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TCC RACISMO -SER NEGRO NO BRASIL

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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI 
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS - CEJURPS 
CURSO DE DIREITO 
 
 
 
 
 
SER NEGRO NO BRASIL: A LUTA PELA INCLUSÃO ÉTNICA FRENTE 
O ORDENAMENTO JURÍDICO VIGENTE 
 
 
DAÍRA ANDRÉA DE JESUS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Itajaí (SC), 16 de outubro de 2007
 
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI 
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS - CEJURPS 
CURSO DE DIREITO 
 
 
 
 
SER NEGRO NO BRASIL: A LUTA PELA INCLUSÃO ÉTNICA FRENTE 
O ORDENAMENTO JURÍDICO VIGENTE 
 
DAÍRA ANDRÉA DE JESUS 
 
 
 
 
Monografia submetida à Universidade 
do Vale do Itajaí – UNIVALI, como 
requisito parcial à obtenção do grau de 
Bacharel em Direito. 
 
 
 
 
Orientadora: Professora Mestra Andrietta Kretz 
 
 
 
 
 
 
Itajaí (SC), 16 de outubro de 2007
 
AGRADECIMENTO 
Primeiramente, agradeço à Deus por permitir que 
tudo se tornasse realidade. 
Agradeço ao meu pai Manoel, às minhas irmãs 
Daiane e Samara e ao meu sobrinho, o pequeno 
Richard pelo apoio nessa etapa difícil e cheia de 
surpresas, além de suportarem a minha constante 
ansiedade. 
Agradeço também a professora Andrietta pelo 
incentivo e, principalmente pela tranqüilidade na 
coordenação da pesquisa jurídica. 
 
 
DEDICATÓRIA 
Indubitavelmente, dedico este trabalho à minha 
mãe Mara, pelo exemplo de caráter, luta, força e 
por uma vida cheia de dedicação e amor. 
Obrigada por carinhosamente acreditar neste 
sonho e ser o meu espelho.
 
TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE 
Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo 
aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do 
Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Direito, a Banca Examinadora e a 
Orientadora de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. 
 
Itajaí, 16 de outubro de 2007 
 
 
Daíra Andréa de Jesus 
Graduanda 
 
 
PÁGINA DE APROVAÇÃO 
A presente monografia de conclusão do Curso de Direito da Universidade do Vale 
do Itajaí – UNIVALI, elaborada pela graduanda Daíra Andréa de Jesus sob o título 
Ser negro no brasil: A luta pela inclusão étnica frente o ordenamento jurídico 
vigente, foi submetida em 05 de novembro de 2007 à banca examinadora 
composta pelos seguintes professores: Andrietta Kretz (presidente), Maury 
Roberto Viviani (examinador), Newton Cesar Pilau (examinador) e aprovada com 
a nota 10 (dez). 
 
Itajaí , 20 de novembro de 2007. 
 
 
Professora Mestra Andrietta Kretz 
Orientadora e Presidente da Banca 
 
 
Professor Mestre Antonio Augusto Lapa 
Coordenação da Monografia 
 
ROL DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
COEPIR Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial 
CRFB Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
 
ROL DE CATEGORIAS 
Rol de categorias que a Autora considera estratégicas à 
compreensão do seu trabalho, com seus respectivos conceitos operacionais. 
Ação afirmativa 
A ação afirmativa consiste numa série de medidas 
destinadas a corrigir uma forma específica de desigualdade de oportunidades 
sociais: aquela que parece estar associada a determinadas características 
biológicas (como raça e sexo) ou sociológicas (como etnia e religião), que 
marcam a identidade de certos grupos na sociedade. 1 
Constituição 
Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e 
suprema de um Estado, que contém normas referentes à estruturação do Estado, 
à formação dos poderes públicos, forma de governo e aquisição do poder de 
governar, distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos 
cidadãos.2 
Cor 
A cor corresponde à maior ou menor pigmentação da pele. 3 
 
1 SELL, Sandro César. Ação afirmativa e democracia racial: uma introdução ao debate no Brasil. 
Florianópolis: Fundação Boiteux, 2002. p. 15. 
2 MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 19 ed. São Paulo: Atlas, 2006. p. 2. 
3 PINHO, Rodrigo César Rebello. Teoria geral da Constituição e direitos fundamentais. Rio de 
Janeiro: Takano, v. 17, 2001. p. 95. 
 
Crime 
Considera-se crime a infração penal a que a lei comina 
pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativamente ou 
cumulativamente com a pena de multa (...)4 
Dignidade da pessoa humana 
A dignidade da pessoa não consiste apenas no fato de ser 
ela, diferentemente das coisas, um ser considerado e tratado como um fim em si 
e nunca como um meio para a consecução de determinado resultado. Ela resulta 
também do fato de que, pela sua vontade racional, só a pessoa vive em 
condições de autonomia, isto é, como ser capaz de guiar-se pelas leis que ele 
próprio edita.5 
Direitos fundamentais 
Direitos fundamentais são direitos do ser humano 
reconhecidos e positivados na esfera do direito constitucional positivo de 
determinado Estado.6 
Discriminação racial 
A expressão discriminação racial significará qualquer 
distinção, exclusão, restrição ou preferência baseadas em raça, cor, 
descendência ou origem racial ou étnica que tem por objetivo ou efeito anular ou 
restringir o reconhecimento, gozo ou exercício num mesmo plano (em igualdade 
 
4 Artigo 1º, da Lei de Introdução ao Código Penal (Decreto-lei nº 3.914, de 9 de dezembro de 
1941). 
5SANTORO FILHO, Antonio Carlos. Dignidade humana e Direito penal. Disponível em: 
<www.ibccrim.org.br>, 18.12.2002. Acesso em 20 jul. 2007. 
 
de condição), de direitos humanos e liberdades fundamentais no domínio político, 
econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio de sua vida.7 
Eficácia 
Poder de uma norma de produzir, no tempo e no espaço, os 
efeitos desejados.8 
Etnia 
Pode ser definida basicamente como uma comunidade 
ligada por laços raciais, lingüísticos, religiosos e culturais. O termo é muito 
confundido com a palavra raça. 
Igualdade 
O princípio da igualdade consagrado pela Constituição opera 
em dois planos distintos. De uma parte, frente ao legislador ou ao próprio 
executivo, na edição, respectivamente, de leis, atos normativos e medidas 
provisórias, impedindo que possa criar tratamentos abusivamente diferenciados a 
pessoas que se encontram em situações idênticas. Em outro plano, na 
obrigatoriedade ao intérprete, basicamente, a autoridade pública, de aplicar a lei e 
atos normativos de maneira igualitária, sem estabelecimento. 9 
 
6 KRETZ, Andrietta. Autonomia da Vontade e Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais. 
Florianópolis: Momento Atual, 2005, p. 51 apud, SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos Direitos 
Fundamentais. 2ª ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001. p. 34. 
7 Artigo 1º, da Convenção Internacional Sobre Todas as Formas de Eliminação da Discriminação 
Racial. 
8 MELO, Osvaldo Ferreira de. Dicionário de política jurídica. Florianópolis: OAB-SC Editora. 2000, 
36. 
9 MORAES, Alexandre de. Direitos humanos fundamentais: teoria geral, comentários aos arts. 1° e 
5º da Constituição da República Federativa do Brasil, doutrina e jurisprudência. São Paulo: editora 
Atlas. 2007. p. 82. 
 
Injúria Preconceituosa 
Será preconceituosa ou discriminatória quando a ofensa à 
dignidade ou decoro utilizar elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, 
origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.10 
Preconceito 
Preconceito é uma atitude negativa, desfavorável, para com 
um grupo, ou seus componentes individuais. É caracterizado por crenças 
estereotipadas. A atitude resulta de processos internos do portador e não do teste 
de atributos reais do grupo. Nas Ciências Sociais, o termo preconceito é usado 
quase exclusivamente em relação aos grupos étnicos. Dentro dessa limitação há 
o consenso vastamente difundido quanto a alguns elementos da definição do 
termo: preconceito é uma atitude desfavorável para com um grupo étnico (ou 
membros individuais

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