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Resumo de Direito Internacional para OAB

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(pessoa escolhida pelo Presidente com a 
confirmação do Min das rel. Exteriores) e Delegação nacional, ambos necessitam de 
“CARTA DE PLENOS PODERES”. Que significa que é um doc. expedido por 
autoridade competente dando os poderes necessários, para firmar, negociar e alterar 
acordos em nome da nação. 
TRATADOS são normas de direito externo até serem internalizados pelos 
ordenamentos jurídicos de cada nação. O Brasil adotou a teoria da incorporação no art. 
5º, §s 2º, 3º e 4º da CF/88. 
No Brasil, assinado o tratado, o mesmo é enviado ao Congresso Nacional e deve ser 
aprovado nas duas casas, sendo aprovado é emitido pelo Presidente do Congresso 
Nacional um Decreto Legislativo autorizando o presidente a ratificar o acordo, uma vez 
ratificado por Decreto presidencial, o tratado será promulgado e publicado passando a 
valer no território nacional. 
Conflito entre o tratado e norma interna, a doutrina majoritária prega a prevalência do 
direito internacional sobre o direito interno. No entanto, nenhum tratado internacional 
poderá contrariar a CF/88, para ser incorporado no ordenamento legislativo brasileiro. 
“Reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou 
denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou 
a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico de certas 
disposições do tratado em sua aplicação a esse Estado. 
A “Denúncia” é um , de efeito jurídico inverso ao da ratificação e da ato unilateral
adesão, manifestando, o Estado, sua vontade de deixar de ser parte no acordo 
internacional. 
Hierarquia dos Tratados – Incorporados a Legislação do Brasil 
1º) CF e Tratados de DH com força de EC (Art. 5º, § 3º, da CF) 
2º) Tratados de DH com Força Supralegal; 
3º) Leis e Tratados Internacionais que não falam de DH; 
4º) Demais Normas. 
Domínio Público Internacional 
TERRITÓRIO NACIONAL: pode incluir Navios, com a bandeira do país e aeronaves 
militares. 
Mar Territorial compreende uma faixa de 12 milhas marítimas de largura, medidas da 
linha base. 
Zona Contígua brasileira compreende uma faixa de 12 a 24 milhas marítimas, contadas 
a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. A 
finalidade é delimitar o exercício da fiscalização para evitar infrações às leis e reprimir 
infrações às leis. 
AGENTES DIPLOMÁTICOS: são responsáveis pela do próprio representação 
Estado em território estrangeiro, perante o governo. 
Missão Diplomática: é formada pelo conjunto de diplomatas que representam os 
Estados ou organizações intergovernamentais. 
OS EMBAIXADORES são a própria representação da nação no estado estrangeiro 
ou no organismo internacional, são responsáveis pela representação política. Os prédios 
das embaixadas são invioláveis. 
DIREITO DE LEGAÇÃO: consiste na prerrogativa dos Estados de enviar (ativa) e 
receber (passiva) agentes diplomáticos (Embaixadores) de outros Estados. 
O Chefe da Missão Diplomática é chamado de embaixador ou núncio. Também em 
missões sem embaixadas o chefe poderá ser chamado de enviado ou ministro ou 
encarregado de negócios. 
Embaixador é uma função ocupada e não uma classe da carreira diplomática, o último 
nível da carreira diplomática é ministro de primeira classe. 
As Embaixadas, que são o local onde funciona a missão diplomática compreendendo o 
conjunto de suas instalações físicas, são invioláveis segundo a Convenção de Viena. 
AGENTES CONSULARES: são funcionários públicos enviados pelo Estado para a 
proteção de seus interesses e de seus nacionais; 
CONSULADOS são repartições públicas estabelecidas pelos Estados em portos ou 
cidades de outros Estados. São responsáveis pela representação comercial, 
administrativa e a de caráter notarial. 
Espécies de cônsul: Honorário eleito entre os nacionais do país onde está o consulado; 
de Carreira funcionário público do país que o consulado representa; 
Nomeação do Cônsul depende de aceitação prévia do nome indicado (feito mediante o 
exequatur que é a autorização concedida pelo Estado receptor que admite o agente 
consular para o exercício de suas funções), competindo tal função a cada Estado 
individualmente, nos termos de sua legislação específica. 
CARTA PATENTE: é o documento que representa a investidura do agente consular. 
Os locais da missão diplomática não podem ser violados; 
O agente diplomático goza de isenção de impostos e taxas, havendo exceções a esse 
respeito; 
Os bens da embaixada são invioláveis e não podem ser objetos de penhora. 
A correspondência e a comunicação oficial da missão diplomática são invioláveis. 
A mala diplomática não poderá ser aberta ou retida. 
Imunidade 
Em razão do desempenho das suas funções, o agente diplomático goza de privilégios e 
imunidades. 
Esses privilégios e imunidades podem ser classificados em: inviolabilidade, imunidade 
de jurisdição civil, administrativa e criminal e isenção fiscal. 
A inviolabilidade abrange o local da Missão diplomática e as residências particulares 
dos agentes diplomáticos. Nesses locais, o Estado acreditado não pode exercer qualquer 
tipo de coação (invasão pela polícia), a não ser que haja autorização do Chefe da 
Missão. Do mesmo modo, não pode haver uma citação dentro da Missão. 
A inviolabilidade cessa se os locais da Missão forem utilizados de modo incompatível 
com as funções da Missão. Cessa ainda em caso de emergência (incêndio). 
É inviolável também a correspondência. 
A inviolabilidade também significa que os agentes diplomáticos não podem ser presos. 
O Estado acreditado deverá proteger os imóveis da Missão, bem como a própria pessoa 
dos Agentes Diplomáticos. 
Os atos da Missão, praticados como representante do Estado acreditante (assinatura de 
Tratado) não podem ser apreciados pelos tribunais do Estado acreditado. 
O Agente Diplomático goza de imunidade de jurisdição criminal. É absoluta e aplica-se 
a qualquer delito. Ele tem ainda imunidade de jurisdição civil e administrativa. 
A imunidade de jurisdição não significa que ele esteja acima da lei, mas significa 
apenas que ele deverá ser processado no Estado acreditante. 
Poderá haver renúncia à imunidade de jurisdição do agente diplomático ou de qualquer 
pessoa que dela se beneficie. 
De um modo geral, tem sido sustentado que a imunidade penal cessa em caso de 
flagrante delito que não esteja ligado ao exercício de suas funções. 
A imunidade fiscal abrange o Estado acreditante e o Chefe da Missão. 
ATENÇÃO aos arts. 31 e 32 da Convenção de Viena de 1961 dobre o Direito 
Diplomático: 
Artigo 31 
1. O agente diplomático gozará de imunidade de jurisdição penal do Estado acreditado. 
Gozará também da imunidade de jurisdição civil e administrativa, a não ser que se trate 
de: 
a) uma ação real sobre imóvel privado situado no território do Estado acreditado, salvo 
se o agente diplomático o possuir por conta do Estado acreditado para os fins da missão. 
b) uma ação sucessória na qual o agente diplomático figure, a titulo privado e não em 
nome do Estado, como executor testamentário, administrador, herdeiro ou legatário. 
c) uma ação referente a qualquer profissão liberal ou atividade comercial exercida pelo 
agente diplomático no Estado acreditado fora de suas funções oficiais. 
2. O agente diplomático não é obrigado a prestar depoimento como testemunha. 
3. O agente diplomático não esta sujeito a nenhuma medida de execução a não ser nos 
casos previstos nas alíneas "a"," b " e " c " do parágrafo 1 deste artigo e desde que a 
execução possa realizar-se sem afetar a inviolabilidade de sua pessoa ou residência. 
4. A imunidade de jurisdição de um agente diplomático no Estado acreditado não o 
isenta da jurisdição do Estado acreditante. 
Artigo 32 
1. O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de jurisdição dos seus agentes 
diplomáticos e das pessoas que gozam de imunidade nos termos do artigo 37. 
2. A renúncia será sempre