A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
54 pág.
identificação de peças OAB

Pré-visualização | Página 1 de 24

SEGUNDA FASE CONSTITUCIONAL 
170 CASOS DE IDENTIFICAÇÃO DE PEÇAS 
Prof.ª Flavia Bahia 
 
 
1. Damião é paciente cardiopata e economicamente hipossuficiente, pois não possui recursos 
para arcar com tratamentos especializados em hospitais particulares. Após longos anos de 
tratamento, conseguiu equilibrar suas taxas nos exames de sangue para finalmente realizar uma 
angioplastia visando a colocação de um “stent”, já que possui um laudo médico que afirma a 
possibilidade de cura com a realização da cirurgia. Ocorre que a mesma só é realizada em 
hospitais da rede do SUS fora do seu domicílio. Entretanto, ao se dirigir à assistência social do 
hospital (Hospital Federal HHH) a fim de solicitar encaminhamento para que fosse capaz de 
agendar o procedimento cirúrgico, Damião foi surpreendido com a negativa verbal injustificada 
do Diretor do Hospital, além de ter sido humilhado por ele. Diante de tal situação, indique a 
medida judicial adequada à tutela dos direitos de Damião, levando em consideração o 
tratamento hostil recebido no hospital federal, bem como seu desejo de pleitear danos morais 
em razão do ocorrido. 
 
2. Joana Ruth, enfermeira do Hospital Estadual do Estado dos Felizes, objetivando documentar 
sua vida profissional para requerer sua aposentadoria, pleiteou ao setor responsável a certidão 
comprobatória de seu tempo de serviço. Por escrito, lhe foi negada a certidão, pelo Diretor do 
hospital, sob a alegação de que tal informação encontra-se sob sigilo no banco de dados. Na 
qualidade de advogado (a) de Joana, identifique a medida judicial pertinente. 
 
3. A Governadora do Estado da “Conquista”, Sra. Magalona Costa, pressionada pela oposição, 
sancionou a Lei Estadual 1.111/19, que promoveu a investidura de profissionais da área de 
educação em cargos públicos efetivos sem a realização de concurso público. O Partido Político 
“Meu Brasil Brasileiro”, com um representante na Câmara dos Deputados, indignado, destacou 
que na atual ordem constitucional, a investidura em cargo ou emprego público depende da 
prévia aprovação em concurso e que as exceções a essa regra estão taxativamente previstas na 
Constituição Federal – e não se justificam no caso da Lei em questão –, como ocorre nas 
nomeações para cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração ou no 
recrutamento de servidores temporários. Dessa forma, o Partido sustenta que a Lei Estadual 
1.111/19 violou dispositivos constitucionais basilares e, então, já anunciou na imprensa nacional 
que questionará a qualidade da Lei Estadual em destaque. Na qualidade de advogado (a) do 
partido político, indique a peça cabível. 
 
4. Um relatório da CGU (Controladoria Geral da União), a que Sérgio teve acesso, apontou um 
superfaturamento de nove milhões em um contrato do Ministério do Esporte com a Fundação 
Econômica X para apoio à Olimpíada do Rio-2018. Um dos objetivos da contratação da 
Fundação, que foi realizada sem licitação, desrespeitando a Constituição e a Lei 8.666/93, era 
justamente obter economia nos gastos com as obras dos Jogos. Em consulta a advogado 
especialista, e após meses de análise do contrato e até mesmo de alguns aditivos, ele esclareceu 
a Sérgio que não houve nenhum evento imprevisível que justificasse o montante a ser pago pelo 
Dr. Paulo, Ministro do Esporte, e destacou que restou comprovado o superfaturamento 
apontado no relatório, o que gerou dano aos cofres públicos. Sérgio lhe procura afirmando que, 
na qualidade de cidadão, se sente no dever de tomar as devidas providências a fim de invalidar 
o contrato celebrado pelo Ministério do Esporte. Em face dessa situação hipotética, na 
qualidade de advogado (a) contratado (a) por Sérgio, aponte a petição inicial da ação cabível. 
 
5. Pietra, alemã, casada, residente na cidade de Florença, encontra-se de férias no Rio de Janeiro 
com sua família a fim de comemorar seus 50 anos de idade recém-completados. Ocorre que, 
nos primeiros dias de viagem, Pietra sentiu-se mal, vindo a ser atendida pelo setor de 
emergência do hospital público estadual XGY, tendo sido diagnosticada com dengue, estando a 
doença em estágio avançado, sendo necessária a sua internação para sucesso no tratamento. 
Entretanto, após preencher requerimento de leito no setor de internação do hospital, recebeu 
resposta escrita do diretor do mesmo, negando a vaga pretendida sob a justificativa de que 
tendo em vista que o hospital se encontrava superlotado em razão do surto de dengue na 
cidade, o atendimento no setor de internação seria prestado apenas aos brasileiros, devendo os 
estrangeiros deixar as dependências do hospital. Diante do caso apresentado, na qualidade de 
advogado (a) contratado (a) por Pietra, aponte a ação adequada para defesa do seu direito à 
saúde, levando-se em conta que há necessidade de tutela de urgência e que a ação deve ser 
proposta no mesmo dia em que houve o indeferimento do pedido de internação. 
 
6. José Ricardo adquiriu doença respiratória grave e irreversível, passando a necessitar de 
medicamentos de alto custo. Em razão da ausência de recursos próprios suficientes, recorreu 
ao sistema de fornecimento público de medicamentos; mas não obteve êxito, pois não 
conseguiu retirá-los nas farmácias credenciadas. A fim de solucionar o problema, contratou um 
advogado que, com base na Lei Federal 111/15, que garante a distribuição dos medicamentos 
gratuitamente, atribuindo a responsabilidade a todos os entes federados, propôs ação de 
obrigação de fazer contra o Estado PPP, tendo obtido procedência na sentença. Entretanto, o 
Estado apresentou apelação questionando, de forma incidental, a constitucionalidade da 
referida Lei, pugnando pela reforma da sentença. A 2ª Turma do Tribunal de Justiça do Estado 
declarou a inconstitucionalidade dela, reformando a sentença para julgar improcedente o 
pedido do autor. Sabendo-se que a decisão do referido órgão violou o art. 97 da Constituição 
Federal, e que não há obscuridade, omissão ou contradição nela, na qualidade de advogado de 
José Ricardo, aponte a peça cabível para impugnar a decisão judicial citada. 
 
7. Marina, aprovada no concurso público para o cargo de Juiz Federal, apresentou um 
requerimento administrativo ao presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região tendo em 
vista a alegação de violação do art. 37, IV da CRFB/88 (“IV - durante o prazo improrrogável 
previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas 
e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou 
emprego, na carreira;”), uma vez que a autoridade reputada coatora não a nomeara para o cargo 
pleiteado, embora tivesse sido aprovada dentro do número de vagas anunciadas pelo edital do 
concurso. Em resposta administrativa, o presidente do Tribunal alegou que não há direito líquido 
e certo à nomeação em concurso público e sim uma mera expectativa de direito. Marina, então, 
procura um escritório de advocacia para que seja apresentada ação adequada na defesa do seu 
direito e o advogado impetra um mandado de segurança, de competência originária do referido 
Tribunal. O remédio foi denegado sob o argumento da inexistência do referido direito líquido e 
certo. Aponte a peça cabível para impugnar a decisão judicial citada. 
 
8. O Partido Político ABC ajuizou ADPF perante o STF com o objetivo de ver não recepcionada 
determinada norma infraconstitucional anterior à Constituição Federal de 1988. Ao ser 
publicado o acórdão, constatou-se que os ministros do STF, por unanimidade, acolherem a tese 
sustentada pelo Partido, o que rendeu um voto longo do relator no sentido de declarar a não 
recepção pretendida. Entretanto, ao ler toda a decisão atenciosamente, o advogado responsável 
pelo departamento jurídico do Partido Político ABC, se deparou com a seguinte frase ao final: 
“Julgo improcedente a ADPF...”. Sem entender tamanha distorção presente na decisão,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.