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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO – NÍVEL ESPECIALIZAÇÃO – “LATO – SENSU”
AÇÃO INTERDISCIPLINAR NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E PRÁTICAS INCLUSIVAS
ESCOLA INCLUSIVA E AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO
E DIREITOS HUMANOS
GISELI ADRIANA FERREIRA
CONCÓRDIA - SC
2020
GISELI ADRIANA FERREIRA
ESCOLA INCLUSIVA E AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO
E DIREITOS HUMANOS
Artigo do Curso de Pós- Graduação apresentado as Faculdades Dom Bosco, como parte dos requisitos para a obtenção do Título de Especialista em Práticas Pedagógicas Interdisciplinares em Educação Especial e Práticas Inclusivas.
Orientador: Professor Mestre João Bet
CONCÓRDIA - SC
2020
GISELI ADRIANA FERREIRA
ESCOLA INCLUSIVA E AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO 
E DIREITOS HUMANOS
Artigo apresentado às Faculdades Dom Bosco, foi julgado adequado como parte dos requisitos para obtenção do título de especialização em Educação Especial e Práticas Inclusivas.
Orientador: Professor Mestre João Bet
CONCÓRDIA, SC ____/____/2020. Nota: _____ ________________
 Orientador
___________________________________
Coordenador do Curso
CONCÓRDIA SC
2020
AGRADECIMENTOS
Agradeço com muito carinho:
Ao Professor Orientador Mestre João Bet, pelas valiosas orientações dadas a este trabalho.
A todos os professores que nos ensinaram durante o curso que contribuirão muito para a vida profissional e pessoal.
A todos meus colegas, pelas interações e aprendizagens coletivas.
À minha família, por todo apoio afetivo e pelo incentivo em todas as etapas de realização do curso e deste trabalho.
ESCOLA INCLUSIVA E AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO
E DIREITOS HUMANOS
FERREIRA, Gisele Adriana. Acadêmica do Curso de Pós Graduação – “Lato Sensu” em Educação Especial e Práticas Inclusivas das Faculdades Dom Bosco.
RESUMO
O presente artigo tem por objetivo apresentar reflexões acerca da inclusão escolar e das políticas públicas que promovem a inclusão e garantem os direitos dos alunos deficientes a um acesso e permanência ao ambiente escolar e efetiva aprendizagem, promovendo a plena cidadania. Para isso optou-se em realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em foco, com abordagem qualitativa. Como nunca antes se torna importante discutir a respeito da diversidade humana e suas peculiaridades frente ao que vivenciamos. Os resultados alcançados estão na perspectiva de uma análise crítica a respeito dos direitos e políticas públicas voltadas ao público em questão. Mesmo deixando lacunas a serem preenchidas, as políticas públicas nos apontam um horizonte cheio de expectativas e possibilidades para uma plena inclusão social e educacional. A educação inclusiva tem por princípio a valorização da diversidade humana em seus múltiplos aspectos. Inclusão não deve ser vista como algo a ser conquistado, mas como direito de todos encontrarem as condições necessárias para seu desenvolvimento. Percebe-se que o trabalho realizado pelos educadores deve ser inclusivo proporcionando ao aluno um ambiente de aprendizagem, acolhedor e de socialização, fazendo com que a criança seja estimulada o mais amplamente possível, e minimize suas características, tornando-a mais receptiva e capaz de ter uma vida social como qualquer outra criança de sua idade, facilitando, dessa forma, o processo ensino/aprendizagem e tudo isso pautado e garantido pelas políticas públicas.
Palavras-chave: Inclusão. Direitos humanos. Políticas Públicas.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	6
2 DESENVOLVIMENTO	7
2.1 Práticas Inclusivas na Educação Especial	7
2.2 Direitos Humanos: Políticas Públicas Voltadas À Inclusão	11
2.3 Escola Inclusiva E As Políticas De Inclusão	16
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS	22
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	24
1 INTRODUÇÃO
Muito se tem falado nos últimos tempos sobre inclusão, na acessibilidade, nos direitos iguais, e no respeito às diferenças. A educação está muito preocupada e se ajustando para que a inclusão realmente aconteça em sua totalidade. Precisamos de política públicas que voltem seu olhar à inclusão, que dê garantias aos direitos dos alunos com deficiências.
Para que a escola seja um espaço vivo de formação para todos e um ambiente verdadeiramente inclusivo é preciso que as políticas públicas de educação sejam direcionadas a inclusão, que os educadores desacomodem-se, combatendo a descrença e o pessimismo, mostrando que a inclusão é um momento oportuno para professores e a comunidade escolar demonstrarem sua competência e principalmente suas responsabilidades educacionais. 
As escolas de qualidade são espaços educativos de construção de personalidades humanas autônomas, críticas, espaços onde crianças e jovens aprendem a serem pessoas. Nesses ambientes educativos, ensinam-se os alunos a valorizar a diferença pela convivência com seus pares, pelo exemplo dos professores, pelo ensino ministrado nas salas de aula, pelo clima sócio afetivo das relações estabelecidas em toda comunidade escolar – sem tensões competitivas, mas com espírito solidário, participativo. Escolas assim concebidas não excluem nenhum aluno de suas classes, de seus programas, de suas aulas, das atividades e do convívio escolar mais amplo. São contextos educacionais em que todos os alunos têm possibilidades de aprender, frequentando uma mesma e única turma. 
A diferença está em que cada um de nós pode elevar a sua mais alta potência suas particularidades. O que nos faz diferente é se conseguimos ou não sobressair ao explorar nossas particularidades. Este é o lado positivo da diferença. Porém, assim como a igualdade, a diferença pode nos ajudar ou prejudicar. Por isso, temos os mesmos direitos a sermos iguais e a sermos diferentes, entendemos que esse seja o grande compromisso da inclusão de crianças com necessidades especiais em salas de ensino regular, e na inclusão social como um todo. Nossa sociedade precisa “aprender” a conviver e respeitar o diferente, pois historicamente até então a sociedade tinha um padrão e quem não se enquadrava nesses padrões estava fora dela.
Tem por objetivo expor a importância de proporcionar um ambiente escolar inclusivo, afetivo e que proporcione a aprendizagem do aluno, com base nas políticas públicas que buscam reparar anos de exclusão e negligencia que se construiu desde o início da humanidade.
O presente artigo apresenta-se em uma pesquisa bibliográfica que evidencia a importância da inclusão escolar, documentos que norteiam os direitos de tais alunos, bem como a importância de políticas públicas que valorizem a inclusão. 
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Práticas Inclusivas na Educação Especial
Os sujeitos que compõem as sociedades em cada etapa histórica constroem seus próprios conceitos acerca de seus valores. Não diferentemente no processo de aquisição dos conhecimentos, ou seja, nem sempre a teoria condiz com a realidade exigindo uma postura diante das situações que se apresentam. 
 Assim, constroem-se diferentes conceitos em relação às situações que ocorrem no cotidiano com os indivíduos que inserem a sociedade, os quais enriquecem as vivencias exatamente pelas suas diferenças, resultando na necessidade de construção de escolas inclusivas, em que o aluno deficiente tenha assistência. Conforme Perrenoud (2000), alguns fatores dificultam a construção coletiva no ambiente escolar uma delas é a falta de um planejamento flexível onde se respeite as individualidades de cada aluno.
A Inclusão é uma proposta emancipatória àqueles sujeitos tidos como “incapazes” na sociedade, portanto, a educação inclusiva apresenta-se como um movimento que provoca mudança de paradigmas, sendo a escola o local em que muito se indaga e pouco se afirmar, ou seja, todos sabem dos direitos do aluno deficiente, porém pouco é feito para que haja a sua real efetivação no meio educacional. De acordo com Sassaki, (1999), os benefícios da educação inclusiva são usufruídos tanto pelos deficientes como pelos ditos “normais”, pois além das relações sociais há também a reciprocidade