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resumo OAB 1ª Etapa - Controle de Constitucionalidade

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DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Rafaella Leão e Tárcia Oliveira 
 
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Resumo de aula: 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
*Este material complementa os pontos trabalhados em sala. 
*Esclarecimentos detalhados do tema na Apostila de Direito Constitucional! 
 
1. INTRODUÇÃO 
São, portanto, necessários os seguintes requisitos ou pressupostos para o controle de constitucionalidade: 
a) rigidez constitucional; 
b) a Constituição deve ser o fundamento de validade e sentido do ordenamento (Princípio da Supremacia 
Constitucional); 
c) deve existir um órgão dotado de legitimidade para realizar o controle. Na maioria dos países esse é um 
órgão de cunho judicial. 
 
2. Principais tipos de inconstitucionalidades 
Inconstitucionalidade por ação/positivas Inconstitucionalidade por omissão / negativa 
- conduta positiva praticada por algum agente ou 
órgão estatal (elaboração de uma lei, por exemplo); 
- conduta omissiva diante da obrigação de legislar; 
- a omissão pode ser total ou parcial; 
 
Inconstitucionalidade material Inconstitucionalidade formal 
- nomoestática; 
- o conteúdo do ato normativo é incompatível com a 
Constituição (ex: Lei que autorize o uso da pena de 
morte em tempo de paz); 
- nomodinâmica; 
a) Orgânica: o Ente Federativo que produziu o ato 
normativo não era o competente (ex: Lei estadual 
dispondo acerca do direito penal); 
b) Formal propriamente dita: relativa ao procedimento 
de confecção da lei e se classifica em: 
 b.1.Subjetiva: vício de iniciativa (ex: Deputado 
apresenta projeto de lei em matéria privativa do 
Presidente da República); 
 b.2.Objetiva: vício nos demais atos do processo 
legislativo (ex: PEC que não é votada 2 vezes em 
cada Casa do Congresso Nacional); 
c) Formal por descumprimento de pressupostos 
objetivos do ato: vício por inobservância de 
requisitos essenciais, previstos na Constituição 
para o ato normativo. (ex: Medida Provisória sem 
relevância e urgência - art. 62, CF). 
 
Inconstitucionalidade Total Inconstitucionalidade Parcial 
- o ato normativo é todo eivado de 
inconstitucionalidade (ex: Projeto de lei 
complementar que não foi aprovado por maioria 
absoluta das duas Casas do Congresso Nacional); 
- ato normativo apresenta vício em apenas um ou 
alguns dispositivos, ou mesmo em partes de 
dispositivos; 
 
1) O Presidente da República pode vetar o projeto de lei por inconstitucionalidade (veto jurídico - art. 66, §1° e 
§2°, CF). Porém deve vetar o dispositivo todo, ou seja, é vedado ao Presidente vetar apenas uma palavra ou uma 
expressão, vetar fração de artigo. 
2) Já o STF, no exercício de Controle de Constitucionalidade pode declarar inconstitucional o dispositivo todo 
ou de apenas uma parte dele, uma expressão ou uma palavra. É o princípio da parcelaridade. Mas, atenção a 
inconstitucionalidade de fração de artigo declarada pelo STF não pode desvirtuar a intenção da lei ou do ato 
normativo, sob pena do STF atuar como “legislador positivo”. 
 
 
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Inconstitucionalidade Originária Inconstitucionalidade Superveniente 
- a lei ou o ato normativo porta inconstitucionalidade 
desde seu nascimento, de sua promulgação e 
publicação. 
- a lei ou o ato normativo nasce constitucional, mas 
em virtude de uma Emenda Constitucional ou do 
advento de uma nova Constituição, passa a ser 
incompatível com a ordem constitucional. 
 
- nosso ordenamento não admite esse tipo de 
inconstitucionalidade, nestes casos se discute se a lei 
ou o ato foi recepcionado (questão de direito 
intertemporal) ou revogado pelas novas disposições 
constitucionais. 
 
1) Quando o assunto é revogação ou recepção da norma pelo texto da Constituição, leva-se em consideração, 
em geral, a compatibilidade material, ou seja, o conteúdo da lei deve ser compatível com o da nova disposição 
constitucional. 
2) A compatibilidade formal não é exigível. Assim, uma lei ordinária pode ser recepcionada com o status de lei 
complementar, se o seu conteúdo for compatível com o do novo diploma constitucional (Código Tributário e a 
CF/88). 
3) E mais, o direito pré-constitucional se sujeita a controle de constitucionalidade difuso e a controle 
concentrado apenas via ADPF. 
 
 
3. MOMENTO DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
a) Controle Preventivo de Constitucionalidade 
Poder Legislativo Poder Executivo Poder Judiciário 
- Comissão de Constituição e 
Justiça (CCJ) ao avaliar se o 
projeto de lei é ou não 
constitucional; 
- art. 68, §3°, CF – projeto de lei 
delegada submetido ao apreciação 
do Congresso Nacional. 
- Veto Jurídico (art. 66, §1° da CF) - Mandado de Segurança de 
iniciativa de parlamentar. 
 
 
b) Controle de Constitucionalidade Repressivo ou Posterior 
 
Poder Legislativo 
(retira o ato inconstitucional 
do ordenamento jurídico) 
* Art. 62, CF - Medida Provisória 
- MP que não tenha urgência e relevância; 
- MP que verse acerca de matéria vedada no texto da CF; 
Chefes do Executivo 
(ato deixa de ser aplicado, 
mas não é retirado do 
ordenamento) 
* Presidente, Governador e Prefeito podem determinar aos órgãos a eles 
subordinados a inexecução de lei que considerada inconstitucional (ADI 221); 
Tribunal de Contas 
(ato deixa de ser aplicado, 
mas não é retirado do 
ordenamento) 
* Súmula 347/1963,STF - O Tribunal de Contas, no exercício de suas 
atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder 
Público. 
Poder Judiciário * Controle Difuso + Controle Concentrado (Sistema de controle judicial misto) 
 
4. CONTROLE JURISDICIONAL DE CONSTITUCIONALIDADE DIFUSO (CONTROLE DIFUSO, 
INDIRETO, INCIDENTAL, VIA DE EXCEÇÃO, ABERTO) 
a) Competência: qualquer juiz ou qualquer tribunal com função jurisdicional. 
Fique Atento! O CNJ, como não tem função jurisdicional, não é competente para atuar em controle difuso. 
 
Cláusula de Reserva de Plenário (Art. 97 da CF) 
 
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Tribunal Pleno Órgão Especial Órgãos Fracionários 
- composto por todos os 
julgadores de um tribunal; 
- pode declarar a 
inconstitucionalidade da 
lei ou do ato normativo. 
- previsto no art. 93, XI, CF; 
- criação possível em tribunais com + 
de 25 membros; 
- composição: entre 11 e 25 
julgadores, escolhidos ½ por 
antiguidade e ½ por eleição; 
- pode declarar a inconstitucionalidade 
da lei ou do ato normativo. 
- turmas ou câmaras; 
- possuem competências 
jurisdicionais, são responsáveis pelo 
julgamento dos recursos em geral; 
- não podem declarar a 
inconstitucionalidade da lei ou do 
ato normativo. 
 
 
 
*Havendo desrespeito à Reserva de Plenário caberá Reclamação Constitucional. 
 
* Súmula Vinculante 10/STF: viola a cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CF) a decisão de órgão 
fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo 
do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 
 
*Algumas exceções à Cláusula de reserva de plenário: 
- houver precedente do Pleno ou do Órgão Especial do próprio tribunal ou do Plenário do STF (Art. 949 do 
CPC/15). Neste caso, caberá ao próprio órgão fracionário aplicar o precedente que já existe; 
- o órgão fracionário mantiver a constitucionalidade da norma (presunção de constitucionalidade da lei) ou fazer 
interpretação conforme a Constituição (a norma é preservada); 
 
b) Legitimidade Ativa: 
partes (Autor e Réu) terceiros intervenientes 
Ministério Público 
(parte ou fiscal da lei) 
juiz ou tribunal, de ofício 
 
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c) Espécie de ação judicial 
O incidente de inconstitucionalidade é admitido em qualquer processo, inclusive remédios constitucionais e 
ação civil pública e em qualquer grau de jurisdição.

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