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DPOC

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sintoma cardinal da DPOC
é a produção excessiva de escarro.
➔ SINTOMAS CARDINAIS: TOSSE,
DISPNEIA E PRODUÇÃO EXCESSIVA
DE ESCARRO.
ATENÇÃO! Nos estágios iniciais da
doença, muitos pacientes apresentam
apenas tosse e expectoração mucóide,
que frequentemente são
negligenciadas. Esses pacientes
começam a apresentar dispneia e
muitas vezes limitam mais às suas
atividades inconscientemente.
➔ Os sinais de DPOC :
● Sibilos,
● Fase expiratória prolongada da
respiração;
● Hiperinsuflação pulmonar que se
manifesta pela atenuação dos sons
cardíacos e pulmonares;
● Aumento do diâmetro
anteroposterior do tórax (tórax em
barril).
➔ A doença avançada se manifesta
com sinais de esforço respiratório
(lábios cerrados, uso de musculatura
acessória, tiragem intercostal, batimento
de asa do nariz), retração paradoxal dos
espaços intercostais (sinal de Hoover) e
cianose.
➔ Sinais de cor pulmonale incluem:
Distensão das veias jugulares;
Desdobramento da segunda bulha
cardíaca, com hiperfonese do componente
pulmonar;
Sopro de insuficiência tricúspide;
Edema periférico.
Existem dois estereótipos dos pacientes
com DPOC:
Pink Pu�ers:
➔ -Corresponde aos pacientes
enfisematosos.
➔ -São magros, apresentam pletora e
tórax em tonel.
➔ -A dispneia é tipo expiratória e a
ausculta pulmonar revela diminuição
dos murmúrios vesiculares.
Blue Bloaters:
➔ - Corresponde aos pacientes com
bronquite.
➔ -Apresentam hipoxemia grave
(cianose) associada ao cor
pulmonale, que leva a insuficiência
ventricular direita e edema.
➔ -A ausculta pulmonar é rica em
ruídos adventícios.
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
➔ Na maioria das vezes, os pacientes não se
apresentam como um “Pink Pu�er” ou
“Blue Bloater” estereotípico, mas sim com
uma combinação das duas apresentações
típicas da doença.
➔ O índice do Medical Research Council
(MRC) tem boa correlação com o
prognóstico da DPOC:
CLASSIFICAÇÕES
DIAGNÓSTICO
➔ A presença de sintomas
respiratórios em pacientes
tabagistas deve sempre levantar a
suspeita para o DPOC. A história de
exposição à fumaça de combustão
da lenha, a poeiras e à fumaça
ocupacional deve ser pesquisada.
➔ Exame físico- casos graves:
-Aumento do diâmetro
anteroposterior do tórax
- Hipertimpanismo à percussão
- Frêmito toracovocal e
murmúrio vesicular reduzidos
- Estertores finos inspiratórios
- Edema, hepatomegalia e
estase jugular
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
❖ AVALIAÇÃO ESPIROMÉTRICA:
➔ A espirometria com obtenção da
curva expiratória volume-tempo é
obrigatória na suspeita clínica de
DPOC, devendo ser realizada antes e
após administração de
broncodilatador, de preferência em
fase estável da doença. Os
parâmetros mais importantes
avaliados são a capacidade vital
forçada (CVF), o volume expiratório
forçado no primeiro segundo (VEF1)
e a relação entre esses parâmetros
(VEF1∕CVF).
➔ A limitação ao fluxo aéreo é definida
quando esta relação é <0,70 pós
broncodilatador. (olhar a parte de
espirometria detalhada na parte de
asma)
❖ AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA:
➔ Útil para afastar outras doenças
pulmonares, principalmente
neoplasias.
➔ Solicitar nas incidências
póstero-anterior(PA) e perfil.
➔ A radiografia pode ainda identificar
bolhas, com possível indicação
cirúrgica.
➔ A tomografia computadorizada é
indicada nos casos com suspeita de
bronquiectasias ou bolhas.
* Radiografia de Tórax
O raio X só se encontra alterado nos
casos mais avançados de DPOC,
possuindo uma sensibilidade de 50%.
Os sinais clássicos da DPOC na
radiografia são:
(1) retificação das hemicúpulas
diafragmáticas;
(2) hiperinsuflação pulmonar
(aumento
do número de costelas visíveis na
incidência PA – mais de 9-10 arcos
costais);
(3) hipertransparência;
(4) aumento dos espaços
intercostais;
(5) redução do diâmetro cardíaco
(“coração em gota”);
(6) aumento do espaço aéreo
retroesternal no perfil;
(7) espessamento brônquico.
Bolhas pulmonares também podem ser
eventualmente observadas.
Na radiografia também devem ser
procuradas complicações, tais como
pneumonia, pneumotórax e tumor.
❖ Tomografia Computadorizada de
Tórax
A TC de tórax é considerada
atualmente o teste definitivo para
o estabelecimento da presença
ou não de enfisema nos pacientes
DPOC, determinando ainda sua
extensão e localização. Todavia, na
prática, este exame influencia
pouco nas decisões terapêuticas,
existindo apenas uma indicação
precisa e aceita: avaliação dos
pacientes candidatos à terapia
cirúrgica da DPOC (cirurgia de
redução do volume pulmonar neste
caso, a TC orienta que porção do
parênquima deve ser
preferencialmente ressecada, isto é,
aquela onde a presença de
enfisema é mais importante).
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
GASOMETRIA ARTERIAL DPOC:
-PaO2: muito baixa;
-SatO2: muito baixa;
-PaCO2: alta (>45 mmHg);
-HCO3: Alto (>26 mEq/L);
-BE: alto (> +3,0 mEq/L);
-pH: normal ou levemente reduzido
❖ EXAMES COMPLEMENTARES :
➔Hemograma : eritrócito
➔Gasometria: como vimos no
item fisiopatologia, a gasometria
arterial pode estar cronicamente
alterada na DPOC, geralmente nos
casos mais avançados de doença. O
dado mais comumente encontrado é
a hipoxemia,
que pode ser leve, moderada ou
grave (PaO2 < 55 mmHg ou SaO2 <
88%).
A hipercapnia com acidose
respiratória crônica, é marcada
pelo aumento compensatório do
bicarbonato e do BE.
O pH não está muito distante da faixa
normal, estando discretamente baixo.
Entretanto, nos estados de
descompensação, pode haver piora
importante da hipoxemia e a
hipercapnia, levando, eventualmente, à
acidose respiratória agudizada. São
indicações de solicitação de gasometria
arterial:
(1) a suspeita de
hipoxemia/hipercapnia aguda (ex.:
DPOC com descompensação grave)
bem como
(2) a presença e VEF1 < 40% do
previsto, mesmo fora do contexto de
uma descompensação, e/ou
(3) sinais de insuficiência do
ventrículo direito.
ECG: devemos procurar as alterações do
cor pulmonale, que são, na verdade, os
sinais da sobrecarga cardíaca direita.
Os seguintes achados sugerem essa
obrecarga:
onda P alta e pontiaguda, medindo mais
e 2,5 mm na amplitude (P pulmonale):
enota aumento atrial direito.
desvio do eixo do QRS para a direita.
graus variados de bloqueio de ramo
ireito. - relação R/S maior que 1 em V1.
ANEXO - GASOMETRIA :
A gasometria arterial é um
exame invasivo amplamente
utilizado dentro de uma Unidade
de Terapia Intensiva ( UTI) ,
principalmente para revelar o
estudo dos gases sanguíneos:
valores do pH sanguíneo ,
Pressão parcial de dióxido de
carbono (Paco2), da Pressão
parcial de oxigênio (PaO 2),
Concentração dos íons
bicarbonato (HCO3-) e Saturação
da oxi-hemoglobina, dentre
outros. Analisando, principalmente ,
o equilíbrio básico. Em indivíduos
saudáveis, o sistema tampão , os
Maria Luiza de Oliveira Soares
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pulmões e os rins funcionam de
forma agregada com o intuito de
manter o equilíbrio ácido básico.
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS
São definidos por níveis do pH
anormais produzidos por
alterações da PA CO2, que é
controlada pela ventilação
alveolar.
Na imagem abaixo, temos o que
acontece quando um distúrbio
respiratório se dá através de uma
alcalose ou acidose
Distúrbios Metabólicos
Seria mais apropriado designar
os distúrbios metabólicos como
não respiratórios pelo fato de nem
sempre envolver em alterações do
metabolismo e de outros distúrbios
respiratórios também poderem
envolver alterações metabólicas .
RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS
Na presença de um distúrbio
ácido básico o organismo
desencadeia uma resposta
compensatória em que o pH é
restaurado à faixa normal de
7,35 a 7 ,45. A resposta
compensatória eventualmente é
incapaz de corrigir
completamente o pH para dentro
de sua normalidade, sendo capaz
de evitar que ocorra uma ampla
variação de seu pH, o que seria
supostamente fatal para o
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paciente. Em outras palavras, a
resposta compensatória altera o
pH para próximo de sua faixa
normal, com exceção de distúrbios
leves. Sendo assim, pode -se
dizer que um distúrbio
respiratório é compensado por uma
alteração metabólica