao movimento de 
globalização da economia, a obtenção da certificação ISO 9001 passou a ser vista como um 
passaporte para o início da internacionalização da maior parte das empresas brasileiras. 
 
 
 
 
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A ISO TS 16949 
 
Quando se fala em certificação ISO, pensamos em diversas normas, tais como a ISO 9001, a 
ISO 14001 ou até mesmo a OHSAS 18001, mas eventualmente nos deparamos com normas 
menos conhecidas de forma geral, como, por exemplo, as ISO/TS. TS é uma sigla em inglês 
que significa Technical Specification, ou Especificação Técnica. 
A ISO TS 16949 é totalmente fundamentada na ISO 9001, porém com alguns diferenciais. Esta 
norma surgiu a partir da necessidade das montadoras de automóveis de padronizar os 
requisitos para seus fornecedores, pois grande parte delas possuía uma gama de requisitos