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RESUMO - PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

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RESUMO - PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
 
 Supremacia do Interesse Público sobre o Privado 
- O Estado pode limitar e restringir direitos individuais na busca do 
interesse público/coletividade 
 
 Indisponibilidade do Interesse Público 
- Não deixa de atuar quando o interesse público assim o exigir; 
- Administrador não tem disposição sobre o interesse público; 
- Administrador se submete ao interesse público. 
OBS 1: A Administração Pública é um bem jurídico indisponível e portanto 
não se aplica o princípio da insignificância aos crimes contra ela, conforme 
Súmula 599 do STJ; 
OBS 2: Indisponibilidade do interesse público não deve ser confundido com 
prerrogativa, pois esta trata-se de uma presunção de legalidade dos atos 
praticados pela Administração, como por exemplo a possibilidade de 
desapropriação de bens privados e cláusulas exorbitantes dos contratos, 
gozando assim do interesse público. 
 
 Legalidade 
- Subordinação à lei; 
- Permissão expressa em lei; quando a lei permite; 
- Vontade da lei 
- Privado (não contradição à lei); Público (subordinação à lei) 
 
 Impessoalidade 
- Não discriminação (atuação) 
1. Independe da pessoa; 
2. Nem para beneficiar, nem para prejudicar 
- Agente público: O Estado atua por meio desse agente 
 
 Moralidade 
- Atuar de forma honesta: não ser desonesto no exercício da função 
- Boa-fé de conduta 
- Não corrupção 
- Lealdade de conduta do agente no exercício da função pública 
 
 Publicidade 
- A atuação administrativa deve ser pública (transparência); 
- Controle social 
- Eficácia dos atos 
- Exceção: 
1. Resguardados a segurança nacional 
2. Relevante interesse coletivo 
3. Prejuízos à intimidade, honra e vida privada 
 
 Eficiência 
- Norma de eficácia plena/mediata 
- Busca pela eficiência – bons resultados/positivos 
- Art. 41, CF: estabilidade – avaliação especial de desempeno (concretização 
do princípio da eficiência) 
 
 Contraditório e ampla defesa 
- Saber o que acontece no processo; 
- Manifestar acerca dos acontecimentos 
- Tipos de defesa: 
1. Prévia: antes de proferida decisão administrativa. Em situações de 
urgência, poderá ser deferido, como por exemplo, em caso de um condutor 
estacionar seu veículo em lugar que atrapalhe o trânsito, sendo que então o 
Estado irá rebocar o carro para depois notificar; 
2. Técnica: constituir advogado, se quiser (não gera nulidade); 
3. Duplo grau de julgamento: inconstitucional a garantia de depósito prévio, 
caução para recurso. 
 
 Inafastabilidade de jurisdição 
- Não precisa do esgotamento da instância administrativa para acionar o 
Judiciário (ressalvada a justiça desportiva); 
- Mesmo que esgotado todas as esferas das instâncias administrativas, 
poderá acionar o Judiciário (lesão ou ameaça de lesão poderá discutir a 
matéria no Judiciário) 
 
 Segurança Jurídica 
- Em determinadas situações, os efeitos do ato nulo devem ser mantidos 
para garantir a segurança jurídica daqueles que estavam de boa-fé; 
- A nova interpretação não pode retroagir para prejudicar (violar) 
interesses de terceiros – art. 2º, parágrafo único, XIII da Lei 9.784 (ato 
perfeito, inválido e eficaz) 
 
 Continuidade 
- Art. 6º da Lei 8.987/95; 
- Atuação contínua e ininterrupta 
- Vedação de greve e sindicalização de servidores militares – art. 142, CF; 
- Não haverá interrupção da prestação de um serviço público em virtude do 
inadimplemento por parte do usuário, considerando o interesse da 
coletividade em razão de serviço essencial, como por exemplo energia 
elétrica de um hospital, isso em casos de situação de emergência ou após 
aviso prévio 
OBS: exceção de contrato não cumprido: o particular tem direito, desde que 
a administração seja inadimplente por mais de 90 (noventa) dias, não 
precisando de autorização judicial. 
 
 Autotutela 
- Súmula 346 do STF e Súmula 473 do STF 
1. Independe de provocação 
2. Poder-dever (não é uma faculdade) 
3. Controle de seus próprios atos 
OBS 1: não afasta a tutela jurisdicional 
OBS 2: Diferenças 
* Anular = atos ilícitos – ilegalidade 
* Revogar = atos lícitos – interesse público 
 
 Motivação 
- Dever de fundamentar os atos que pratica – porquê de praticar tal ato 
- Exceção: cargos em comissão 
1. Livre exoneração 
2. Livre nomeação 
3. Não precisa motivar 
 
 Razoabilidade 
- Inerente a proporcionalidade 
- Limitadora da discricionariedade pública 
- Quando a lei da margem de escolha, fazendo-a dentro dos padrões 
razoáveis, aceitáveis pela sociedade 
 
 Isonomia 
- Isonomia material: igualar juridicamente aqueles que são desiguais 
faticamente 
- Ação afirmativa 
- Benefícios para M.E, por exemplo 
- Privilégios/Cotas