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Estudos Argumentação no Brasil

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Revisão
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Diagramação e Capa
Victor Hugo Rocha Silva
Foto de Capa
Sam Moqadam
Eduardo Lopes Piris
Maria das Graças Soares Rodrigues
(Organizadores)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coordenadoria de Processos Técnicos 
Catalogação da Publicação na Fonte. UFRN / Biblioteca Central Zila Mamede 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaborado por: Jackeline dos S.P.S. Maia Cavalcanti – CRB-15/317 
Estudos sobre argumentação no Brasil hoje [recurso eletrônico] : modelos teóricos 
e analíticos / Eduardo Lopes Piris, Maria das Graças Soares Rodrigues 
(organizadores). – Natal, RN : EDUFRN, 2020. 
 351 p. : il. PDF ; 7995 Kb. 
 
 
 
 Modo de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/1/6222 
 ISBN 978-65-5569-072-9 
 
 
1. Retórica. 2. Oratória. 3. Argumentação. I. Piris, Eduardo Lopes. 
II. Rodrigues, Maria das Graças Soares. 
 
 
 
 CDD 808 
RN/UF/BCZM 2020/40 CDU 808 
Esta publicação foi aprovada pelo Conselho Editorial da EDUFRN, a partir da avaliação 
de pareceristas ad hoc, conforme Edital nº 2/2019-PPG/EDUFRN/SEDIS, para a 
linha editorial Técnico-científica.
APRESENTAÇÃO 
Eduardo Lopes Piris
Maria das Graças Soares Rodrigues 
Estudos sobre argumentação no Brasil hoje: modelos teóricos e ana-
líticos é a primeira obra coletiva do GT Argumentação e tem 
por objetivo apresentar um panorama atual dos estudos sobre 
argumentação no País em 2020.
O GT Argumentação foi constituído em 2017 no âmbito dos 
Grupos de Trabalho da Associação Nacional de Pós-Graduação 
e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL), contando com as 
linhas de pesquisa (1) Argumentação no discurso e no texto e (2) 
Argumentação e Ensino, nas quais se distribuem professoras e 
professores que orientam pesquisas de mestrado e doutorado em 
Programas de Pós-Graduação presentes nos distintos estados da 
federação, a saber: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, 
Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do 
Norte, São Paulo e Sergipe.
O GT Argumentação objetiva catalisar e impulsionar 
os estudos teórico-analíticos e aplicados em torno da argu-
mentação, promovendo a interação e a colaboração entre 
pesquisadoras e pesquisadores da área de conhecimento de 
Letras e Linguística interessadas/os em produzir reflexões 
fundamentadas tanto nas inúmeras perspectivas teóricas dos 
estudos retóricos, argumentativos, discursivos e textuais quanto 
nas distintas perspectivas aplicadas ao ensino.
A expectativa é que outras representatividades mais 
possam vir a se somar aos esforços até então empreendidos 
pela atual formação do GT Argumentação, de modo que esse 
panorama possa se expandir e oferecer futuramente uma 
visão mais ampla a respeito deste campo de investigação – o da 
Argumentação – que se busca consolidar no Brasil. Assim, espe-
ra-se que seja possível incluir disciplinas sobre argumentação 
em mais cursos de pós-graduação e também na graduação em 
Letras, bem como na formação inicial e continuada de profes-
sores de língua portuguesa e língua estrangeira moderna, para, 
então, difundir a argumentação na educação básica brasileira.
Como é possível notar, a constituição heterogênea do GT 
Argumentação, a diversidade de instituições representadas, a 
abrangência geográfica e a pluralidade de perspectivas teóricas 
e de objetos de análise estão refletidas na organização desta 
obra coletiva que ora vem a público.
No primeiro artigo, “Estudos da argumentação no século 
XX: história, desdobramentos e rupturas”, Débora Massmann 
oferece uma leitura dos diferentes sentidos de “argumenta-
ção” produzidos e postos a circular no século XX por meio 
das obras basilares de Toulmin, The uses of argument, e de 
Perelman e Olbrechts-Tyteca, Le traité de l’argumentation - La 
nouvelle Rhétorique, publicadas em 1958, e do influente trabalho 
de Anscombre e Ducrot, Argumentation Dans la Langue, de 1983.
Os artigos que se seguem afiguram-se como exemplos 
de quão produtivas são essas três obras basilares do campo 
de investigação da Argumentação. Desse modo, passamos a 
apresentar os demais textos desta obra em blocos temáticos. O 
primeiro é composto por trabalhos que representam os diversos 
desdobramentos contemporâneos das visões perelmaniana e 
toulminiana da argumentação; o segundo mostra como essas 
perspectivas argumentativas podem ser aplicadas ao ensino 
escolar; o terceiro reúne textos dedicados à dimensão discursiva 
da argumentação; o quarto e último engloba artigos filiados, cada 
um à sua maneira, à perspectiva linguística da argumentação.
Assim, abrindo o primeiro bloco, Luiz Antonio Ferreira 
e Ana Cristina Carmelino, em “Humor na rede: retórica e polê-
mica”, apresentam uma análise argumentativa apoiada nos 
pressupostos teóricos de autores como Perelman e Olbrechts-
Tyteca, Angenot, Amossy, entre outros, para caracterizar a 
dimensão polêmica da argumentação no discurso de humor 
que circula em meios digitais.
Na sequência, em “A interação entre os argumentos na Nova 
Retórica: análise de um pronunciamento parlamentar”, Eduardo 
Lopes Piris discute a interação entre os argumentos, focalizando 
a relação entre a regra de justiça e a argumentação pelo exemplo 
e pela autoridade por meio da análise do pronunciamento do 
então deputado federal Mário Covas Júnior realizado na sessão 
parlamentar que antecedeu a promulgação do Ato Institucional 
n. 5 pelo regime militar em 13 de dezembro de 1968.
Em “Posicionamento epistêmico e argumentação: articu-
lações entre evidencialidade, modalidade epistêmica e provas 
retóricas”, Paulo Roberto Gonçalves-Segundo mobiliza os layouts 
de configuração funcional de movimentos argumentativos 
de Toulmin para abranger a argumentação epistêmica e de 
Fairclough e Fairclough visando compreender a argumentação 
prática, bem como explora o aspecto comunicativo-discursivo 
da argumentação, de Amossy, para a discussão do ethos e do 
pathos, a fim de abordar o papel retórico da construção do 
posicionamento epistêmico em textos de visada argumentativa, 
especificamente dois editoriais publicados pela Folha de S.Paulo, 
entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, respectivamente 
sobre o plano de reorganização escolar proposto pelo governo 
do Estado de São Paulo e o movimento de ocupação de escolas 
por secundaristas que emergiu em resistência a essa proposta. 
Fechando o primeiro bloco de artigos, Rubens Damasceno-
Morais, em “Dialogando com a perspectiva dialogal da argumen-
tação”, apresenta sua reflexão acerca da gestão do (des)acordo 
e de estratégias retóricas de posicionamento, em situações de 
estase argumentativa,

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