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DPOC

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, e vice -versa ;
uma acidose é compensada por
uma alcalose, e vice-versa.
PASSO A PASSO
Para faciLitar a classificação dos
distúrbios ácido básicos com base nos
dados da gasometria ( pH, PaCO2 e
HCO3-) estes passos podem ser
seguidos:
No passo 1, temos a categorização do
pH que objetiva determinar se
o pH se encontra dentro da faixa
normal ou se existe alcalose (>7 ,45)
ou acidose (<7,35).
Em seguida , iremos determinar
o envolvimento respiratório por meio
da verificação da PaCO2 e nos
perguntarmos se ela pode explicar a
alteração do pH. A PaCO2 é o
indicador lógico de envolvimento
respiratório porque os
pulmões controlam o nível de
CO2 no sangue arterial .
Posteriormente, devemos
determinar o envolvimento
metabólico através d a análise
da [HCO3-] e nos
perguntarmos se ela pode
explicar a alteração do pH. A
[HCO 3-] plasmática é o
indicador lógico do envolvimento
metabólico porque é controlada por
fatores não respiratórios.
Finalmente , precisamos averiguar
se existe alguma compensação do
pH por parte do componente não
causal do distúrbio ácido básico.
Verificar se a compensação se
encontra dentro da resposta
esperada.
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
TRATAMENTO
(1) Tratamento não farmacológico
(2)Abstinência ao tabagismo;
(3) Tratamento farmacológico das
exacerbações;
(4) Tratamento farmacológico crônico;
(5) Programas de reabilitação
cardiopulmonar;
(6) Oxigenoterapia nos pacientes
francamente hipoxêmicos;
(7)Avaliação da indicação de
transplante pulmonar ou cirurgia
pneumorredutora.
TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO
• Educação sobre a doença e a
importância da aderência ao
tratamento são pontos fundamentais
do tratamento da DPOC, uma vez que
é uma doença crônica. Como a maioria
do tratamento será por via inalatória,
todos os pacientes devem ser
orientados quanto à técnica de
utilização de seus dispositivos.
• Suporte nutricional para pacientes
com índice de massa corpórea menor
que 21 Kg/m2.
• Atividade física regular (mínimo 30
minutos, quatro vezes por semana)
está indicada para todos os estágios
desde o momento do diagnóstico.
• Reabilitação pulmonar: programa
multiprofissional de cuidados a
pacientes com doença
respiratória crônica que inclui
recondicionamento físico, apoio
psicológico e educação com
o objetivo de otimizar o desempenho
físico e social, reduzir a dispneia e
melhorar a qualidade de vida dos
pacientes.
• Cessação do tabagismo é o principal
modificador da doença.
• Vacinação anti-influenza:
anualmente para todos os pacientes
com DPOC.
• Vacinação antipneumocócica
polissacarídica está indicada para
pacientes com mais de 50
anos e um único reforço após os 65
anos.
ABSTINÊNCIA AO TABAGISMO
- Conversa com o paciente
- Medicamentos :
Atualmente, três classes
farmacológicas principais podem ser
empregadas
em combinações variadas:
(1) reposição de nicotina (goma de
mascar, administração inalatória ou
intranasal, adesivo transdérmico);
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
(2) bupropriona (antidepressivo inibidor
da recaptação de serotonina) 150 mg
VO 12/12h;
(3) vareniclina 1 mg VO 12/12h.
OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR
Está bem estabelecido que o uso
contínuo de oxigênio domiciliar em
pacientes hipoxêmicos com DPOC
melhorou a sobrevida e a qualidade de
vida desses indivíduos.
As indicações de oxigenoterapia
domiciliar contínua devem basear-se
no resultado da gasometria arterial em
ar ambiente, colhida com o paciente
fora dos períodos de exacerbação.
Neste caso, uma PaO2 ≤ 55 mmHg ou
uma SaO2 ≤ 88% são indicações
precisas de oxigenioterapia diária
contínua (por mais de 15h).
Quando a PaO2 está entre 55 e 60
mmHg (ou a SaO2 entre 88 e 90%),
devemos verificar se existem critérios
para o diagnóstico de cor pulmonar ou
eritrocitose. Na presença de sinais de
falência crônica do ventrículo
direito, ou hematócrito acima de 55%,
está indicada a oxigenoterapia
contínua! É preciso confirmar os
valores alterados repetindo a
Gasometria pelo menos duas vezes
num intervalo de três semanas.
OBJETIVOS TERAPÊUTICOS NA DPOC
AGUDIZADA
1. Tratar fator associado – Infecção,
TEP, pneumotórax, isquemia cardíaca,
arritmia e ICC.
2. melhorar a oxigenação do paciente –
Manter SaO2 entre 88 e 92%.
3. Diminuir a resistência das vias aéreas
– Broncodilatadores, corticoides e
fisioterapia respiratória.
4. melhorar a função da musculatura
respiratória – Suporte ventilatório não
invasivo, nutrição adequada, ventilação
mecânica.
TRATAMENTO GERAL DA DPOC
➔ As classes farmacológicas que
compõem o tratamento
medicamentoso da DPOC são
broncodilatadores, corticoides
inalatórios (ICS), roflumilaste,
macrolídeos e N-acetilcisteína.
➔ Broncodilatadores é a terapia de
escolha na DPOC. Deve-se sempre
optar pelos medicamentos
inalatórios.
➔ Corticoides inalatórios (ICS) nunca
devem ser utilizados de forma
isolada e como única forma de
tratamento do paciente com DPOC.
Sua utilização sempre deve ser em
conjunto com o LABA. Estão
indicados para os pacientes com
exacerbações frequentes e/ou
pacientes com história de
sobreposição de asma.
➔ Roflumilaste é um inibidor da
fosfodiesterase 4 e está indicado
para pacientes com VEF1 < 50%,
bronquite crônica (tosse e
expectoração crônicas) e que
continuam exacerbando com a
terapia inalatória tripla.
➔ Macrolídeo pode ser utilizado pelo
seu efeito imunomodulador e não
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
pelo efeito antibiótico.Estudos mais
recentes demonstraram o benefício
da azitromicina e está indicada para
pacientes que continuam
exacerbando mesmo com terapia
inalatória tripla (pacientes do grupo
C e D).
CLASSE A ( Não exacerba e ↓ Dispnéia)
➔ Exacerbações : 0-1 /ano
➔ MRC/CAT: 0-1 / <10
➔ Baixo risco e pouco sintomático
● Broncodilatadores de curta
duração (sempre reavaliar TTO).
CLASSE B ( ↓ exacerbação ↑ dispneia)
➔ Exacerbações : 0-1 /ano
➔ MRC/CAT: 0-1 / > OU = 10
➔ Baixo risco e muito sintomático
● LAMA OU LABA (Broncodilatador
de longa duração) -> Se não houver
melhora associar LAMA + LABA
CLASSE C ( ↑ exacerbação ↓dispneia)
➔ Exacerbações : > ou = 2 / ano
➔ MRC/CAT: 0-1 / < 10
➔ Alto risco e pouco sintomático
● LAMA (antimuscarínico de longa
duração, tem efeito de reduzir a
exacerbação) -> Se não melhorar
fazer LAMA+LABA ou LABA +
Corticóide inalatório
CLASSE C ( ↑ exacerbação ↑ dispneia)
➔ Exacerbações : > ou = 2 / ano
➔ MRC/CAT: 0-1 / < 10
➔ Alto risco e pouco sintomático
● LABA + LAMA -> Se não tiver
melhora faz LABA + LAMA +
Corticóide inalatório e Macrolídeo ou
Roflumilaste.
Uso de antibióticos
*Azitromicina 500mg
*Amox+Clav 875mg/125mg
*Levofloxacina 750mg
Normalmente usados em crise
moderadas da dpoc, ou seja, o
paciente apresenta 2 sintomas
cardinais
TRATAMENTO DAS EXACERBAÇÕES
Uma exacerbação da DPOC é definida
como a piora aguda dos sintomas
respiratórios (além da variação
circadiana esperada) que requer
mudanças igualmente agudas no
esquema terapêutico.
O tratamento envolve:
(1) antibioticoterapia;
(2) broncodilatadores;
(3) corticosteroides sistêmicos (em
alguns casos);
(4) teofilina ou aminofilina (opcional);
(5) ventilação não invasiva, quando
necessária;
(6) ventilação invasiva, quando
necessária.
Maria Luiza de Oliveira Soares
Turma 01 FITS
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