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N001 - Ortografia

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ORTOGRAFIA 
 
ETIMOLOGIA DA PALAVRA ‘ORTOGRAFIA’. 
Mas, o que é ortografia? 
ORTOGRAFIA - do grego orthós = correta e grafia = escrita - é a parte da gramática que 
trata da escrita correta das palavras. 
 
É bom lembrarmos que a frequência do uso é que acaba nos trazendo a memorização da grafia 
correta. Mas, sempre que houver dúvida, devemos criar o hábito de consultar o dicionário. 
Existem algumas orientações que podem ser úteis e vão auxiliá-lo a empregar corretamente certas 
letras e palavras ou expressões. 
 Emprega-se a letra Z 
1. Em palavras derivadas de outras grafadas com Z. 
Ex.: fuzil - fuzilamento. 
2. Em substantivos abstratos femininos, derivados de adjetivos. 
Ex.: viúvo - viuvez/ flácido - flacidez 
3. Nas terminações –izar(verbos) e -ização(substantivos). 
Ex.: capital - capitalizar/ capitalização- eterno - eternizar/ eternização 
 
 Emprega-se a letra S 
1. Nos sufixos ês, esa, isa, osa, oso e ense. 
Ex.: japonês, japonesa, sacerdotisa, bondoso(a), amoroso(a), paranaense 
2. Em palavras derivadas de outras que têm s no fim do radical. 
Ex.: aviso – avisar, análise - analisar 
3. Em outras formas dos verbos querer e pôr (seus derivados), que têm s. 
Ex.: quis, quiseram / pus, puseram / repusesse 
4. Em palavras em que o s apresenta o som de c ou de ç. 
Ex.: secar, sedoso, sensação, extensão 
 Emprega-se a letra X 
1. Depois de ditongo . 
Ex.: trouxa, ameixa, caixa, peixe. 
2. Depois da sílaba inicial en-. 
Ex.: enxame, enxaqueca, enxurrada. 
Exceções: palavras derivadas de outras que tenham ch: 
Ex.: enchente (decheio); encharcar (de charco) 
3. Depois da sílaba me. 
Ex.: mexer, mexerico, mexilhão 
Exceção: mecha 
 Emprega-se a letra J 
1. Em palavras derivadas de outras que tenham j. 
Ex.: laranjeira (de laranja) 
2. Nas formas dos verbos terminados em jare jear. 
Ex.: esbanjei (esbanjar), festeje (festejar), gorjeia (gorjear) 
3. Em vocábulos de origem ameríndia (sobretudo tupi) ou africana. 
Ex.: maracujá, jibóia, canjica, pajé, jiló 
 Emprega-se a letra G 
1. Em vocábulos formados pelo sufixo -gem. 
Ex.: garagem, ferrugem. 
Exceção: pajem 
2. Em vocábulos terminados em ágio, égio, igío, ógio, úgio. 
Ex.: pedágio, colégio, relógio, prestígio, refúgio. 
3. Em vocábulos derivados de outros já grafados com g. 
Ex.: ungir - ungido, fingir – fingimento 
 
FORMAS E GRAFIAS DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES: 
 POR QUE / POR QUÊ / PORQUE / PORQUÊ 
 POR QUE = por (preposição) + que (advérbio interrogativo) – Usa-se em perguntas diretas e 
indiretas e equivale a “ por qual motivo ”, “ por qual razão ”. 
Ex.: Por que você me fez essa pergunta? 
Não sei por que você me perguntou isso? 
 POR QUÊ – É usado apenas em final de frases interrogativas. 
Ex.: O dinheiro não deu, por quê? 
 PORQUE – Atua como conjunção e pode ser substituída por “pois, uma vez que, já que, como, 
para que, a fim de que. ” É usado também nas respostas das frases interrogativas. 
Ex.: A devolução do dinheiro foi aceita, porque todos entraram com ações na justiça. 
 PORQUÊ – É empregado como substantivo e aparece sempre precedido de um artigo. 
Ex.: Ainda não sei o porquê dele ainda não ter dado notícias. 
 ONDE / AONDE 
 ONDE – Indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Dá-nos ideia de 
lugar fixo, estático. 
Ex.: Onde você estava ontem à noite? 
Não sei por onde devo começar. 
 AONDE 
Indica ideia de movimento (para onde se vai ou foi). 
Ex.: Aonde vocês irão com toda essa pressa? 
Quero ir aonde você for. 
 
 MAL / MAU 
 MAL 
É advérbio, significando “irregularmente, erradamente, de forma inconveniente ou desagradável ” – 
opõe-se a bem. 
Ex.: Era de se esperar que ele se comportasse mal. 
 A seleção jogou mal, mas conseguiu vencer. 
 MAU 
É adjetivo, significando “ruim, de má índole, de má qualidade ” – opõe-se a bom e apresenta a forma 
feminina má. 
Ex.: Ele não era um mau sujeito. 
 Ela tinha um coração mau. 
 
Aprofunde seus conhecimentos lendo: 
MESQUITA, Roberto Melo. Gramatica da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 1999. 
BECHARA, Evanildo. Gramática da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.