A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
Cenários Econômicos

Pré-visualização | Página 4 de 5

normais, que são lucros que representam a remuneração implícita do empresário, ou seja, ele ganha o mesmo que ganharia se tivesse aplicado capital em outra atividade.
· Monopólio
O monopólio ocorre quando apenas uma empresa fornece produtos ou serviços para seus consumidores, sem concorrência, fato que pode gerar vantagens competitivas. Essa é uma forma de mercado bastante única e que possui características que a distingue das demais formas de negócios.
O cenário monopolístico é raro, no entanto, existem casos bastante conhecidos de monopólios no Brasil. Um grande exemplo disto é a B3, empresa listada em bolsa: a B3 é responsável por intermediar operações no mercado de capitais brasileiro e atua praticamente sem concorrência. Como a B3 atua como monopólio no mercado de capitais no Brasil, cobra emolumentos, taxas e demais ônus de forma mais cara que a média.
Outro exemplo de monopólio no Brasil é a Petrobrás, empresa responsável pela extração e refino de petróleo no país. No entanto, teve algumas de suas operações privatizadas, como muitas subsidiárias responsáveis pela distribuição do combustível. 
Outro setor onde há a presença frequente de monopólios é o setor de saneamento, uma vez que empresas desse setor têm a predominância de atuação em sua região.
· Oligopólio
Para operar em um determinado mercado, um empreendedor deve estar sempre atento aos seus concorrentes. Só que muitas vezes, esse mercado é dominado por poucas empresas. Ou seja, existe um oligopólio.
O oligopólio ocorre quando um número pequeno de empresas detém parcela significativa de algum mercado. Assim, como são poucas empresas disputando o espaço pela preferência do consumido, os preços podem ser maiores do que em um mercado competitivo.
Há alguns oligopólios bastante conhecidos no Brasil. Um exemplo é o caso das companhias áreas LATAM, Gol e Azul, que dominam a oferta de voos comerciais. Outro exemplo é o setor de telefonia móvel. Nele, há poucas empresas disputando espaço por uma demanda ampla e cativa.
O oligopólio também está presente na indústria de gases industriais, com as empresas White Martins, Oximil e Air Liquide dominando o mercado.
Formação de cartel
Há a formação de cartel quando empresas no oligopólio firmam acordo de cooperação, ou seja, fazem um conluio. Assim sendo, por meio desta cooperação, há a possibilidade que cada uma delas exerça preços mais elevados e com um nível de produção reduzida. Logo, formam um cartel entre elas. E isso prejudica a economia por impedir o acesso do consumidor à livre-concorrência. O cartel no Brasil é ilegal.
Trustes 
É uma fusão de grandes empresas concorrentes diretas, que precisam se unir para conseguir se manter no negócio. É muito utilizada por grandes empresas que se vêm ameaçadas pelo crescimento de pequenas concorrentes em fase de rápido crescimento, mas também pode envolver empresas de porte maior. Essa prática causa aumento no controle sobre determinado tipo de mercado e, portanto, uma diminuição da concorrência. Um exemplo é a Sadia e a Perdigão - duas grandes empresas no setor alimentício que, na verdade, são uma empresa só.
Holding
É o fato de uma empresa maior controlar outras empresas subsidiárias, que não são necessariamente concorrentes e nem detém a maior parte do mercado. Em muitos casos, as holdings formam conglomerados compostos por inúmeras empresas dos mais diversos segmentos.
· Concorrência Monopolística
É a mais comum de ser encontrada. Ela é uma forma de mercado que mescla situações de um mercado competitivo com situações de um monopólio. 
Na concorrência monopolística, as firmas competem entre si com produtos similares, mas não idênticos. Dessa forma, os produtos vendidos podem ser considerados substitutos, mas não são substitutos perfeitos. O principal elemento de competição perfeita presente na concorrência monopolista é a livre entrada de firmas. O setor pode a todo momento se tornar mais competitivo. Assim, há uma disputa de preço pelas empresas, que buscam obter a preferência do consumidor.
Já o elemento de monopólio presente na competição monopolista se dá, pois as firmas se deparam com uma demanda negativamente inclinadas pelos seus produtos, e não horizontal como no mercado competitivo. Em um mercado competitivo qualquer empresa que cobrar acima do preço de mercado não irá vender sequer uma unidade. Já na concorrência monopolista, como os produtos são similares, mas não idênticos, algumas empresas podem conseguir vender os seus produtos por maiores preços.
A concorrência monopolística é ineficiente?
O vendedor típico em uma praça de alimentação ou o posto de gasolina na estrada não são grandes o suficiente para fazer uso máximo das possibilidades existentes de reduzir o custo. Assim, o custo do produto total da indústria não é minimizado no caso do mercado em concorrência monopolística. Algumas pessoas argumentam que, em virtude de cada empresa que atua na concorrência monopolística ter capacidade excedente (produzir aquém da quantidade que minimizaria seu custo médio total), as indústrias nessa estrutura de mercado são ineficientes.
O competidor monopolista pode cobrar um preço acima do que seria praticado em concorrência perfeita, uma vez que ele detém certo poder de mercado. Sendo assim, algumas pessoas que estão dispostas a pagar, por exemplo, por uma pizza tanto quanto custa produzi-la, estão impedidas de fazê-lo.
Argumenta-se que a concorrência monopolística está sujeita a mais um tipo de ineficiência: a de que o excesso de capacidade de cada concorrente monopolista implica uma duplicação que é um desperdício: as indústrias em concorrência monopolística oferecem um excesso de variedade. De acordo com esse argumento, seria melhor que houvesse apenas dois ou três vendedores em uma praça de alimentação, por exemplo, e não dez ou onze. Se houvesse uma quantidade menor de variedades, cada um teria custos totais médios mais baixos e poderia oferecer alimentos mais baratos. 
A concorrência monopolística, de fato, causa a ineficiência? Não necessariamente. É verdade que se existissem menos postos de gasolina na rodovia, cada posto venderia mais gasolina, e assim teria custo menor por galão. Mas haveria uma desvantagem: os motoristas não teriam tanto conforto, pois os postos seriam mais distantes uns dos outros. O ponto é que a diversidade de produtos oferecidos em uma indústria em concorrência monopolística é em si mesmo benéfica para os consumidores. Assim, o preço mais alto que os consumidores pagam por causa do excesso de capacidade é, em certa medida, compensado pela maior diversidade que lhes é possibilitada. Em outras palavras, há um trade-off: mais produtores significa custo total médio mais alto, mas também maior diversidade de produto.
· Indicadores de Inflação
Podemos dizer que as três principais causas para a inflação são:
- Nível de atividade econômica muito elevado e baixa taxa de desemprego;
- Desvalorização cambial;
- Choques de oferta (especialmente energia, combustíveis e alimentos)
Regime de metas para Inflação
No Brasil, a meta para a inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao Banco Central (BC) adotar as medidas necessárias para alcançá-la. O índice de preços utilizado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta se refere à inflação acumulada no ano. 
No desenho atual do sistema, o CMN define em junho a meta para a inflação de três anos-calendário à frente. Por exemplo, em junho de 2018, o CMN definiu a meta para 2021. Esse horizonte mais longo reduz incertezas e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo.
O sistema prevê ainda um intervalo de tolerância, também definido pelo CMN. Nos últimos anos, o CMN tem definido um intervalo de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima e para baixo. Por exemplo, no caso de 2020, a meta é de 4,00% e o intervalo é de 2,50% a 5,50%. Se a inflação ao final do ano se situar fora do intervalo de tolerância, o presidente do BC tem de divulgar publicamente