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Resumo de Direito Internacional para OAB

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DIREITO INTERNACIONAL 
Introdução 
É o conjunto de princípios e normas, positivas e costumeiras, representativos dos 
direitos e deveres aplicáveis no âmbito da sociedade internacional. 
Direito Internacional Público: regula ou regra a relação entre os Estados, os Estados e 
outros sujeitos de direito internacional tais como os organismos internacionais 
intergovernamentais (ONU, BIRD, FMI) e para parte da doutrina as pessoas (os 
indivíduos). 
Diferença entre o Direito Internacional: PÚBLICO X PRIVADO 
Regula a relação entre os particulares e seus interesses Direito Internacional Privado: 
de ordem privada com características internacionais. É um sobredireito, pois indica o 
direito aplicável e não soluciona o litígio (traz normas conflituais e indiretas). 
Elementos de Conexão: são regras determinadas pelo direito internacional privado que 
apontam o direito aplicável a uma ou várias situações jurídicas unidas a mais de um 
sistema legal. 
São entre outros: nacionalidade, domicílio e a residência habitual da pessoa física, lex 
rei sitae (lei do local da situação da coisa), lex loci delicti commissi (lei do lugar onde 
foi cometido o ato ilícito), lex fori (lugar do foro) e lex loci actus (lei do lugar da ação 
ou obrigação). 
Portanto, o Direito Internacional Privado é o ramo da ciência jurídica que regula as 
regras e princípios aplicáveis nos casos de conflitos de lei no espaço. Direito 
Internacional Público 
O Direito Internacional Público tem como : a inexistência características fundamentais
de uma autoridade superior, a falta de coercibilidade para o cumprimento dos 
regramentos estabelecidos, sistema de sanções frágeis, descentralização das decisões e o 
dever do respeito à soberania dos Estados. E tem com fonte mais importante os tratados 
internacionais. 
O que fundamenta o DIP é a soberania estatal (art. 1, I da CF/88), manifestação da 
vontade ou consentimento e o pacta sunt servanda. 
SOBERANIA: é a qualidade que caracteriza o poder supremo de um Estado 
(independência, autoridade dentro e fora do seu território); Art. 1º, I; Art. 4º, I, III e V; 
Art. 170, I, todos da CF/88; 
PACTA SUNT SERVANDA: liberdade de contrair obrigações (direitos e deveres), 
compromissos livremente firmados devem ser cumpridos. Fontes de Direito 
Internacional PRIMÁRIAS: tratados internacionais, o costume internacional e os 
princípios gerais de direito. 
SECUNDÁRIAS: doutrina, jurisprudência da Corte Internacional de Justiça de 1945 
– Corte de Haia – art. 38 (decisões da corte, convenções e tratados, costumes e 
princípios gerais de direito). 
Os costumes reconhecidos e praticados nas relações exteriores vinculam as partes, sem 
necessitar que esta norma esteja escrita. 
: são os valores que apontam um caminho a PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO
seguir e que servem de base para as decisões internacionais. 
AS JURISPRUDÊNCIAS das cortes internacionais (CIJ - Corte Internacional de Justiça 
e TPI - Tribunal Penal Internacional) fazem fonte de direito intencional, no entanto as 
jurisprudências dos Tribunais Constitucionais internos de cada nação não, apesar de 
terem relevância do direito internacional privado, não são fontes de DIP. 
POPULAÇÃO 
É o conjunto de habitantes que mantêm ligação estável com um determinado Estado, 
por meio de um vínculo jurídico, o vínculo da nacionalidade. Inclui os nacionais 
residentes dentro e fora do território. Não inclui os estrangeiros residentes no território 
do Estado. 
NACIONALIDADE 
É o vínculo jurídico-político de fidelidade entre o Estado e o indivíduo, atribuído pelo 
Estado, no exercício de seu poder soberano. 
TERRITÓRIO 
É o espaço onde se exerce a soberania estatal. Ele determina os limites do exercício do 
poder do estado. Delimitar um território significa estabelecer seus limites, o que é feito 
por tratados ou costumes. Demarcar um território significa implantar marcos físicos 
sobre o território. Limite não se confunde com fronteira. Limite é um ponto que 
determina com certa precisão até onde vai o território do Estado. Fronteira é uma região 
em torno do limite territorial, sobre o qual o Estado tem interesse de zelar para garantir 
sua segurança nacional. 
Personalidade Jurídica de Direito Internacional 
Os Estados e organizações internacionais intergovernamentais e os particulares ou 
indivíduos tem personalidade jurídica internacional, ou seja, são sujeitos do Direito 
Internacional. 
Atenção: A Anistia Internacional e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha não são 
organizações internacionais, mas sim ONGs de atuação internacional, por este motivo 
não celebram tratados, e por este motivo não são considerados sujeitos de direito 
internacional. 
ESTADOS: para que sejam sujeitos de direito internacional devem reunir 4 elementos 
constitutivos em sua formação: População Permanente; Território determinado; 
Governo e Soberania. 
RECONHECIMENTO DE UM ESTADO: é o surgimento de um novo sujeito de 
direito internacional, atestado pelos demais Estados por meio de um ato discricionário, 
unilateral, irrevogável e incondicional; Cuja importância é fundamental para que o novo 
Estado se relacione com os seus pares na comunidade internacional. 
RECONHECIMENTO DE GOVERNO: é todo o governo que exerce a sua 
autoridade como sendo a única no Estado. Tem as seguintes FORMALIDADES: 
efetividade (controle da máquina e obediência civil), cumprimento das obrigações 
internacionais, Constituição própria e ser democrático. 
Efeitos do reconhecimento de um governo: estabelecimento de relações diplomáticas; 
imunidade de jurisdição; capacidade para demanda em tribunal estrangeiro; admissão da 
validade das leis e atos governamentais. 
Chefe de Estado X Chefe de Governo 
No Brasil cabe Privativamente ao Chefe de Estado art. 84, VII e VIII da CF/88 manter 
relações com outros Estados, acreditar seus representantes diplomáticos e celebrar 
tratados internacionais “ad referendum” do Congresso Nacional. 
O Chefe de Estado goza de imunidade plena que é uma restrição ao direito fundamental 
dos Estados soberanos que se veem impedidos de sujeitar representantes de outros 
Estados presentes em seu território ao seu ordenamento jurídico. 
No Brasil o Ministro das Relações Exteriores ou chanceler tem como principal função 
auxiliar o chefe de Estado na formulação e execução da política externa. 
PESSOA JURÍDICA DE DIR. PUB. EXTERNO – República Federativa do Brasil 
PESSOA JURÍDICA DE DIR. PUB. INTERNO – UNIÃO FEDERAL 
ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS INTERGOVERNAMENTAIS: são 
pessoas jurídicas de direito público externo formadas pela reunião de Estados que têm 
uma finalidade em comum. Após serem constituídas adquirem personalidade 
internacional independente da de seus membros constituintes (ONU, OIT, FAO, 
UNESCO (educação, ciência e cultura), OTAN E FMI). 
SANTA SÉ: é a aliança da Cúria Romana com o Papa, o Tratado de Latrão firmado em 
1929 pela Itália e a Santa Sé, reconhece a personalidade internacional da Santa Sé, 
reconheceu a propriedade e a jurisdição soberana sobre o Vaticano e atribuiu ao 
Vaticano neutralidade permanente. 
ESTADO DA CIDADE DO VATICANO possui personalidade jurídica própria que não 
se confunde com a da santa sé, nacionalidade própria (nacionalidade funcional ou jus 
domicilli + jus laboris); quem reside no Vaticano está submetido a soberania da Santa 
Sé que também tem direito a representação diplomática ativa e passiva (núncio 
apostólico); o Papa é chefe de Estado e da Igreja Católica; 
 
TRATADOS INTERNACIONAIS 
É o acordo internacional celebrado por escrito entre dois ou mais Estados ou outros 
sujeitos sob égide do Direito Internacional. 
Requisitos de Validade: CAPACIDADE DAS PARTES, HABILITAÇÃO DO 
AGENTE SIGNATÁRIO (representatividade derivada carta de plenos poderes), 
CONSENTIMENTO MÚTUO, OBJETO LÍCITO E POSSÍVEL. 
NO BRASIL assinam e negociam tratados o Chefe de Estado e o Ministro das relações 
Exteriores e também o PLENIPOTENCIÁRIO