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Bases Legais e Constitucionais dos Negócios

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e seguintes da Lei da S.A.
Entre as hipóteses de dissolução encontra-se a falência, procedimento existente diante de sérios problemas financeiros, previstos em lei, que importam em presunção de que a sociedade não tem capacidade financeira para arcar com suas dívidas de uma perspectiva coletiva. Está-se diante do risco de que não haja patrimônio para a satisfação dos credores. As hipóteses de decretação de falência estão previstas no art. 94 da Lei nº 11.101/2005. O procedimento da falência pode ou não ser procedido de uma tentativa de salvar a empresa por meio da Recuperação judicial conforme descrito no art. 47 e seguintes da referida lei, destacando-se o art. 50, onde de estabelecem meios para a tentativa de salvação da empresa, tais como concessão de prazos especiais para pagamento das obrigações, alteração do controle societário, administração compartilhada etc. 
Unidade 2 – Tema 1: Empresa: o estabelecimento e os elementos de identificação da atividade empresarial
· Elementos de identificação da atividade empresarial: nome e marca
Marca - sua previsão está na Lei nº 9.279/1996, mais especificamente nos arts. 122 e 123. Pode ser compreendida como uma propriedade intelectual, com a finalidade de garantir exclusividade da utilização desse signo em determinado ramo de atuação em todo o Brasil. Busca identificar um produto ou serviço e deve ser um sinal perceptível visualmente (sons, aromas, etc.). No ramo de negócio, uma empresa pode ter diversas marcas para identificação do seu produto. Para validar o registro da marca, ele precisa ser feito pelos próprios sócios ou advogados daquela empresa junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Não é obrigatório perante a lei, mas recomendado, como forma de proteção à empresa e aos símbolos que a identifiquem.
Nome Empresarial - previsto no art. 1.155[3] e seguintes do Código Civil, por sua vez é basicamente a firma ou denominação adotada para o exercício da empresa. Também chamado de Razão Social e seu registro se dá na Junta Comercial. Esse nome é o que representará a empresa juridicamente, pois é o que estampa o CNPJ e demais documentos oficiais da empresa. O art. 1.155, caput, do Código Civil nos revela duas espécies de nome empresarial: a firma ou a denominação.
· Firma: pode ser individual ou coletiva, nela o nome empresarial se formará pela utilização dos nomes pessoais dos empreendedores, acrescidos de “designação mais precisa” de suas pessoas “ou do gênero de atividade” (art. 1.156[4] do CC).
· Denominação: em vez do nome dos empreendedores, o que a caracterizará será o objeto social, ou seja, a atividade desenvolvida (art. 1.158, § 2º,[5] do CC) pela empresa.
Empresário Individual - conforme o art. 980 do Código Civil, aquele que se estrutura como empresa individual de responsabilidade limitada, por expressa disposição de lei, poderá optar por identificar o empreendimento por meio de firma ou denominação, contanto que acrescente ao nome escolhido a expressão EIRELI. 
A inserção da palavra “limitada” nos nomes das empresas optantes por esse tipo empresarial é fundamental para assegurar a não responsabilização dos sócios, conforme art. 1.158, § 3º, do CC.
As limitações de uso do nome empresarial estão relacionadas à circunscrição do seu Estado de origem, não tendo abrangência nacional e não podem ser objeto de alienação (art. 1.164). Assim, em Minas Gerais não pode haver duas empresas chamadas ABC Comércio Ltda., mas não há objeção para que haja outra empresa com o mesmo nome empresarial em Manaus - AM, por exemplo.A empresa conhecida popularmente como Submarino (marca) tem como nome empresarial “B2W Companhia Digital.
Algumas observações sobre as diferenças entre marca e nome empresarial precisam ser feitas:
· Nome empresarial não pode ser vendido, enquanto a marca pode ser objeto de alienação;
· O registro da marca vale por dez anos e pode ser prorrogado por igual período sucessivamente, o nome empresarial, por sua vez é válido enquanto aquela sociedade estiver ativa;
· A proteção dada ao nome empresarial independe da área de atuação, abrangendo todos os ramos dentro daquele estado. A marca, por sua vez, tem sua proteção garantida dentro do seu ramo de atividade.
Apesar dessas diferenças, tanto o nome empresarial como a marca são designativos de livre escolha, desde que não tenham sido previamente registrados por outras pessoas.
· O estabelecimento e suas principais características
Segundo o art. 1142, estabelecimento é todo o complexo de bens organizados para o exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
estabelecimento comercial é o conjunto de bens, corpóreos ou incorpóreos, com os quais o empresário desenvolve a sua atividade econômica, isto é, o instrumento de seu trabalho. O estabelecimento não se confunde com bens de propriedade do empresário ou da sociedade empresária, não é necessário que todos os bens envolvidos sejam de propriedade destes, bastando que “possua um título jurídico que lhe assegure a legitimação para o uso do bem”.
Como corpóreos, podemos entender as mercadorias, instalações, utensílios, máquinas e todo o mais físico a ser utilizado pelo empresário na exploração da sua atividade econômica.
Bens incorpóreos são os contratos, o ponto comercial (seja uma sede física ou virtual, como um site, por exemplo), clientela, os créditos, dívidas, registros, título do estabelecimento etc.
O estabelecimento pode ter um nome conhecido como “título de estabelecimento” ou “nome de fantasia”. Esse nome não se confunde com o nome da empresa/pessoa jurídica, sendo usado apenas para fins de publicidade, com o escopo de atrair clientes.
Entre os bens imateriais, o ponto comercial é o que merece mais atenção, pois em razão da sua importância no exercício da empresa recebe tratamento especial e a renovação do contrato de locação comercial é um direito protegido. Para que essa proteção seja concedida, a Lei nº 8.245/91 estabelece certos requisitos: contrato com prazo determinado de no mínimo cinco anos e que pelo prazo ininterrupto de três anos o arrendatário deve explorar o mesmo ramo no comércio ou indústria, assim, o empresário tem direito à renovação compulsória do contrato.
A renovação compulsória não é absoluta, pois havendo conflito entre o direito do locatário, voltado à renovação da locação, e do locador, no tocante ao uso pleno do seu bem, prevalece o direito de propriedade do locador.
O estabelecimento é considerado uma universalidade de bens, que pode ser objeto de diversos contratos: alienação, usufruto ou arrendamento. De qualquer modo, a eficácia desses negócios perante terceiros só ocorrerá após a averbação à margem da inscrição da entidade.
O contrato que envolve a alienação (transferência) parcial ou total do estabelecimento tem o nome de trespasse sujeito a regramento específico para se evitar prejuízos aos credores conforme disposto no art. 1145 do Código Civil.
o Código Civil estabelece diversas regras sobre o assunto, mas vamos dar destaque ao disposto no art. 1.146, segundo o qual o “adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.”.
· Propriedade industrial e a atividade empresarial
A propriedade industrial é uma espécie do gênero direito intelectual, no qual também se encontram, por exemplo, os direitos autorais, regulados pela Lei nº 9.610/98. Dentro dos que se chamam de bens intangíveis (inclusive no sentido contábil) existe uma categoria mais ampla de direitos protegidos, mas no presente material oferta-se corte específico.
Tem-se, assim, as seguintes hipóteses de direitos industriais:
Das Patentes – é possível obter-se patente (um conjunto específico de proteção) sobre invenção ou modelo de utilidade. A lei não conceitua invenção, embora o próprio nome seja indicativo do que seja, além de impor-se exigências