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AP3 SOCIODIVERSIDADE Final

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NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NEAD)
<Responsabilidade Social>
APLICAÇÃO PRÁTICA
REFERENTE A UNIDADES 7 e 8
Turma:  SOCIODIVERSIDADE, RESPONSABILIDADE E COMPROMETIMENTO SOCIAL
 Professor: Roberta Colombo
Semestre: 2021.1
Aluno(a): Libera da Rocha Nogueira
Na Unidade 7, os autores tratam das Relações Comunitárias sob a luz da Sociodiversidade, da Responsabilidade e do Comprometimento Social com o objetivo de “criar projetos que promovam o bem-estar das relações comunitárias”.
Sobre voluntariado, ensinam que “é um tipo de ação, baseada na solidariedade organizada em uma determinada comunidade, com o intuito de ajudar na resolução de seus problemas” e que essas ações são imprescindíveis para amenizar questões sociais.
Explicam que o espaço familiar é onde se originaram o cuidado e o auxílio com o próximo de forma caridosa e que “o movimento das pessoas para longe de suas famílias, exigiu novas formas de auxílio social”. (FERRARI, 2003, p.22). 
Na sequência, contextualizam o surgimento do voluntariado no mundo e no Brasil, onde da colônia até a primeira república, é possível constatar que as ações voluntárias eram exercidas quase exclusivamente por instituições religiosas e que a consolidação das ações voluntárias ocorreu de 1990 em diante.
Sobre Investimento Social Privado, aduzem que é questão fundamental para os estudos sobre as Relações Comunitárias, por ser uma modalidade de investimento que transfere voluntariamente capital de empresas privadas para projetos de caráter social, cultural e ambiental.
Salientam que “o Investimento Social Privado também insere-se no processo de responsabilidade social das empresas. (PEREIRA et al., 2011)” e tem origem no aspecto da filantropia com intuito de oferecer alternativas e recursos para minimizar questões sociais.
Contextualizam a origem do termo Investimento Social Privado (ISP) em meados dos anos 1990 e concluem elencando três aspectos que o caracterizam, quais sejam: os recursos são de origem privada e voluntária; a atuação é planejada e sistematizada e, por fim, têm como finalidade os projetos de interesse público.
Sobre Ações Não Governamentais, explicam que as ações de Voluntariado e de Investimento Social Privado são, em geral, em prol do chamado Terceiro Setor e que sob a ótica jurídica, essas organizações podem ter o status de associações ou fundações.
ONGs, em geral, são juridicamente associações. Exercem papel fundamental no processo de construção da cidadania e para alinhar as ações das ONGs com o poder público foram estabelecidos marcos regulatórios.
O primeiro marco regulatório foi estabelecido por meio da Lei nº 9.790/99, que determinou normas para as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que ao definir os marcos regulatórios, inclusive em relação aos financiamentos dessas organizações, não alcançou resultados positivos, justamente por conta dos entraves burocráticos por parte da máquina estatal.
Outra lei importante para o Terceiro Setor foi a 13.019/2014, que padronizou os procedimentos de construção de parcerias em nível nacional, facilitando a execução de projetos sociais em várias esferas da sociedade (saúde, educação, direitos humanos, cidadania, entre outros).
Encerram o capítulo em tela, concluindo que “do ponto de vista do exercício pleno da cidadania, a ação do voluntariado se apresenta como uma forma de ajudar, desinteressadamente, indivíduos ou grupos sociais, em termos de recursos e demais formas de transformar a realidade social” e que o investimento social privado e as organizações não governamentais ou terceiro setor também fazem parte das dinâmicas sociais fundamentais que visam garantir ações sociais em prol da sociedade civil.
Na Unidade 8, os autores tratam da Responsabilidade Social sob a luz da Sociodiversidade, da Responsabilidade e do Comprometimento Social com o objetivo de “sistematizar ações distintas de responsabilidade social para intervenção em situações de risco”.
Sobre Responsabilidade Social Corporativa, iniciam a discussão informando sobre a vasta literatura sobre o tema que final do século XIX, começa a ser observado a partir de uma movimentação por parte dos empresários em criar algum tipo de ação filantrópica para minimizar a situação do operariado.
Salientam, na sequência, a diferença entre caridade e filantropia. Em suas palavras: “por caridade, compreende-se a ideia de ausência de vaidade de quem a promove, geralmente mantendo-se anônimo” e por “filantropia, na qualidade de gesto utilitário, é amplamente divulgada e, por isso, promove visibilidade da ação e aumenta a rivalidade entre os promotores do ato filantrópico”.
No século XVI, a Responsabilidade Social tem seu início de acordo com Reis (2011), porém a responsabilidade das empresas passou a ser reconhecida publicamente em 1919, durante o julgamento do famoso caso Dodge versus Ford. Já em 1953, no julgamento conhecido como caso A. P. Smith Manufacturing Company versus Barlow, em Nova Jersey, EUA, a justiça determinou, então, que uma corporação pode buscar o desenvolvimento social, estabelecendo em lei a filantropia corporativa. (ASHLEY, 2005).
É a partir dos anos 1960, que a questão da Responsabilidade Social Corporativa passou a fazer efetivamente parte das preocupações do Estado, da sociedade e das organizações. Em 1979, Carrol subdividiu a Responsabilidade Social em quatro dimensões: Filantrópica, Legal e Econômica
Os autores informam também que a partir dos anos 1990, surgiram diversas tentativas de conceituação, especialmente por parte da administração e do marketing. Porém, há uma dificuldade na elaboração de uma conceituação mais sólida, estando o conceito de Responsabilidade Social Empresarial ainda em construção.
No Brasil, a discussão em torno do conceito de Responsabilidade Social é relativamente recente (1970) e foi promovida pela Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE). É essencial que o conceito atribuído à empresa socialmente responsável seja observado com cautela, no caso brasileiro.
Um dos marcos em relação à questão da Responsabilidade Social Corporativa no Brasil foi a criação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. O instituto elaborou e divulgou indicadores que auxiliam as empresas na busca de consonância entre as prerrogativas do Estado, a missão, visão e compromissos da empresa e da sociedade.
Concluem que a responsabilidade Social das empresas está associada à questão ambiental e sustentabilidade e finalizam informando que “atrelada à Responsabilidade Social Corporativa, a Responsabilidade Socioambiental compõe um dos elementos fundamentais, no que tange a realidade das corporações na atualidade”.
Sobre Responsabilidade Socioambiental, aduzem que, a partir das últimas décadas do século XX, tornou-se “uma estratégia fundamental para que as empresas estejam em consonância com as prerrogativas internacionais em relação ao meio ambiente”.
Explicam ainda que o principal intuito da Responsabilidade Socioambiental é elaborar formas de utilização de recursos naturais, sem causar riscos ao meio ambiente; esta ação é conceitualmente conhecida como desenvolvimento sustentável do planeta, das organizações e das pessoas. E, que as empresas são os principais agentes poluidores e que provocam impacto no ambiente, passando a inserir, a partir dos anos 1990, nos seus planos estratégicos, as preocupações e ações em prol do meio ambiente.
Concluem, explicitando que, no Brasil, a Constituição de 1988 foi um marco importante para a inserção da responsabilidade ambiental, especialmente, no artigo 225, que salienta que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (BRASIL, 1988)