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RESUMO SINTETIZADO DE FILOSOFIA

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RESUMO SINTETIZADO DE FILOSOFIA 
Socráticos 
Este conjunto de autores leva este nome em razão do alinhamento de sua filosofia com 
a de Sócrates, responsável por uma completa mudança nos temas debatidos até então. 
Antes de Sócrates a principal questão era cosmológica e metafísica – como surgiu o 
mundo, as leis da natureza etc., após, passa a se debater o homem e suas relações sociais 
(justiça, política, ética, etc). 
SÓCRATES: A filosofia de Sócrates encontra-se em forte oposição com os 
ensinamentos dos Sofistas, para quem não havia conhecimento objetivo e não se era 
possível chegar até a verdade ou a essência das coisas – uma verdadeira relativização do 
conhecimento, sob o argumento de que a boa retórica poderia sustentar e convencer 
qualquer pessoa sobre qualquer ponto. Nesse sentido, Sócrates posiciona-se contra tal 
afirmativa, defendendo a possibilidade de se conhecer a essência das coisas. Para tanto, 
cria o chamado método socrático, por meio do qual o filósofo deve conversar com as 
pessoas e, por meio da contradição das ideias e constatação dos preconceitos imbuídos 
pela vida social (maiêutica) e da ironia, a pessoa passa a pensar por si mesma e não mais 
abraçar os conceitos equivocados aos quais antes aderia. 
PLATÃO: Platão, em sua obra A República, trabalha a ideia de justiça e política na 
Pólis grega. O faz traçando uma comparação entre a alma (cujas partes precisam estar 
“funcionando” conforme as virtudes) e uma cidade ideal, na qual cada indivíduo exerce 
suas atividades conforme sua aptidão. Para tanto, propõe o método de educação 
chamado Paideia (7-30 anos) no qual verifica-se as aptidões das pessoas. Algumas serão 
1) produtores; 2) guerreiros 3) filósofos. Por estes últimos desenvolverem mais as suas 
habilidades racionais, deveriam, portanto, governar a Pólis, cunhando a expressão 
Filósofo-Rei. 
JUSTIÇA NA ALMA = HARMONIA ENTRA AS 3 PARTES DA ALMA: 
RACIONAL, APETITIVA E IMPETUOSA 
A justiça na alma humana deve se originar do mesmo modo que se origina na cidade – 
ou seja, por meio do pleno funcionamento de todas as suas partes ordenada pela 
racionalidade. 
ARISTÓTELES: Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles complementa sua teoria 
política (na qual política é a arte de bem governar a Pólis) com sua teoria ética, a qual 
apresenta um caminho para o pleno desenvolvimento e a boa vida em sociedade. Para 
Aristóteles, todas as ações humanas possuem uma finalidade, isto é, a eudaimonia, 
traduzida como a felicidade ou o sumo bem. Para se chegar até essa, é preciso seguir o 
caminho das Virtudes, entendidas como o meio termo ou a mediana entre dois vícios 
(de excesso e de insuficiência). Fala o autor ainda do hábito virtuoso e exercício da 
razão, ou seja, as virtudes são aprendidas por meio do hábito, da repetição. ser 
moderado com minhas paixões = ser virtuoso E ser moderado nas minhas ações com o 
outro = justiça. 
PERSEGUIR A VIRTUDE = PERSEGUIR O MEIO TERMO / MEDIANIA 
ENTRE 
DOIS VICIOS (DEMAIS E DE MENOS). -> AGIR BUSCANDO O MEIO 
TERMO. 
É uma escolha racional pelo ponto mediano entre dois vícios. 
Dentre as virtudes, A JUSTIÇA é a mais elevada, POIS SE ESTENDE AO 
– excelência moral. PRÓXIMO 
Exemplos: ser corajoso para se defender = virtude para si; ser corajoso para defender 
outro = a ação é além de virtuosa, JUSTA.
Justiça: 
Justiça LATO SENSU: princípio geral que possibilita a convivência social. É a ideia de 
seguir a lei. 
Justiça STRICTO SENSU: refere-se apenas a determinadas ações que estão previstas 
pela lei. Esta divide-se em duas: 
Justiça distributiva: ESFERA PÚBLICA (DISTRIBUIÇÃO DE HONRARIAS ETC 
BENS COMUNS). As pessoas consideradas iguais recebem quantidades iguais das 
coisas a serem repartidas. As pessoas consideradas desiguais recebem porções desiguais 
das mesmas coisas. Assim, constitui ato justo tratar igualmente as pessoas iguais e, 
também, justo tratar desigualmente pessoas desiguais. (ex: é justo um filho receber mais 
mesada que outro caso tenha feito tarefas). 
IGUALDADE DE RAZÕES – RAZÕES PROPORCIONAIS AO MÉRITO. 
Justiça comutativa: esfera privada. 
As pessoas são tratadas conforme o princípio da igualdade no sentido absoluto da 
palavra. 
Na busca da correção da perda em relação ao ganho, a justiça comutativa não se 
preocupa com a qualidade das pessoas em questão, mas sim com o dano causado. 
Ideia de um para um. Ex: se furtou alguém, devolver na igual medida. Lógica de 
IGUALDADE ABOSLUTA: 1 POR 1. 
Justiça política = melhor forma de organizar uma cidade / fazer ela funcionar bem -> 
todos serem felizes. 
EQUIDADE: virtude de perceber a necessidade de se buscar uma solução adequada ao 
caso concreto que não esta na lei -> preencher lacunas. 
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IDADE MÉDIA 
SANTO AGOSTINHO: Obra: Cidade de Deus 
Ótica cristã da visão de Platão, quer dizer, na existência de um mundo ideal e um 
mundo sensível. Para Agostinho, fala-se do Mundo de Deus, o qual é perfeito; e mundo 
dos homens, sendo este imperfeito. 
Cidade do homem é marcada pelos pecados, imperfeições etc. A Lei do Homem é 
FALHA. 
Toda a Filosofia de Agostinho é marcada por uma dicotomia O QUE É x O QUE 
DEVE SER. 
 Lei do homem deve tentar se aproximar da lei divina. 
SÃO TOMAS DE AQUINO: 
Ótica cristã das ideias de Aristóteles: há uma justiça universal estabelecida por Deus 
(em Aristóteles era a justiça natural). 
Lei Eterna – lei de Deus, perfeita. 
Lei Natural – origina-se no direito natural (não é positivada); nasce da essência do 
homem; cuida-se de fazer o bem (só se sabe parte dessa lei). 
Lei Divina Lei Humana – lei natural positivada; seguir o justo. 
Justiça é considerada a virtude suprema, já o Direito procura realizar a justiça. O 
Direito não se limita em ser apenas lei, ele é mais do que isso. 
Tomás de Aquino utiliza as mesmas concepções de justiça Aristotélicas. Pode-se 
reduzir a ideia do “dar a cada um o que é seu”. 
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MAQUIAVEL 
Importante conhecer o contexto da península itálica à época do autor: – cidades estado 
ricas, porém a Itália era fraca politicamente frente outras nações unificadas. 
Maquiavel escreve O Príncipe para “ensinar” ao monarca como governar e como 
permanecer no poder. 
É um livro que “rompe” com o modelo teocrático até então vigente, pois separa a 
política da moral. Trata-se, portanto, do primeiro ensaio sobre REALISMO 
POLÍTICO, isto é, é um livro baseado em dados empíricos coletados pelo autor, não 
em questões metafísicas (como a República de Platão). 
“Guia” sobre como um governante deve agir para se manter no poder. “Os fins 
justificam os meios”. 
O governante precisa ter duas características: 
Virtú (inteligência, sagacidade) e Fortuna (oportunismo; saber como se portar mesmo 
na adversidade). 
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CONTRATUALISTAS 
Os autores a seguir analisados (Hobbes, Locke e Rousseau) buscam explicar o 
surgimento da entidade estatal ou, mais precisamente, o motivo dos homens abrirem 
mão de parte de sua liberdade, conferindo poderes a um grupo seleto de indivíduos – 
quer dizer, analisam o surgimento dos Estados e as relações de poder. 
HOBBES 
Estado de Natureza → todos os homens são maus → guerra de todos contra todos → 
insegurança e medo; 
CONTRATO SOCIAL → Estado → cria mecanismos para proteger o direito à vida = 
TRANSFERÊNCIA DE DIREITOS. 
ESTADO ABSOLUTISTA → poder centralizado; Estado FORTE para não voltar ao 
Estado de Natureza; 
LOCKE 
Estado de natureza também é o ponto de partida, mas diferente do modelo hobbesiano, 
para Locke o homem tende a ser bom e viver bem. 
Existem alguns direitos no Estado de natureza, a saber: - vida, propriedade e a punir → 
há leis da natureza e de deus. 
O trabalho era o critério para a propriedade de terras. Eventualmente poderia haver 
disputas,