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Material - ETNOGRAFIA DIGITAL

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leia os capítulos cinco (Planejamento e entrada); seis (Coleta de dados) e sete (Análise de dados),
que se encontram nas páginas 75 a 128. Neles, você aprofundará o estudo das etapas que compõem uma
pesquisa de Etnogra�a Digital e também compreenderá implicações éticas sobre esse tipo de trabalho, além
de conhecer formas de coleta, organização e análises de dados vindos do meio virtual e exemplos de
pesquisas netnográ�cas.
Esse título está disponível na Biblioteca Virtual da Laureate. 
As Possibilidades da Etnogra�a Digital
para os Pro�ssionais da Comunicação
As mídias digitais sociais têm exigido novos posicionamentos das empresas, a�nal, elas são estratégicas para as
marcas, produtos, organizações e pessoas se relacionarem com seus stakeholders ou públicos de interesse. A
forma como sua imagem virtual é veiculada (ou não) afeta diretamente os negócios das empresas, tendo impacto
real em sua reputação e credibilidade:
Há relatos frequentes de práticas não adequadas de comunicação nas mídias sociais e elas,
provavelmente, derivam de duas situações: a) as empresas ignoram o potencial das mídias
sociais ou as contemplam apenas como ameaças; ou b) embora cientes da importância das
mídias sociais na sociedade moderna, as empresas não estão preparadas para estabelecer
relacionamentos em ambientes que se caracterizam pela pluralidade de vozes e sobre os
quais elas não têm controle (BUENO, 2015, p. 123).
As estratégias de comunicação que as organizações podem se valer nas mídias sociais são as mais diversas. Por
isso, é urgente o envolvimento dos pro�ssionais de comunicação com o ambiente virtual. Como demonstrado, a
etnogra�a digital pode ser uma ferramenta e�caz para a relação pro�ssionais de comunicação/empresas, seja
para obter maior visibilidade, seja para “neutralizar o poder de fogo de seus concorrentes com veículos e
pro�ssionais de imprensa ou para construir uma imagem positiva” (BUENO, 2015, p. 125). A comunicação através
das redes digitais é estratégica. Por isso, precisa ser contínua e não pode estar restrita aos momentos de crise.
Assim, os pro�ssionais que se propõem a desenvolver esse tipo de trabalho precisam se especializar.
Nesse sentido, Amaral, Natal e Viana (2008) evidenciam a validação da etnogra�a digital (ou netnogra�a) como
um método de pesquisa adequado para a investigação e a interpretação do comportamento cultural das
comunidades virtuais, indicando as ferramentas metodológicas usadas nesse tipo de pesquisa e como elas são
e�cazes para diversos grupos, o que envolve desde chats até fandoms, marcas, games, redes sociais e outros.
Tais objetos, quando pensados como elementos dinâmicos que se transformam junto à evolução da tecnologia,
apresentam caráter mutável e, portanto, devem ser pesquisados tanto de forma subjetiva quanto em sua ordem
comportamental, mantendo a consciência de que as atividades de uma determinada comunidade, quando
analisadas, constituirão uma observação limitada e que não representa a comunidade como um todo (pois a
comunidade é composta por outros comportamentos que estão além da comunicação em análise, como as
apropriações físicas e os gestos), sendo esse um dos principais diferenciais entre a etnogra�a o�-line e a
netnogra�a (AMARAL; NATAL; VIANA, 2008).
LEITURA
Estratégias de comunicação nas mídias sociais.
Autor: Wilson da Costa Bueno (org.).
Editora: Manole.
Ano: 2015.
Comentário: leia o capítulo escrito pelo Prof. Wilson da Costa Bueno, que leva o mesmo nome da obra:
“Estratégias de comunicação nas mídias sociais” (p. 123-144). O texto faz uma crítica contundente sobre o uso
das redes sociais por parte do mundo empresarial. Para o pesquisador, empresas que ignoram a força das
mídias digitais �carão rapidamente sem visibilidade. As organizações devem criar estratégias e�cazes de
comunicação digital para, de fato, conseguirem se relacionar com seus públicos de interesse, ou seja, os
stakeholders.
Esse título está disponível na Biblioteca Virtual da Laureate. 
Conclusão
A etnogra�a digital é um método de pesquisa e�caz para a compreensão das interações no ambiente virtual. Seja
como ferramenta para pesquisas acadêmicas ou como auxílio para a construção de imagens e reputações
organizacionais, a netnogra�a propõe diagnósticos e/ou re�exões sobre as relações contemporâneas no mundo
digital.
Neste roteiro de estudos, você pôde conhecer as origens dessa forma de pesquisa, quais etapas e estratégias
estão implicadas nela e como sua aplicação pode ser rica para o ambiente corporativo. Evidentemente, ela não é
um processo simples, pois depende de comprometimento, tempo e participação do pesquisador, mas os
resultados têm grande potencial. Essa é uma habilidade que pode ser um diferencial não só academicamente,
mas também tem valor mercadológico.
Referências Bibliográ�cas
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http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/view/4829/3687. Acesso em: 15 maio 2021.
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/view/4829/3687
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HARAWAY, D.; KUNZRU, H.; TADEU, T. Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte:
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https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/4621. Acesso em: 15 maio 2021.
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https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/observatorio/article/view/5986. Acesso em: 20 maio 2021.
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/4621
https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/observatorio/article/view/5986

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