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RESUMO SINTETIZADO DE FILOSOFIA

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dar continuidade à história. Em outras palavras, a decisão não pode ser o resultado 
de subjetivismos dos intérpretes, mas sim apresentar coerência e apresentarem 
justificações principiológicas. 
3) Juiz Hércules: Dworkin cria um juiz imaginário, inspirado na mitologia do Hércules, 
como uma espécie de modelo a ser seguido pelos juízes na tarefa de decidir questões 
jurídicas. 
4) Diferença entre Regras e princípios 
Regras: 1) mandado de determinação (fechado). 2) aplicadas ao modelo do tudo ou 
nada (ou é valida ou é inválida) – subsunção. 3) é possível numerar todas as exceções de 
uma regra (que já vem previstas na própria regra – ex: legítima defesa). 4) relação SE, 
ENTÃO – se há algo previsto, há uma consequência. 
Princípios: 
1) mandado de otimização (aplicar ao máximo possível). 2) aplicados na dimensão do 
peso/importância – prevalecem em detrimento a outro em alguns casos – logo, não são 
mais importantes só naquele caso. 3) Aplicam-se por ponderação. 4) Um princípio não é 
exceção a outro. 
Ponderação de princípios – ADPF 130 
PONDERAÇÃO DIRETAMENTE CONSTITUCIONAL ENTRE BLOCOS DE BENS 
DE PERSONALIDADE: O BLOCO DOS DIREITOS QUE DÃO CONTEÚDO À LIBERDADE DE 
IMPRENSA E O BLOCO DOS DIREITOS À IMAGEM, HONRA, INTIMIDADE E VIDA PRIVADA. 
PRECEDÊNCIA DO PRIMEIRO BLOCO. INCIDÊNCIA A POSTERIORI DO SEGUNDO BLOCO 
DE DIREITOS, PARA O EFEITO DE ASSEGURAR O DIREITO DE RESPOSTA E ASSENTAR 
RESPONSABILIDADES PENAL, CIVIL E ADMINISTRATIVA, ENTRE OUTRAS 
CONSEQUÊNCIAS DO PLENO GOZO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. PECULIAR FÓRMULA 
CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO A INTERESSES PRIVADOS QUE, MESMO INCIDINDO A 
POSTERIORI, ATUA SOBRE AS CAUSAS PARA INIBIR ABUSOS POR PARTE DA IMPRENSA. 
PROPORCIONALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E RESPONSABILIDADE CIVIL 
POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A TERCEIROS. 
JOHN RAWLS 
Liberal – cada um seguir seu interesse. 
A teoria de Rawls possui influência contratualista – imagina que em determinado 
momento na formação de uma sociedade as pessoas se juntam para decidir os princípios 
básicos que irão reger a sociedade. Para que os mais fortes/inteligentes não imponham 
sua vontade sobre os mais fracos, todos devem estar “vestindo” um “Véu da 
Ignorância”, quer dizer, ninguém sabe se é ou não forte; se é ou não inteligente. Como 
ninguém sabe se é forte/fraco, por exemplo, todos, na busca de seus interesses, 
decidirão de maneira que todos se beneficiem ao máximo. Assim, os dois princípios 
básicos de uma sociedade serão: 
Princípio da Liberdade: cada pessoa deve ter um direito igual ao mais abrangente 
sistema de liberdades básicas iguais que sejam compatíveis com um sistema de 
liberdade para as outras. 
Princípio da igualdade: as desigualdades económicas e sociais devem ser distribuídas 
por forma a que, simultaneamente: a) redundem nos maiores benefícios possíveis para 
os menos beneficiados, de uma forma que seja compatível com o princípio da poupança 
justa, e b) sejam a consequência do exercício de cargos e funções abertos a todos em 
circunstâncias de igualdade equitativa de oportunidades. 
A ideia do autor consiste em impedir que pessoas sejam beneficiadas/prejudicadas pela 
LOTERIA NATURAL – quer dizer, fatores dos quais não temos culpa; fatores 
independentes da nossa vontade. Por exemplo: ninguém escolheu nascer cego, surdo, 
com alguma deficiência, etc. Essas pessoas encontram-se em uma situação de 
desvantagem social. 
Para isso, Rawls defende a adoção de políticas afirmativas que para todos tenham o 
mesmo ponto de partida na busca de seus interesses pessoais, como por exemplo no 
caso das cotas raciais. O autor reconhece que existem desigualdades, mas estas, 
portanto, precisam ser compensadas.