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um registro documental, a fotografia narra uma 
parte da história e acomoda valores, participando da construção social e 
histórica, mediando conhecimento e informação, como também entretenimento 
e prazer, tragédias e ciência. 
 
 
 
 
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Técnica fotográfica 1: composição e enquadramento 
 
Um dos atributos da técnica fotográfica é o recorte, ou seja, o espaço que 
será demarcado como a área fotográfica, o assunto selecionado para compor a 
imagem. Dentro dessa escolha, há dois aspectos a ser considerados, que são a 
composição e o enquadramento. 
Vamos começar relembrando esses aspectos, que foram citados nas 
possibilidades técnicas e estéticas da imagem. Relembrando, portanto: 
 
 composição: é a forma como os elementos da imagem são dispostos, 
distribuídos dentro do frame; 
 enquadramento: é o recorte do quadro, que pode ser na vertical, na 
horizontal ou na diagonal. 
Dentro de tais aspectos, a imagem tem sua linguagem, recepção, significação, 
contexto, etc., que lhe são próprios. Vamos exemplificar isso fazendo algumas 
análises fotográficas. 
 
 
Figura 1 
Na Figura 1, vemos três velas acesas em um recipiente. O fundo e a 
superfície têm aspecto liso e brilhoso, trazendo o efeito de reflexo de patê de 
uma das velas. Sobre a composição da imagem, pode-se destacar o 
 
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posicionamento dos elementos, que estão mais à direita da imagem; todos estão 
postos de forma harmônica e sem desproporções geométricas ou de textura. 
O enquadramento foi tomado em linha reta, ou seja, em frente aos 
elementos, na horizontal, para dar uma sensação de prolongamento dos objetos, 
principalmente ao recipiente onde se encontram as velas. 
 
Já na Figura 2, temos um buquê de flores no centro da imagem. 
 
 
Figura 2 
 
A fotografia foi tomada, assim como a Figura 1, também na horizontal, 
desta vez aproveitando as laterais do ambiente, com as flores e cores, que se 
destacam ao contornar a imagem. A tomada foi de baixo, com a câmera 
posicionada quase no chão, para enfatizar o elemento principal no primeiro 
plano. 
Outra dica para composição e enquadramento é a regra dos terços, que 
consiste em dividir a cena/elementos da imagem em duas linhas horizontais e 
duas linhas verticais. Os quatro pontos de interseção nessas 4 linhas são os 
pontos onde os nossos olhos concentram maior atenção. Em muitos casos o 
ideal é manter o assunto principal em algum desses pontos, o que chamará mais 
a atenção – ou seja, centralizar o elemento da foto não significa uma foto mais 
 
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equilibrada. Esse recurso não é privilégio das câmeras fotográficas, hoje em dia, 
celulares vêm com essas linhas no visor, para ajudar na hora do clique. 
 
 
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Técnica fotográfica 2: ISO, obturador e diafragma. 
 
Para se trabalhar a técnica fotográfica no modo Manual do equipamento, 
há que se entender o que pode ser chamado de tríade básica, que seria o 
controle do uso do obturador, do diafragma e o ISO. O controle desses três 
pontos técnicos permite o controle da exposição do sensor/filme à luz, e assim, 
portanto, a quantidade necessária de luz para fixar a imagem na superfície 
exposta. 
 
Se exposta a muita luz, dizemos que a fotografia foi superexposta; e caso 
a exposição à luz seja insuficiente, dizemos que a imagem foi subexposta. 
 
Para entender o controle e a dosagem de luz necessária para a formação 
da imagem no sensor/filme, partimos, então, da tríade básica, que, juntas, 
equilibram a luz: 
 
Subexposta Superexposta 
------------------------------------------ Luz ++++++++++++++++++++++++++ 
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Obturador: é equivalente a uma janela que abre e fecha, a partir do 
comando em que se programa o tempo de abertura dessa janela. Pode-se expor 
o sensor/filme a um tempo mais longo ou mais curto de exposição, alternando a 
dosagem de luz e a velocidade com que o registro será capturado. Junto ao 
diafragma, o obturador compõe os olhos da câmera. Conforme visto nas 
possibilidades técnicas e estéticas da imagem, podemos ter: 
 
a) velocidade alta, o que congela os elementos que estão em movimento diante 
da câmera; e 
b) velocidade baixa, que, por sua vez, borra os elementos que se movem. 
 
Diafragma: é uma estrutura da lente formada por várias lâminas 
metálicas que regulam a entrada de luz, assim como se comporta a íris do olho 
humano. A abertura é medida em um valor numérico, o f/stop, sempre 
antecedido por um “f/” (f/2, f/5.6, f/16, por exemplo). 
 
A abertura se refere à profundidade de campo e à nitidez da imagem, no 
que se concentra a abertura do diagrama, que são hastes que se fecham em 
formato de espiral. Quando se ajusta o f/stop, está se aplicando o tamanho da 
abertura dele, que pode variar entre a abertura máxima, que é 1, e a mínima, 
que varia de equipamento para equipamento, mas geralmente vai de 22 a 44. 
 
 
 
 
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ISO: o ISO, por sua vez, refere-se à sensibilidade da exposição do 
sensor/filme. Quanto maior a sensibilidade, mais luz será recebida pelo 
sensor/filme. Para este ajuste, é indicado para lugares que possuam pouca 
luminosidade, como algumas ruas à noite, ou ambientes fechados. Já a menor 
sensibilidade é indicada para lugares muito luminosos, ou para que a imagem 
não possua seu “grão” ampliado. 
 
Para entender esses três conceitos técnicos, vamos analisar as imagens 
abaixo: 
Figura 1 
 
Na Figura 1, temos uma cena de praia – há identificação pelo mar, pela 
areia e céu. Percebe-se que a imagem foi registrada no pôr do sol, portanto, a 
luz é quase escassa. Para que a foto saia nos ajustes perfeitos (o que é relativo, 
claro), é necessário que a exposição se dê no controle do diafragma e a 
velocidade mais alta do obturador. Aqui, a prioridade técnica foi aplicada no 
obturador e no diafragma, o que se nota pelas nuvens que não perderam seu 
formato, e no movimento do mar, congelado, com ondas estáticas e nítidas. 
E mais: houve equilíbrio do diafragma, que está mais fechado, como se 
vê pela profundidade de campo; e a não granulação, mostrando que: 
1) o ISO está baixo, ou 
2) a câmera não granula em condições altas do ISO. 
 
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Figura 2 
 
Na Figura 2, temos uma cena urbana: dezenas de pessoas andando 
numa rua, e no centro da imagem um corredor, ou parte da rua/calçada. A 
técnica utilizada aqui é oposta à Figura 1. O diafragma está aberto, provocando 
desfoque em grande parte da imagem. Já o obturador está com velocidade alta, 
garantindo o congelamento das pessoas, que andam na rua. O ISO não pode 
ser calculado a olho nu, sem os dados da imagem. 
Aprenda mais sobre esses assuntos, lendo o artigo indicado “A insustentável 
leveza do clique fotográfico“ e também assistindo ao vídeo da professora 
Sionelly. 
 
Saiba mais 
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/viewFile/14
65/1211 
 
 
Antes de continuar, preste atenção ao que a professora Sionelly tem a 
dizer sobre esse assunto, acessando o material on-line. 
 
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/viewFile/1465/1211
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/viewFile/1465/1211
 
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Técnica fotográfica 3: foco e white balance. 
 
Outros dois pontos importantes da técnica fotográfica são o controle do 
foco e do balanço de branco. O ajuste do foco se refere basicamente à 
profundidade de campo, ou seja, a medida que o