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A atual pandemia da COVID-19 causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem
fomentado uma busca incansável por estratégias de enfrentamento da doença por parte de
governantes, cientistas e profissionais da saúde em todo o mundo. A sua descoberta ocorreu
no final de dezembro de 2019 em Wuhan, China e logo se espalhou por vários continentes
devido a alguns fatores como a inexperiência para contenção precoce, ausência de tratamento
específico e às altas taxas de transmissibilidade, incluindo as transmissões por indivíduos
assintomáticos.
Castro, Catarina Sampaio de, et al. "Pandemia da COVID-19: cenário do sistema de saúde
brasileiro para o enfrentamento da crise" (2020).
Sobre a COVID-19, descreva:
a) Agente etiológico
O causador do covid-19 é o SARS-CoV-2, o vírus da família coronaviridae.
b) Patogenia
Com o SARS-CoV-2 nas vias aéreas, o vírus adentra à mucosa do epitélio respiratório
superior, a partir do reconhecimento e da ligação da proteína viral de superfície, denominada
proteína S, ao receptor tecidual, chamado enzima conversora de angiotensina 2. O tropismo
por essas células repercute na manifestação de sintomas, majoritariamente, respiratórios. A
partir desse reconhecimento, o envelope viral funde-se à membrana citoplasmática do
indivíduo passando para o citosol da célula.
Assim como o seu antecessor, o SARS-CoV-2 pode também ser endocitado pela célula-alvo e
uma vez no endossomo, segue para o citoplasma e liberando o RNA viral de fita simples com
sentido positivo, permitindo a produção de poliproteínas e estruturas proteicas, o que dá
início ao processo de replicação viral. As partículas virais são transportadas, unindo-se ao
retículo endoplasmático sendo encaminhadas para o complexo de Golgi pelo compartimento
intermediário RE-Golgi. Para que as vesículas que contêm as partículas virais se fundem com
a membrana citoplasmática, promovendo a liberação por brotamento.
Esse processo de replicação ocorre com maior intensidade nas células epiteliais respiratórias
do tipo I e II, as quais estão localizadas no trato respiratório inferior e apresentam uma grande
quantidade de ECA-2. Com isso o vírus pode então invadir a corrente sanguínea, causando
um aumento de viremia e a disseminação por via hematogênica, assim a covid-19 pode
infectar diversos outros tecidos do hospedeiro, como fígado, rim, coração, músculo estriado,
glândulas endócrinas entre outras.
c) Alterações morfológicas
As alterações parenquimatosas provocadas pelo novo coronavírus provavelmente
estar relacionadas à sua afinidade pela enzima conversora de angiotensina II, que é
apresentada nos pulmões e no coração, fazendo com que o vírus invada as células
epiteliais alveolares, causando um dano celular e uma resposta inflamatória local,
resultando em sintomas respiratórios. Ocorrendo um dano alveolar difuso com
exsudato fibromixóide, ou seja, um edema pulmonar com formação de membrana
hialina associada à descamação de pneumócitos, indicando fase precoce do
desconforto respiratório agudo.
d) Sinais e Sintomas
A COVID-19 afeta diversas pessoas de diferentes jeitos. Os Sintomas mais comuns se
enquadra na febre, tosse seca, cansaço; Já os sintomas menos comuns são as dores e
desconfortos, dor de garganta, diarreia, conjuntivite, dor de cabeça, perda de paladar ou
olfato e erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés;
Podendo também sintomas graves que pode levar a morte, como, a dificuldade de respirar
ou falta de ar, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento. Em média, os sintomas
aparecem após 5 ou 6 dias depois de ser infectado com o vírus. Porém, isso pode levar até
14 dias, é necessário ter atendimento médico em casos graves.