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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

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declarada 
inconstitucional (o chefe do executivo havia vetado a lei por flagrante 
inconstitucionalidade e o legislativo derrubou o veto), ocasionando a exoneração? 
Responsabilidade do Estado por atos judiciais 
Em relação aos atos praticados pelo Poder Judiciário, também há divergência 
doutrinária. Há quem defenda que os juízes têm de agir com independência no exercício 
das suas funções, sem temor de que suas decisões possam ensejar a responsabilidade do 
Estado. 
Assim, a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes, salvo nos 
casos expressamente previstos na lei. Ex: Art. 5º, LXXV: O Estado indenizará o 
condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na 
sentença. 
Desse modo, segundo jurisprudência majoritária, a regra é a impossibilidade de 
responsabilidade civil do Estado por atos judiciais. 
Prazo prescricional da ação de indenização contra o Estado 
A ação de reparação de danos para se obter indenização do Estado deverá ser proposta 
dentro do prazo de 05 anos, contado a partir do fato danoso. 
Ação regressiva do Estado contra o agente público 
A lei nº 4.619/65 dispõe sobre a ação regressiva da União contra seus agentes. Desse 
modo, os procuradores da União são obrigados a propor as competentes ações 
regressivas contra os agentes de qualquer categoria declarados culpados por haverem 
causado a terceiros lesões de direito que a Fazenda Nacional seja condenada 
judicialmente a reparar. 
O prazo para ajuizamento da ação regressiva será de sessenta dias a partir da data em 
que transitar em julgado a condenação imposta à Fazenda. Deve-se considerar, ainda, 
que, de acordo com a lei, a não obediência, por ação ou omissão, ao disposto na referida 
lei, apurada em processo regular, constitui falta de exação no cumprimento do dever. 
A competência para iniciar a ação regressiva cabe ao Procurador lotado no Estado em 
que haja corrido o processo judicial cuja decisão contra a Fazenda haja transitado em 
julgado. Vale lembrar, ainda, que a cessação, por qualquer forma, do exercício da 
função pública, não exclui o funcionário, ou pessoa nela investida, da responsabilidade 
perante a Fazenda. 
A liquidação do que for devido pelo agente estável à Fazenda Nacional poderá ser feita 
mediante desconto em folha de pagamento, o qual não excederá de uma quinta parte da 
importância de seu vencimento ou remuneração.