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Módulo de urgências e emergências

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Módulo de urgências e emergências 
Avaliação primária no trauma: ABCDE
1º passo avaliação das vias aérea das vias aéreas (A de ayirway)
· Manutenção das vias aéreas e controle cervicais 
· Elevação do mento (chin lift)
· Tração da mandíbula (jaw thrust)
· Estabilização da coluna cervical
· Uso de cânula nosso ou orofaríngea 
· Vias aérea definitiva (traqueostomia/cricotireodostomia)
2º passo: avaliação e manutenção da respiração e mecânica ventilatória (B breathing)
· Exposição do tórax (ver, ouvir e sentir)
· Auscultação: fluxo de ar nos pulmões
· Percussão
Sinais de alerta: estridor (chiado ao respirar), cianose, taquipneia (respiração muito rápida, retração intercostal e uso da musculatura acessória (esforço para respirar)
3º passo: manutenção da circulação e controle da hemorragia (C circulation)
· Hemorragias
· Nível de consciência 
· Cor da pele
· Pulso
· Pressão arterial
4º passo: avaliação do estado neurológico (D dysfunction)
· Escala de coma de Glasgow (avalia as funções ocular, vertebral e motora)
Abaixo de oito entuba 
 
· Avaliação pupilar
· Sinais de fratura de base do crânio (otorreia, rinorreia, sinal de batte, sinais/ olhos de guaxinim (equimose ao redor dos olhos
4º passo: exposição do paciente e controle térmico (E exposure)
· Despir o paciente por completo
· Avaliar e investigar lesões pelo corpo
· Aquecer o paciente (cobertor térmico ou solução aquecida
Alteração da consciência: sincope 
Sincope= desmaio
É a perda da consciência transitória e abrupta associada a inabilidade de manter um tônus postural
Lipotimia: perda da força muscular sem a perda da consciência
Avaliação da frequência respiratória 
	 Idade
	Frequência respiratória
	Recém nascidos
	40 a 45
	Lactantes
	25 a 35
	Adolescentes
	18 a 35
	Adultos 
	16 a 20
Sincope neuromediada: pacientes com grandes hemorragias, estresse e medo
Hipotensão ortostática: hipotensão postural, queda abrupta da pressão quando se assume a posição ortostática.
Sincope cardíaca: bradicardias, taquicardias, doenças cardíacas estrutural.
Sincope vasodepressora: é a mais comum e é casada pela a liberação inadequada de O2 para o cérebro.
O estresse do paciente faz com que ocorra a liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) com isso diminui a resistência periférica (RVP), aumenta o fluxo sanguíneo para músculos esqueléticos periféricos diminuindo o volume sanguíneo que retorna ao coração> diminui a quantidade de sangue circulante> cai a PA > diminui o fluxo sanguíneo cerebral.
	Sintomas/sinais 
	- Palidez nas mucosas
- Precedido por sensação de tontura e fraqueza
- Bradicardia e palpitações
- Calor, náuseas
	Tratamento 
	- Posicionar o paciente (supina com perna levemente elevada).
- Administrar oxigênio 
- Controle dos sinais vitais
- Estimulantes respiratórios
Protocolo P > C-A-B > D
P: posição supina (manobra detrendelenburg)
C: circulação 
A: vias aéreas, eleva o mento 
B: respiração 
D: tratamento definitivo (administra O2, monitora os sinais vitais, procedimentos adicionais como afrouxamento de roupas restritivas, uso de estimulantes respiratórios, atropina para bradicardia, ingestão de carboidratos.
Anamnese:
· Condições pré-existentes
· Ansiedade/ medo/ estresse
· Alimentação
Na ausência de condições pré existentes vamos considerar estresse, medo, ansiedade ou obstruções das vias aéreas superiores
Perda de consciência 
“falta de resposta ao estimulo sensorial”
· Situação emergencial mais comum relatada
· Sendo a sincope vasodepressora a forma mais comum
Possui diversas causas:
1. Liberação inadequada de 02 para o cérebro, sendo essa a causa mais comum
2. Deficiências metabólicas sistêmicas ou locais
3. Efeitos diretos ou reflexos no sistema nervoso
4. Mecanismos psiquiátricos 
Principais causas de perda de consciência 
1. Sincope vasodepressora
2. Administração ou ingestão de medicamento
3. Hipotensão ortostática 
4. Epilepsia
5. Reação hipoglicemica
São raras:
6. Insuficiência adrenal aguda
7. Reação alérgica aguda
8. Infarto agudo do miocárdio
9. Acidente cerebrovascular
10. Reação hiperglicêmica 
11. Hiperventilação
Causas neurogênicas 
· Apneia 
· Doença do seio carotídeo
· Sincope vaso vagal
· Sincope vasodepressora
· Hipotensão ortostática 
· Neuralgia glossofaríngea
· Convulsões 
Causas vasculares
· Doença cerebrovascular
· Sincope tussigena
· Acidente cerebrovascular
· Embolismo pulmonar
· Síndromes do arco da carótida 
Endocrinopatias
· Hipoglicemia
· Crise de addison 
· Feocromocitoma
· Hipotireoidismo
Problemas psicogênicos (causas cadiogênicas) 
· Doença da válvula cárdica
· Disritmia
· Infarto do miocárdio
· Certas anomalias cardíacas congênitas 
· Cardiomepatia hipertrófica
· Síndrome do marca passo
Distúrbios de oxigenação
· Anemia
· Exposição a altitudes elevadas
· Barotrauma
· Doença da descompressão
· Exposição a toxinas e medicamentos 
Crise hipertensiva: controlar os sinais vitais administrar captopril/ nifedipina 
Crise asmática: administrar 02 e brocodilatadores inalatórios.
Hipoglicemia: administrar carboidrato oral
Hipersensibilidade: anti-histamínicos ou adrenalina 
Obstrutiva aguda: manobra de Heimlich e administrar 02
Hipotensão postural ou ortostática
· É a queda abrupta da PA quando se assume a posição ortostática
Quando estamos deitados e ao levantar repentinamente e sentimos tontura
Queda de pelo menos:
- 20 mmHg na PA sistólica 
- 10 mmHg na PA diastólica
- Dentro de 3 minutos em posição ortostática
Isso ocorre pela a falha do reflexo dos baroceptores em aumentar a resistência vascular periférica em resposta às mudanças de posição do paciente.
O uso de anti-hipertensivos/ diuréticos aumenta os efeitos hipotensivos e produzem hipotensão ortostática, além de diminuírem a perfusão cerebral adequada podendo evoluir para uma sincope 
Medicamentos que podem causar hipotensão ortostática
· Os indicados para controle do medo / ansiedade
· Oxido nitroso/ oxigênio
· Diazepam IV
· Midazolan IV, IM, IN
· Meperdina e fentanil e seus congêneres 
· Anti-hipertensivos- principalmente os que são administrados por via parenteral, os vasodilatores, antagonistas dos receptores alfa adrenérgicos, antagonistas dos receptores beta adrenérgicos, agonistas dos receptores alfa adrenérgicos centrais 
· Antidepressivos cíclicos
· Fenotiazinas 
Causas mais comuns
· Administração e injeção de fármacos *
· Período prolongado de decúbito ou convalescença
· Reflexos posturais inadequados
· Gravidez em estágio avançado
· Idade avançada
· Defeitos venosos nas pernas
· Recuperação após simpatectomia para hipertensão
· Doença e addison 
· Exaustão física e fome prolongada
· Hipotensão postural crônica 
Síndrome da hiperventilação
· Ventilação em excesso em relação aquele necessária
· Aumento na frequência respiratória ou na profundidade das respirações
· É frequente no consultório por medo ou ansiedade estrema 
· Pode ser por dor, acidose metabólica, intoxicação por medicamentos, hipercapnia, cirrose e desordens do SNC
· Geralmente o paciente se mantém consciente 
Sintomas:
· Aperto no peito
· Sensação de sufocamento
· Aumento da frequência respiratória 
· Palpitações desconforto precordial
· Desconforto epigástrico
· Globis histericus (sensação de alguma coisa na garganta atrapalhando a respiração)
· São episódios geralmente curtos, podendo ser longo e frequente podendo ter contrações musculares, cãibras, convulsões e até sincope 
Fisiopatologia
A adrenalina/ noradrenalina > aumenta as trocas de O2 e CO2 nos pulmões > vasoconstrição cerebral > aumenta o PH > reduz o cálcio > podendo gerar parestesia, cãibras, convulsões
O que fazer?
· Colocar o paciente sentado, fazendo respirar dentro de um saco plástico ou fazer uma concha com as mãos, administrar benzodiazepínicos 
· Remoção de todo o material da boca e acalmar o paciente 
· Não dar oxigênio 
Convulsão
“alteração temporária na função cerebral atividade paroxística excessiva dos neurônios cerebrais, inicio abrupto dos sintomas motores, sensoriais ou psíquicos “
Manifestação clinica
· Função visceral alterada
· Fenômenos sensoriais, olfatórios,