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Informativo de Jurisprudência 11 - 26032021

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Informativo de 
JURISPRUDÊNCIA DO CNJ 
Número 11 Brasília, 26 de março de 2021 
 
Informativo periódico elaborado com base em notas tomadas nas sessões do Plenário do CNJ. Traz 
informações do inteiro teor dos acórdãos e resumos dos principais julgamentos do Conselho Nacional de 
Justiça. Não representa repositório oficial de Jurisprudência. A compatibilidade plena dos textos com o 
conteúdo efetivo dos julgados, somente poderá ser aferida após a publicação do acórdão no DJ-e. 
 
Sumário 
 
 
Atos Normativos 
 
COVID-19. Medidas preventivas à propagação do coronavírus 
e suas variantes nos sistemas de justiça penal e 
socioeducativo ...................................................................... 2 
 
Centros Especializados de Atenção à Vítima ........................ 3 
 
Inclusão da Secretaria Especial de Programas, Pesquisas e 
Gestão Estratégica no Regimento Interno do CNJ ................ 4 
 
 
PLENÁRIO 
 
Pedido de Providências 
 
Abertura de PAD contra magistrado sem afastamento das 
funções por suspeita de uso de certidões com informações 
inverídicas para induzir em erro os Conselheiros .................. 4 
 
Intimação pessoal do Ministério Público. Definição do local de 
entrega de processos. Matéria de Competência do CNJ. 
Extinção sem julgamento do mérito por perda do objeto ........ 6 
 
Procedimento Administrativo Disciplinar 
 
PAD julgado improcedente por insuficiência de provas que 
comprovem as condutas infracionais. Revogação da decisão 
de afastamento do magistrado .............................................. 7 
 
Revisão Disciplinar 
 
Venda de decisões judiciais. Suporte probatório suficiente 
mesmo sem prova direta. Manutenção da pena de 
aposentadoria compulsória. .................................................. 8 
 
 
 
 
 
Presidente 
Ministro Luiz Fux 
 
 
Corregedora Nacional de Justiça 
Maria Thereza de Assis Moura 
 
 
Conselheiros 
Emmanoel Pereira 
Luiz Fernando Tomasi Keppen 
Rubens de Mendonça Canuto Neto 
Tânia Regina Silva Reckziegel 
Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro 
Candice Lavocat Galvão Jobim 
Flávia Moreira Guimarães Pessoa 
Ivana Farina Navarrete Pena 
Marcos Vinícius Jardim Rodrigues 
André Luis Guimarães Godinho 
Maria Tereza Uille Gomes 
Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho 
 
 
Secretário –Geral 
Valter Shuenquener de Araújo 
 
 
Secretário Especial de Programas, 
Pesquisas e Gestão Estratégica 
Marcus Livio Gomes 
 
 
Diretor-Geral 
Johaness Eck 
 
 
 
2 
Atos Normativos 
 
 
COVID-19. Medidas preventivas à propagação do coronavírus e suas variantes nos 
sistemas de justiça penal e socioeducativo 
 
O Plenário, por unanimidade, referendou a Recomendação CNJ nº 91/2021, aprovada pelo 
Ministro Presidente Luiz Fux, em caráter de urgência, e disponibilizada no Diário da Justiça 
Eletrônico extraordinário nº 64 de 15 de março de 2021. 
O novo Ato Normativo recomenda aos Tribunais e magistrados a adoção de medidas 
preventivas adicionais à propagação da infecção pelo novo coronavírus e suas variantes - Covid-
19 - no âmbito dos estabelecimentos do sistema prisional, do sistema socioeducativo e Hospitais 
de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTPs), considerando a subsistência da crise sanitária, a 
eclosão de variantes virais mais contagiosas e potencialmente mais letais, a necessidade de 
atualização dos protocolos de proteção à saúde à luz do conhecimento científico desenvolvido 
sobre a matéria. 
Levou-se em consideração, também, a Declaração do Comitê de Direitos Econômicos, 
Sociais e Culturais sobre o Acesso Universal e Equitativo às Vacinas e a Declaração do Alto 
Comissariado das Nações Unidas sobre o Acesso a Vacinas contra o novo coronavírus, de 
dezembro do ano passado; bem como a Declaração da Corte Interamericana de Direitos Humanos 
nº 1/2020, de 09 de abril de 2020, que versa sobre Covid-19 e direitos humanos; e os parâmetros 
estabelecidos pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Veléz Loor vs Panamá, à 
luz da normativa internacional, para a proteção dos direitos à vida, à integridade e à saúde de 
pessoas em locais de privação de liberdade, diante da pandemia de Covid-19. 
As disposições da Recomendação CNJ nº 62/2020, que já versou sobre a temática, 
permanecem aplicáveis no que couber, até 31 de dezembro de 2021, competindo a cada autoridade 
judicial e Tribunal compatibilizá-las com o contexto epidemiológico local e a situação concreta dos 
casos analisados. O novo Ato reforça que as medidas previstas nos artigos 4º e 5º da 
Recomendação CNJ nº 62/2020 não se aplicam às pessoas condenadas por crimes previstos na 
Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa), na Lei nº 9.613/1998 (lavagem ou ocultação de bens, 
direitos e valores), contra a administração pública (corrupção, concussão, prevaricação etc.), por 
crimes hediondos ou por crimes de violência doméstica contra a mulher. 
A Recomendação CNJ nº 91/2021 orienta aos Tribunais a substituição da privação de 
liberdade de gestantes, mães, pais e responsáveis por crianças e pessoas com deficiência por 
prisão domiciliar sempre que possível, nos termos das ordens de habeas corpus concedidas pelo 
STF nos HCs nº 143.641 e 165.704 e na forma da Resolução CNJ nº 369/2021; a substituição da 
privação de liberdade de pessoas indígenas por regime domiciliar ou de semiliberdade, nos termos 
do art. 56 da Lei nº 6.001/1973 (Estatuto do Índio) e da Resolução CNJ nº 287/2019; e a realização 
de audiências e de outros atos processuais por videoconferência. 
Especialmente em relação ao sistema socioeducativo, sublinha-se a necessidade de que 
eventual realização de atividades educacionais esteja de acordo com as medidas de prevenção 
adotadas pelos Poderes Públicos, cabendo aos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do 
Sistema Carcerário e Socioeducativo - GMFs e Coordenadorias da Infância e Juventude dos 
Tribunais - CIJs incentivarem medidas compensatórias adequadas nas hipóteses de paralisação, 
suspensão ou interrupção, em consonância com as diretrizes dos órgãos oficiais de educação e do 
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - SINASE. 
A nova Recomendação prevê, inclusive, atendimento em caráter prioritário dos servidores 
dos sistemas prisional, socioeducativo e HCTPs, bem como da população adulta privada de 
liberdade, dos adolescentes e dos jovens sujeitos a medidas socioeducativas nos planos de 
vacinação do Poder Executivo local. 
Os magistrados devem analisar a possibilidade de destinarem penas pecuniárias decretadas 
durante o período de estado de emergência de saúde pública para aquisição de medicamentos e 
equipamentos de limpeza, proteção e saúde necessários para o enfrentamento da pandemia nos 
 
3 
espaços de privação de liberdade, quando aquelas não se destinarem à vítima ou a seus 
dependentes. 
O Relator destaca que, indiretamente, tem-se a proteção da saúde e da segurança de toda 
coletividade ao evitar que haja ainda maior sobrecarga ao sistema de saúde público e reduz riscos 
de conflitos, motins, fugas e rebeliões. 
A Recomendação, referendada pelo Plenário, decorre de proposta do Departamento de 
Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas 
Socioeducativas (DMF), tendo em vista os efeitos do agravamento da pandemia de Covid-19 no 
Brasil, sobretudo em relação à parcela mais vulnerável da população, grupo no qual se encontram 
adultos, adolescentes e jovens privados de liberdade. 
 
ATO 0001821-34.2021.2.00.0000, Relator: Conselheiro Ministro Luiz Fux, julgado na 327ª Sessão 
Ordinária, em 23 de março de 2021. 
 
 
 
Centros Especializados de Atenção à Vítima 
 
O Plenário do CNJ aprovou, por unanimidade, Ato Normativo alterando a Resolução CNJ 
nº 253/2018, que define a política institucional do Poder Judiciário de atenção e apoio às vítimas 
de crimes e atos infracionais, para dispor sobre os Centros Especializados de Atenção à Vítima. 
A medida decorre de proposta do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário

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