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Parvovirose canina

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Parvovirose canina
Doenças Infecciosas
Doença contagiosa viral,
endêmica.
➔ Vômitos e diarreia
sanguinolenta;
➔ Alta letalidade;
➔ Cães menores de 6
meses não vacinados;
➔ Maior incidência nos
meses mais quentes.
Etiologia .
Parvovírus canino tipo 2
(CPV-2)
Vírus com DNA fita simples,
não envelopado.
Alta e rápida replicação viral.
Alta resistências a condições
ambientais
Em temperatura ambiente
(livre) → 2 semanas.
Nas fezes → 1 ano.
Desinfetantes eficazes:
● Hipoclorito de sódio
(água sanitária) na
concentração de 2 a
5,5% - 15 a 30 min
● Formaldeído 4%
● Água quente (80° C, por
30 min)
É importante lavar com água
e sabão antes de remover a
matéria orgânica.
Epidemiologia .
Alta morbidade e mortalidade
● Ausência de imunidade
natural.
● Imunidade passiva x
vacinação.
Alta incidência (6 semanas - 6
meses)
● Janela da
suscetibilidade (4 a 6
semanas: Ac. maternos -
vacinação.
● Imunidade adquirida
pós-infecção.
● Imunidade vacinal -
reforço anual.
Raças com maior
predisposição (virulência)
● Rottweiler, doberman,
pastor alemão, pitbull,
labrador.
Transmissão .
Via de transmissão:
● Contato direto →
Fecal-oral/oronasal
● Contato indireto →
Fômites e ambiente
contaminado
Via de eliminação: Fezes
● Animais subclínicos →
Eliminam o vírus por
muitos meses.
● Animais convalescentes
(se recuperaram) → Não
eliminam o vírus.
● Eliminação do VPC
durante o período de
incubação.
Fontes de infecção: Animais
doentes e subclínicos (cães
de rua).
Animais mais susceptíveis:
Filhotes/jovens → A partir de 2
meses de vida (6-18 meses).
Patogenia .
1-Contato com a
secreção/fezes via oronasal;
2-O vírus entra no organismo,
e se direciona para o tecido
linfóide e depois se distribui
para outros órgãos linfoides.
Epitélio do TGI (língua,
mucosas, esofago, ID) e no
tecido linfoide (timo,
linfonodos e medula óssea),
pulmões, baço, rins, intestino;
3-Infecta as células e alta taxa
de replicação viral, causando
lise celular. (4°, 5°, 6° dia);
4-Necrose de cripta - Diarreia
por má absorção
hemorrágica.
Essa necrose pode ser
moderada, e o quadro evoluir
para recuperação.
Essa necrose pode ser severa,
o que abre portas para
infecções secundárias.
5-Sepse e CID (coagulação
intravascular disseminada);
6-Morte.
● A partir do 3° dia de
infecção, esse vírus já
está sendo liberado nas
fezes.
● Período de incubação:
5-14 dias
No epitélio do TGI há uma
destruição celular grande.
Tecido linfoide (timo,
linfonodos e medula óssea) →
A replicação viral causa
destruição celular, que
acontece nesses órgãos
(forma sistêmica).
Leucopenia associado a
Linfopenia.
Comprometendo a resposta
imunológica do animal.
Manifestações clínicas .
Tipos de manifestação:
● Doença generalizada →
Animais com menos de 3
semanas, geralmente a
morte é súbita.
● Doença miocárdica → 3
a 8 semanas de vida.
● Gastroenterite
hemorrágica → Acima de
8 semanas.
(Forma mais comum da
doença.)
Principais células atingidas e
sintomas:
Coração
Geralmente se dá por
infecção intra uterina, a mãe
não é vacinada e passou a
infecção para os filhotes.
Quando o filhote não nasce
morto, morre logo após o
nascimento.
● Animais com 3-8
semanas.
● Animais acima de 3
meses podem
apresentar arritmia
cardíaca.
Intestino
Afeta as células epiteliais
intestinais.
Necrose das criptas
intestinais.
Quadro de enterite.
Período de 12 a 24h o animal
já manifesta os sinais:
● Anorexia
● Apatia
● Náuseas - Sialorreia
● Vômitos frequentes
● Febre
● Dor abdominal
● Diarreia sanguinolenta
● Desidratação
● Hematoquezia
Isso evolui para choque
hipovolêmico porque perdeu
grande volume de sangue,
líquido, nutrientes. O
organismo tenta compensar,
aumentando a pressão
sanguínea, e ocorre a
taquicardia.
Palidez das mucosas.
O que evolui para o quadro
de hipotensão → bradicardia
(diminuição dos batimentos),
hipotermia, mucosas pálidas
e cianóticas anúria.
O animal que se recupera da
GHE por parvovírus pode
apresentar a ‘’síndrome da má
absorção’’, devido às lesões
causadas nas células da
cripta intestinal. O animal
pode desenvolver um quadro
de hipoproteinemia e ascite.
Outros órgãos
Medula óssea, rins, pulmões,
fígado.
Se tem a leucopenia
generalizada, anemia,
hipoproteinemia, ureia e
creatinina aumentando as
taxas no sangue, hipocalemia.
Casos graves como
septicemia secundária e
outras complicações,
normalmente requerem a
internação do animal.
Diagnóstico .
Clínico:
● Anamnese
● Diag. clínico presuntivo:
Sintomatologia +
hemograma + histórico
Laboratorial:
● Hemograma →
Leucopenia (linfopenia)-
Após infecção
secundária
● Sorologia → Detecção de
anticorpos
SNAP Teste
● Detecção do vírus
(hemaglutinação fecal,
Elisa, m.e)
● PCR
Post mortem:
● Necrópsia
● Histopatologia
Tratamento .
Tratamento de suporte,
tratamento sintomático e de
sustentação.
● Soroterapia com glicose
5% e ringer lactato
● Antiemético
● Protetor de mucosas
● Vitaminas K e A (danos
vasculares e células
epiteliais)
● Antibioticoterapia
● Enteroglobulin (para
animais que não
receberam colostro -
imunidade materna)
● Transfusão
sanguínea/plasma em
casos mais graves
Importante: Ambiente limpo,
seco, aquecido e bem
ventilado.
● Isolamento dos doentes
→ A reidratação do animal
nas primeiras 72h é
fundamental para a sua
sobrevivência.
Profilaxia .
Vacinação com Parvovirus
Canino Tipo 2 (CPV 2b)
● Esquema vacinal
● Filhote → A partir de
45-60 dias de vida (3-4
doses, intervalo de 30
dias)
● Adultos → Revacinação
anual
Vazio sanitário + desinfecção
com hipoclorito de sódio. Já
que o vírus pode ficar em
piso/cimento por 4 meses, em
grama/terra por 6 meses.
→ Animais que sobrevivem a
parvovírose adquirem
imunidade para a vida toda.
Diagnóstico diferencial .
● Coronavirose
● Parasitoses