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Liderança e Formação de Equipes /
Novos tempos, novas organizações, novos líderes
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A evolução histórica das empresas e do trabalho
Ao longo da história ocorrem transformações agudas que rearranjam toda a sociedade.  Em pouco tempo tudo muda, e as pessoas não conseguem nem mesmo imaginar como viviam seus antepassados. Gente que antes mal conhecia o rádio hoje assiste, ao vivo, a final da Copa do Mundo, fala com o mundo todo pelo celular, comunica-se por e-mail, invade e é invadido em sua privacidade pelas redes sociais, pesquisa via internet, recebe milhões de notícias e informações. 
Vivemos em um tempo de grandes mudanças, só que desta vez não é apenas na sociedade, mas principalmente nas organizações. A tecnologia, a informática, a eletrônica e as comunicações são os gatilhos dessa transformação, criam descontinuidades e provocam avanços sem volta, definindo novos paradigmas. A tecnologia da informação e da comunicação integra a maior parte da sociedade economicamente relevante, revolucionando a forma de fazer negócios e liderar pessoas. 
Tal como previsto em 1971, por Marshall McLuham, o mundo se transformou em uma aldeia global.
O mundo mudou não só por rupturas tecnológicas, mas também por alterações sociais. O movimento feminista com a liderança de Betty Friedan levou as mulheres, em passeata, a queimar seus sutiãs e reivindicar igualdade de direitos e oportunidades, virando de ponta-cabeça a estrutura da sociedade.  Apenas alguns anos antes havia sido criada a primeira pílula anticoncepcional. A pílula permitiu que as mulheres pudessem planejar e controlar suas vidas e criou condições para que entrassem fortemente no mercado de trabalho. A população economicamente ativa (PEA) passou de uma proporcão de 70% masculina e 30% feminina para um equilíbrio natural de 50%/50%. Essa crescente entrada das mulheres no mercado, de forma mais rápida do que a criação de novas oportunidades de trabalho determinou importantes consequências e, sobretudo a necessidade de novos produtos e serviços que atendessem à recém-criada nova estrutura familiar, na qual marido e mulher permaneciam fora do lar o dia inteiro, trabalhando. 
O importante é que, considerando todo o conjunto das possíveis causas, ficava claro que era o início da formação de toda uma nova estrutura social, política, econômica e governamental.
Grandes mudanças. A era do conhecimento.
Como consequência, o que dava certo antes já não funciona mais. Antigas boas ideias, que criaram grandes empresas e líderes de mercado, já não vendem tanto. Grandes companhias como GM, AT&T, Fiat, IBM, Kodak, Blocbuster etc., que já foram detentoras de maioria absoluta no seu mercado, hoje não têm mais essa liderança
Em paralelo um novo modelo foi criado pela evolução da eletrônica, informática e telecomunicações. É a sociedade do conhecimento, onde a inovação, a informação e o próprio conhecimento tornam-se até mais importantes que o capital financeiro. O maior patrimônio de uma empresa é a sua base de conhecimento, embora os tradicionais sistemas de registros contábeis ainda não estejam preparados para essa nova necessidade. Em nenhuma linha de balanço aparece o valor do conhecimento, da liderança, das pessoas, dos métodos, dos sistemas e nem mesmo das marcas. O conhecimento é o primeiro “artigo” na história econômica que se produz, é vendido e entregue, mas o “dono” continua com a posse dele. Isto garante e amplifica o conceito da valorização do indivíduo, pois conhecimento é gente, enquanto competência é o conhecimento aplicado. 
O trabalhador do conhecimento é, finalmente, o dono dos seus meios de produção e do produto do seu trabalho. Ele tem características próprias: faz seus horários e controla sua produção, sem estar subordinado a alguém que fiscalize seu trabalho; cuida do autodesenvolvimento e estabelece prioridades para a carreira, definindo os pontos que precisam ser fortalecidos. Isso tudo é radicalmente novo e muda completamente a forma de organizar e liderar as pessoas. Não se consegue mais impor a antiga forma de gestão por números, métricas, valores e prazos, através de estruturas hierárquicas, predefinidas, departamentalizadas. Hoje, existe dificuldade para estabelecer uma relação direta entre desempenho e produtividade de um indivíduo e o volume de sua produção, pois é o próprio trabalhador do conhecimento que define a velocidade e a produtividade dos seus meios de produção.  Essa situação provoca uma inadequação dos sistemas clássicos de liderança, avaliação e remuneração. O novo modelo demanda o uso do conhecimento e da inteligência, enquanto no modelo anterior se consumia braços, pernas e boa capacidade de adaptação às regras. 
Esses novos tempos pedem uma nova organização das pessoas e, portanto, novos líderes. É um mundo de alta especialização. Não se aplica mais o conceito básico de subordinação. Os trabalhadores do conhecimento sabem mais do que seus chefes. Não existe mais aquela estrutura clássica de subordinação, em que as pessoas eram organizadas por hierarquia, em funções. As empresas copiavam a forma de organização dos exércitos ou das igrejas. No exército, a hierarquia impõe a subordinação: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, ou é eliminado da estrutura. Nas igrejas, a competência garante a subordinação. Em tese, os superiores foram promovidos porque eram melhores e sabiam mais. O cardeal havia sido bispo e o bispo foi padre. Sabem o que e o como um bom padre deve fazer e, portanto podem impor regras e formas de atuação. Hoje nada disso é mais verdade: a terceirização por especialização, as joint ventures, as parcerias, o outsourcing, etc. acabam obrigando o gerenciamento sem comando. As empresas se organizam por especialidades, por conhecimento, focadas na sua atividade-fim, contratando especialistas para as atividades que elas conhecem menos. O chefe à moda antiga morreu.
A nova estrutura organizacional precisa incorporar essa flexibilidade e especialização. A organização mais adequada é a de uma orquestra sinfônica, na qual o líder torna-se um maestro, para liderar especialistas, definir e transmitir sua visão, fixar metas, mobilizar e incentivar. Mandar nunca mais. Ele não é o melhor músico nem o melhor violinista ou o virtuose do piano. O líder já não impõe o poder. Só quem aplica o conhecimento tem o poder. Liderar é influenciar e mobilizar as pessoas, para que desenvolvam motivação para fazer o que deve ser feito, com vontade e o máximo de seu potencial, para atingir os objetivos compartilhados fixados.
Mudanças e produtividade 
As empresas se reestruturam pela necessidade de sobrevivência e, na maioria dos casos, por uma busca de aumento de produtividade e rentabilidade. Esses ganhos de produtividade se configuram por; maior volume de vendas, maior participação de mercado, maior rentabilidade e lucratividade, ou evitarão da obsolescência. Essa maior produtividade pode ser buscada por uma maior produtividade pessoal, individual, por uma adequada escolha de vida e carreira, por uma correta adequação das pessoas no grupo em equipes de alto desempenho. Finalmente a empresa pode buscar mais produtividade revisando sua teoria do negócio, sua estrutura, seu posicionamento de mercado, suas prioridades e suas estruturas de decisões.
 
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Novos tempos, novas organizações, novos líderes
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Qual a estrutura organizacional mais adequada para esses novos tempos e para as sociedades do conhecimento?
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A nova estrutura precisa estar apoiada nos conceitos de subordinação e comando.
b
A nova estrutura precisa ser frouxa e estar baseada na autogestão.
c
A nova estrutura é baseada nas estruturas clássicas dos exércitos e das igrejas.
d
A nova estrutura precisa incorporar flexibilidade e especialização. A organização mais adequada é a de uma orquestra sinfônica.
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Todas as respostas anterior
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Novos tempos, novas organizações, novos líderes
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O que caracteriza a relação entre o trabalhador do conhecimento e a empresa?
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O novo trabalhador do conhecimento