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Cenários Econômicos

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ou não de fatores fixos.
Fatores Fixos – são fatores que não variam com o volume produzido. (capital físico – equipamentos e instalações das empresas);
Fatores Variáveis – variam conforme o volume de produção (trabalho, matérias-primas);
A diferença entre o curto prazo e o longo prazo é que consideramos que pelo menos um dos fatores de produção é fixo; já no longo prazo, todos os fatores são considerados variáveis. Costumamos dizer que o longo prazo representa mais um horizonte de planejamento, em que todos os fatores são variáveis. Já o curto prazo seria o período de produção, de operação. Assim, as empresas operam no curto prazo. O longo prazo fica para o planejamento.
Lucro da firma
LUCRO = RECEITA – CUSTO
Eficiência Técnica: refere-se ao processo produtivo que utiliza uma menor quantidade de insumos, para a obtenção da mesma quantidade de produto;
Eficiência Econômica: refere-se ao processo produtivo que gera a mesma quantidade de produtos, com o menor custo de produção.
Função de Produção: mostra a quantidade máxima de produto que pode ser obtida, dados os recursos produtivos;
q = f (N, K, M)
Produto Total
PT = q (quantidade produzida)
Efeito Balassa Samuelson: os ganhos de produtividade de uma economia ocorrem principalmente no setor de bens transacionáveis (manufaturas e commodities) e não no setor de bens nao tradables (serviços). Esses aumentos de produtividade no setor de tradables causa aumento de salários que transborda para o setor de não tradables. Como não há aumento de produtividade no setor de não tradables os preços lá sobem mais do que no setor de tradables.
Baumol fala a mesma coisa só que usa a divisão serviços e bens. Para Baumol aumento de produtividade ocorre principalmente no setor de bens. Os serviços não conseguem aumentar produtividade por definição: músicos, educação, garçons, cabeleireiros. São iguais em todos os lugares. O aumento de produtividade no setor de bens acaba pressionando também os salários dos setores de serviços; os preços e salários desse setor sobem, na ausência de aumentos de produtividade.
· Lei dos Rendimentos Decrescentes
Krugman e Wells (2014) apresentam “(...) em geral, há retornos decrescentes de um insumo quando um aumento na quantidade desse insumo, mantida fixa a quantidade de todos os outros, reduz o produto marginal desse insumo. (...)
O que deve ser enfatizado a respeito dos retornos decrescentes é que, como muitas proposições em economia, trata-se de uma proposição do tipo “tudo o mais constante”; cada unidade sucessiva de um insumo aumentará a produção menos que a unidade anterior se a quantidade de todos os outros insumos é mantida fixa.”Custo Total Médio (CTMe) - custo total da empresa dividido pelo produto
CTMe = 
Custo Fixo Médio (CFMe) – custo fixo dividido pelo produto
CFMe = 
Custo Variável Médio (CVMe) – custo variável dividido pelo produto
CVMe = 
- O que é unidade?
"O produto marginal do trabalho (ou qualquer outro insumo) é definido como o aumento na quantidade de produto quando aumenta a quantidade do insumo em uma unidade. Mas o que queremos dizer por “unidade” de trabalho? É uma hora adicional de trabalho, uma semana adicional ou uma pessoa-ano? 
A resposta é: não importa, desde que sejamos consistentes. Uma fonte comum de erro em economia é confundir as unidades, digamos, comparar o acréscimo ao produto de uma hora adicional de trabalho com o custo de empregar um trabalhador por uma semana. Qualquer que seja a unidade usada, é preciso muito cuidado para que seja usada a mesma unidade ao longo de toda a análise de qualquer problema."
Tema 2: Teoria da Firma: Custos
· Custo total, custo médio e custo marginal
A teoria dos custos, juntamente com a Teoria da Produção são de fundamental importância para a administração econômica da empresa, pois ajudarão a entender as características da oferta de mercado. 
Custos fixos: são as despesas com aluguel, limpeza, serviços de segurança, planos de telefonia, manutenção de equipamentos. A variação dessas despesas é mínima ou só ocorrem de tempos em tempos.
Custos Variáveis: são aqueles que acompanham o ritmo de produção da empresa. Os fatores geradores são: matérias primas, consumo de energia elétrica e de água, mão de obra.
Custo Total de Produção (CT): total de despesas realizadas pelas firmas no seu processo de produção.
CF = CFT + CVT
· Custo Marginal (CMg) – aumento no custo resultante da produção de uma unidade adicional de produto
Como não há variação nos custos fixos, então o custo marginal não é influenciado pelos custos fixos.
· Economias de Escala
Está ligado à redução de custo unitário, na medida em que se aumenta a escala de produção, tem redução de custo, ao aumentar a variedade de bens produzidos.
Economias de escopo - Outro conceito relacionado às economias de escala (que se associam à redução dos custos unitários de uma empresa, à medida que aumenta sua produção).
As economias de escopo ocorrem quando há redução do custo de produção, quando se aumenta a variedade de bens ou serviços produzidos. Ou seja, quando a produção de dois ou mais itens diferentes por uma mesma firma se torna mais barata, do que esses mesmos itens produzidos por firmas distintas.
Um fator importante para explicar a existência de economia de escopo é a presença de matérias-primas comuns na fabricação de dois ou mais produtos, assim como as complementaridades na sua produção. Não só matérias primas comuns, mas também qualificação comum exigida dos trabalhadores.
Exemplos de economia de escopo: a indústria automobilística que produz carros e caminhões. No caso, tem-se o compartilhamento de recursos administrativos. A produção dos dois produtos vai requerer o mesmo tipo de equipamento e mão de obra com qualificação semelhante. Tudo isso contribui para reduzir o custo de produção, em relação a fábricas independentes, produzindo esses produtos separadamente.
· Equilíbrio do Produtor
A teoria da firma considera que o princípio básico que orienta o comportamento da empresa é o da maximização dos seus resultados. O equilíbrio do produtor ocorrerá no ponto em que a empresa seja capaz de compatibilizar o menu de alternativas, dado pela tecnologia, com o menu dado pelos preços dos fatores de produção. Em outras palavras, no ponto no qual a empresa seja eficiente, do ponto de vista econômico.
Considerando essa conduta de otimização, a firma estará na sua posição de equilíbrio quando maximizar a quantidade produzida, em relação a determinado orçamento (custo de produção); ou quando minimizar seus custos.
Tema 3: Teoria da Firma: Custos
· Concorrência Perfeita
As características de cada estrutura de mercado ressaltam essencialmente na relação entre oferta e demanda. A partir da demanda e da oferta de mercado são determinados o preço e quantidade de equilíbrio de um dado bem ou serviço. Esses, no entanto, dependerão da estrutura desse mercado. As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três características:
- Número de empresas que compõem esse mercado;
- Tipo do produto (homogêneos ou diferenciados);
- Se existem ou não barreiras à entrada de novas empresas nesse mercado.
Desta maneira, temos, no mercado de bens e serviços, as seguintes possibilidades de estrutura:
- Concorrência perfeita;
- Monopólio;
- Oligopólio;
- Concorrência monopolística.
As principais características da concorrência perfeita são, o mercado atomizado (vários vendedores e compradores, de forma que nenhum isoladamente tem poder para influenciar o preço de mercado). 
Se houver uma diferença de preço de um mesmo produto ou serviço em diferentes lugares, vai haver migração de demanda para o lugar onde o preço for mais barato, consequentemente reduzirá o valor do preço no local onde estava mais caro, pois reduzirá a demanda. Essa mobilidade de fatores irá acontecer até que os preços se equiparem.
No longo prazo, não existem lucros extraordinários que são quando as receitas superam os custos econômicos (custos contábeis e custos de oportunidades).
Na concorrência perfeita, teremos lucros