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Cenários Econômicos

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Cenários Econômicos
Unidade 1 – Tema 1: Conceitos Econômicos Básicos
· Curva de Possibilidades de Produção
Escassez (objeto de estudo da economia). De um lado, tem-se as necessidades humanas da sociedade, que são ilimitadas (continuamente criadas, todos os dias) e de outro lado, temos os recursos produtivos, que são limitados. Os recursos limitados podem ser agrupados em três categorias: 
- Terra: espaço para produção; solo para as fábricas; terra fértil para agricultura;
- Capital: máquinas e equipamentos;
- Trabalho: mão de obra
A economia busca responder três questões:
1- O que e quanto produzir?
Se referem a possibilidade de produção da economia. (Por exemplo, vão se produzir mais bens de consumo? Mais bens de investimentos? E em quais quantidades? Mais escolas e menos estradas?);
2- Como produzir? 
Questão relacionada a eficiência técnica, a tecnologia disponível e que será empregada nas produções dos bens e serviços. (pode ser mais intensiva em trabalho, utilizando maior quantidade de mão de obra em relação a quantidade de máquinas e equipamentos ou pode ser mais intensiva em capital, utilizando uma maior quantidade de máquinas e equipamentos em relação a quantidade utilizada de mão de obra);
3- Para quem produzir?
Está relacionada a quem vai se beneficiar dessa produção; para onde vão ser destinados os resultados da produção (será destinado mais para as famílias, mais para as empresas, mais para o governo)
A forma como a economia responde as três questões, irá dizer como ela está organizada, se ela é uma economia capitalista, socialista ou mista.
A escassez é um conceito relativo, pois só existe escassez se tem demanda. Um bem é escasso caso a demanda é maior do que a quantidade disponível daquele bem. Para ser escasso, o bem tem que ter utilidade.
A Curva de Possibilidades Produção (CPP) é um conceito estático, não vemos a evolução ao longo do tempo. Toda vez que houver a ampliação dos fatores de produção, ou um avanço tecnológico, ou uma combinação das duas coisas, nós representamos isso, no gráfico, com o deslocamento dessa curva para a direita.
Pode-se ter outras situações, como as demonstradas a seguir:
No primeiro gráfico, está representado um aumento de recursos, relacionados exclusivamente à produção do bem 2, ou um avanço tecnológico. Já no segundo gráfico, um aumento de recursos ou avanço tecnológico relacionados exclusivamente à produção do bem 1.
Pode haver também situações em que haja um retrocesso nessa curva. Mas uma situação de diminuição das possibilidades de produção de uma sociedade pode ocorrer, por exemplo, caso um país passe por um desastre ambiental de grandes proporções ou sofra um ataque terrorista, também de grandes proporções, ou entre em guerra e tenha parte de sua população dizimada e que também tenha destruição de seus parques produtivos (indústrias, fábricas).
· Custo de Oportunidade
O custo de oportunidades refere-se à estimativa do maior benefício razoavelmente seguro que se deixa de obter, após uma decisão de alocação dos recursos disponíveis. 
É o benefício renunciado, a partir de uma escolha. Ou, ainda, o valor associado à melhor alternativa não escolhida. 
Os custos econômicos incluem, para além do custo monetário explicito (ou custo contábil), os custos de oportunidades que ocorrem pelo fato dos recursos poderem ser usados de formas alternativas.
Custos contábeis – custos explícitos, que envolvem gastos em dinheiro;
Custos de oportunidades – custos implícitos, que não envolvem o desembolso de dinheiro.
Tema 2: Teoria do Consumidor
· Demanda
A demanda é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um mercado, representa a intenção de comprar determinado produto, não a intenção de consumir. O que afeta a demanda é o preço dos outros bens; renda do consumidor; gostos, hábitos e preferências dos consumidores; fatores climáticos sazonais e propaganda. Para estudar essas variáveis, é preciso isolá-las e analisa-las separadamente. A hipótese do isolamento das variáveis é chamada de ceteris paribus, que significa: ‘tudo o mais constante’.
· Como cada uma dessas variáveis afetam a demanda?
Relação entre a quantidade demandada e o preço do bem – essa relação é a própria curva da demanda: . Ou seja, representa a demanda pelo bem i, em função do seu preço. Pela lei geral da demanda, essa relação é inversa, negativa. Ou seja, se aumenta o preço do bem i, reduz a sua demanda; se reduz o preço do bem i, aumenta sua demanda.
Relação entre a quantidade demandada e o preço dos outros bens – se os bens forem substitutos: a relação é positiva. Ou seja, uma variação no preço do bem substituto leva a uma variação no mesmo sentido da quantidade demandada do bem i.
Se os bens forem complementares: a relação é negativa. Ou seja, uma variação no preço do bem complementar leva a uma variação, em sentido contrário, da quantidade demandada do bem i.
Relação entre quantidade demandada do bem i e a renda do consumidor – se for bem normal: a demanda varia no mesmo sentido da variação na renda; se o bem for inferior: a demanda varia no sentido inverso ao da variação na renda; se o bem for neutro ou saciado: a demanda não varia com a variação na renda.
Relação entre a quantidade demandada do bem i com os hábitos, o gosto do consumidor – sabendo que os hábitos podem ser alterados, manipulados, pelas propagandas, pelas campanhas promocionais. E aí, o efeito que isso vai ter na demanda, vai depender se a campanha for ou não eficiente no seu objetivo.
· Deslocamento ao longo da curva ou deslocamento da curva de demanda?
Um deslocamento da curva de demanda não é o mesmo que um movimento ao longo da curva de demanda.
O aumento na quantidade demandada, quando passamos do ponto A para o ponto B, reflete um movimento ao longo da curva de demanda: é o resultado de uma queda no preço do bem. 
Já o aumento na quantidade demandada, quando passamos do ponto A para o C, reflete um deslocamento da curva de demanda: é o resultado de um aumento na quantidade demandada, a qualquer preço dado (ou seja, está associado a uma alteração em um dos fatores interferentes na demanda, que não o seu preço).
Deslocamento ao longo da curva demandada – se deve a mudanças no preço do próprio bem;
Deslocamento da curva de demanda – em virtudes de mudanças na renda do consumidor, no preço dos bens substitutos ou complementares, no gosto ou preferência dos consumidores.
· Oferta
A decisão de vender ou não um bem ou serviço depende, em parte, do preço oferecido. Depende também de outros fatores que, conjuntamente, definem a quantidade ofertada desse bem ou serviço.
Assim como acontece com a demanda, podemos ter deslocamentos da curva da oferta (derivam das mudanças nos demais fatores interferentes na oferta) ou deslocamentos ao longo da curva de oferta (derivam de alterações no preço de determinado bem ou serviço). 
Exemplos de fatores que provocam deslocamentos da curva de oferta:
- Mudanças nos preços dos insumos (bens usados para produzir o outro bem)
Um aumento do preço dos insumos torna mais elevado o custo de produção e, consequentemente, diminui a oferta – deslocando a curva para a esquerda; uma redução do preço dos insumos tem o efeito inverso (aumenta a oferta, o que é representado por um deslocamento da curva de oferta para a direita);
- Mudanças na tecnologia
O desenvolvimento de uma nova tecnologia, que reduza os custos de produção, desloca a curva de oferta para a direita;
- Número de produtores
Um aumento no número de produtores provoca uma elevação na oferta, que é representado por um deslocamento da curva de oferta para a direita; uma diminuição no número de produtores, reduz a oferta, sendo representada por um deslocamento da curva de oferta para a esquerda.
· Equilíbrio de Mercado
Este modelo é o instrumento-chave da economia que nos ajuda a compreender por que e como os preços mudam e o que acontece quando o governo intervém em um mercado.
A maneira mais fácil de determinar o preço e a quantidade de equilíbrio em um mercado é colocar a curva