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PROCESSO PENAL

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à pessoa por ele indicada, garantindo-lhe, assim, a assistência da 
família. 
Essa comunicação tem por objetivo certificar familiares acerca da localização do 
preso, bem como viabilizar ao preso o apoio e a assistência da família. A 
comunicação à família ou à pessoa pelo preso indicada constitui direito subjetivo do 
flagrado. Se não for observada essa formalidade pela autoridade policial, a prisão em 
flagrante será ilegal, devendo, pois, ser relaxada. 
C) Da assistência de advogado ao preso 
Nos termos do artigo 5º, inciso LXIII, parte final, da Constituição Federal, o preso tem 
direito à assistência da família e de advogado. A presença de advogado não é 
imprescindível à lavratura do auto de prisão em flagrante. De outro lado, se o preso 
constituir/contratar advogado, não cabe, à evidência, à autoridade policial vedar a 
presença do advogado constituído nos atos que integram a lavratura do auto de prisão 
em flagrante, podendo o profissional acompanhar a oitiva do condutor, das testemunhas, 
bem como o interrogatório do flagrado. 
Se o flagrado não informar o nome do seu advogado, deverá a autoridade policial 
encaminhar, em até 24 horas, cópia integral do APF à Defensoria Pública, nos termos 
do artigo 306, § 1º, do Código de Processo Penal. 
Em síntese, a inobservância de qualquer dessas formalidades gera a ilegalidade da 
prisão em flagrante, devendo o juiz, ao receber os autos, deixar de homologar o auto 
de prisão em flagrante e determinar o relaxamento da prisão por ilegalidade formal. 
PROVIDÊNCIAS JUDICIAIS AO RECEBER O AUTO DE PRISÃO EM 
FLAGRANTE – Art. 310 do CPP 
Ao receber o Auto de Prisão em Flagrante, o Juiz deverá adotar uma das providências 
previstas na nova redação do artigo 310 do CPP: 
A) RELAXAR O FLAGRANTE 
B) CONVERTER A PRISÃO EM FLAGRANTE EM PRISÃO PREVENTIVA 
C) CONCEDER LIBERDADE PROVISÓRIA (com ou sem fiança ou medidas 
cautelares) 
Nesse sentido, num primeiro momento, o Magistrado deverá analisar o aspecto 
, , bem como formal a legalidade do auto de prisão em flagrante se há situação de 
, conforme as hipóteses do artigo 302 do CPP. Se observadas as flagrância
formalidades, o Juiz homologa; na hipótese de alguma ilegalidade, seja formal ou 
material, o Juiz deverá relaxar a prisão em flagrante. 
Num segundo momento, uma vez homologado o auto de prisão em flagrante, o Juiz 
deverá verificar a necessidade de conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva 
ou a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança e a eventual imposição de 
medida cautelar diversa. 
Em sendo legal a prisão em flagrante, o juiz deve verificar se concederá a liberdade 
provisória ou se converterá a prisão em flagrante em prisão preventiva 
GARANTIAS LEGAIS e CONSTITUCIONAIS DO PRESO: 
 COMUNICAÇÃO AO JUIZ (imediata) 
 COMUNICAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 COMUNICAÇÃO FAMÍLIA ou QUEM INDIQUE 
 ACESSO A ADVOGADO (DPE se não indicar adv.) 
A falta é ilegal. 
Convém ressaltar, por pertinente, que a prisão preventiva somente poderá ser decretada 
em substituição da prisão em flagrante se estiverem presentes os requisitos do art. 312 
do CPP. E se não for suficiente outra medida diversa da prisão, bem como se presente 
uma das hipóteses do artigo 313 do CPP. 
Assim, pela leitura do artigo 310, II, CPP, verifica-se que a prisão preventiva é a última 
ratio das medidas cautelares. Ela somente deve ser decretada quando todas as demais 
medidas cautelares se revelarem inadequadas e insuficientes para o caso concreto. Em 
outras palavras, a insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão (aquelas 
previstas no artigo 319 do CPP) passou a ser mais um requisito para o cabimento da 
prisão preventiva. 
Logo, por ser medida de caráter excepcional, o juiz somente poderá converter a 
prisão em flagrante em prisão preventiva se estiverem presentes os requisitos do 
artigo 312 e 313 do CPP. 
Em síntese: O juiz, ao receber o auto de prisão em flagrante, deverá, 
fundamentadamente, converter a prisão em flagrante em preventiva (inciso II, 
primeira parte), desde que: 
a) a prisão seja legal (inciso I); 
b) as medidas cautelares diversas da prisão se revelarem inadequadas ou insuficientes 
(inciso II, parte final); 
c) o agente não tenha praticado o fato ao amparo das causas de exclusão da ilicitude 
previstas no art. 23, do CP; 
d) estejam presentes os requisitos dos artigos 312 e 313 do CPP. 
Caso contrário, será concedida liberdade provisória (com ou sem fiança ou cautelar 
diversa da prisão).