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Aula 5 - PRINCÍPIOS DA BIOSSEGURANÇA E AS ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS PARA

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PRINCÍPIOS DA BIOSSEGURANÇA E AS 
ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS PARA 
DIFERENCIAÇÃO BACTERIANA
ROTEIRO DA AULA...
 Normas de biossegurança essenciais para a execução das técnicas microbiológicas
 Principais meios de cultura para crescimento bacteriano.
 Técnicas de semeadura e seus objetivos.
 Caracterização das bactérias a partir das análises fenotípicas e genotípicas.
 Colorações mais utilizadas para diferenciação de grupos bacterianos
NORMAS DE BIOSSEGURANÇA ESSENCIAIS PARA A 
EXECUÇÃO DAS TÉCNICAS MICROBIOLÓGICAS
O QUE É BIOSSEGURANÇA?
 O conjunto de estudos e procedimentos que visam a evitar
ou controlar os eventuais problemas suscitados por
pesquisas biológicas e/ou por suas aplicações.
 BIOSSEGURANÇA é o conjunto de ações voltadas para
a prevenção, minimização ou eliminação dos riscos inerentes
as atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento
tecnológico e prestação de serviços, riscos que podem
comprometer a saúde do Homem, dos animais, das plantas,
do meio ambiente.
RISCOS SE MULTIPLICAM QUANDO NORMAS DE 
SEGURANÇA NÃO SÃO OBSERVADAS
 Mas o que é risco?
 RISCO → perigo mediado pelo conhecimento!
 PERIGO → é o desconhecido!
Acidentes
Entende-se por agente de risco qualquer componente de
natureza FÍSICA, QUÍMICA ou BIOLÓGICA que possa
“comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio
ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos”
AÇÃO em Biossegurança
AVALIAÇÃO DE RISCOS!
TIPOS DE RISCOS
RISCOS BIOLÓGICOS
 Consideram-se agentes de RISCO BIOLÓGICO todo microrganismo que ao invadirem o
organismo humano causam algum tipo de patologia (tuberculose, AIDS, hepatites, tétano,
micoses, etc...).
 Agentes Biológicos: vírus, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, etc.
 Vias de contaminação: cutânea, digestiva, respiratória.
Os agentes de risco biológico podem ser distribuídos em 4
classes por ordem crescente de risco, segundo os seguintes
critérios:
• Patogenicidade
• Virulência
• Transmissibilidade
• Medidas profiláticas
• Tratamento eficaz
• Endemicidade.
RISCOS BIOLÓGICOS
 RISCO BIOLÓGICO RISCO 1: escasso risco individual e comunitário
 Ex: Bacillus subtilis
 RISCO 2: risco individual moderado, comunitário limitado
 Ex: HbC, HIV
 RISCO 3: risco individual elevado, comunitário baixo
 Ex:Mycrobacterium tuberculosis
 RISCO 4: elevado risco individual e comunitário
 Ex: vírus Ebola
NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA
 Para agentes patogênicos-microbiológicos
 Segundo a resolução nº 1 de do Conselho Nacional da Saúde Cap. X art. 64Varia de 1a 4 .
 Grupo 1 (NB 1)
 Grupo 2 (NB 2)
 Grupo 3 (NB 3)
 Grupo 4 (NB 4)
COMO MINIMIZAR OS RISCOS BIOLÓGICOS?
 Barreiras Primárias: equipamentos de segurança
 Ex: CSB , EPIs, EPCs
 Barreiras Secundárias: desenho e organização
1. REALIZAR AVALIAÇÃO DE RISCOS
2. SE RISCO BIOLÓGICO, CLASSIFICAR
3. USAR NÍVEIS DE CONTENÇÃO
4. USAR CONJUNTO DE MEDIDAS.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
 Portaria NR6 (08/06/78) : “Todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou
estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador”.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
 São equipamentos que possibilitam a proteção do pessoal da área de saúde, do meio-ambiente
e do produto ou pesquisa desenvolvida.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
 CABINES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
 CABINES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA → FUNCIONAMENTO
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
 CHUVEIRO DE EMERGÊNCIA E LAVA-OLHOS:
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
 EXTINTORES DE INCÊNDIO:
PRINCIPAIS MEIOS DE CULTURA PARA 
CRESCIMENTO BACTERIANO
MEIOS DE CULTURA
 Conjunto de substâncias, formuladas de maneira adequada, capazes de promover o
crescimento bacteriano em condições de laboratório.
 Fonte de carbono e nitrogênio
 Fonte de energia
 Sais minerais
 Fatores de crescimento
 Condições físicas
 Esterilização
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O ESTADO FÍSICO:
 Líquidos ou caldos:
 não têm agente solidificante
 nutrientes dissolvidos em solução aquosa
 não há formação de colônias
 para aumentar o número de microrganismos
 para provas bioquímicas
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O ESTADO FÍSICO:
 Sólidos:
 adição de uma substância solidificante em determinada quantidade
(1 a 2%)
 superfície endurecida
 permitem a formação de colônias
 para distinção da morfologia, isolamento de colônias, conservação
de cepas
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O ESTADO FÍSICO:
 Semi sólidos:
substância solidificante em menor quantidade (0,5 a 0,8%)
 estudos da mobilidade, testes bioquímicos
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O ESTADO FÍSICO:
 Agentes solidificantes
 Ágar: polissacarídeo complexo de galactose, extraído de algas marinhas
 Gelatina: polissacarídeo extraído de cartilagem de mamíferos
 Sílica-gel: substância inorgânica inerte e inatacável por enzimas microbianas
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A PROCEDÊNCIA DOS CONSTITUINTES:
 Naturais (ou Complexos):
 sem composição química definida, geralmente extratos
 vegetais, animais ou de outros microrganismos
 usados para microrganismos menos exigentes na nutrição
 Ex.: Meio de Löwenstein Jensen (Mycobacterium tuberculosis) → contém sais, ovos e
pedaços de batata
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A PROCEDÊNCIA DOS CONSTITUINTES:
 Artificiais (ou Quimicamente definidos):
 composição química definida
 usados para microrganismos mais específicos e exigentes
 Ex.: Caldo Tetrationato (Samonella) → contém apenas iodo, KI e água
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A COMPOSIÇÃO QUÍMICA:
 Simples (ou básicos):
 permitem o crescimento bacteriano sem satisfazer exigência em especial
 Ex.: Caldo e Ágar simples
 Especiais (ou complexos):
 substâncias como meio de infusão de cérebro e coração, soro bovino, fragmento de fígado
 Ex.: Meios Shahidi Ferguson Perfringens (SFP) e Triptose Sulfito Ciclosserina (TSC)
(Clostridium perfringens)
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios de contagem: determinação quantitativa → Ágar de Contagem em Placas, Ágar Baird-
Parker
 Meios de estocagem ou manutenção: conservação de microrganismos → Ágar Sabouraud
 Meios de triagem: caracterização e identificação →Tríplice açúcar e ferro
 Meios de identificação: provas bioquímicas e verificação de funções fisiológicas → Ágar
citrato, Caldo nitrato
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios Diferenciais:
 permite estabelecer diferenças entre microrganismos parecidos
 facilita a identificação da bactéria quando existem outras bactérias crescendo no mesmo
meio
 Ex.: Ágar Sangue, que contém células vermelhas do sangue, é muito utilizado pelos
microbiologistas para identificação de espécies bacterianas capazes de destruir células
sanguíneas.
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios Diferenciais:
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios Diferenciais:
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios Seletivos:
 possuem substâncias que inibem o desenvolvimento de um determinado grupo de
microrganismos favorecendo o crescimento de outras espécies
 Ex.: Meios com sais biliares e verde brilhante para isolamento seletivo de microrganismos
como a Salmonella.
MEIOS DE CULTURA
 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O OBJETIVO FUNCIONAL:
 Meios Seletivos:
MEIOS DE CULTURA
Agar ss
Agar Macconkey Ágar eosina-azul de Metileno
 De acordo com o conteúdo químico:
 Meio enriquecido: Caldo BHI e Caldo tetrationato
 Meio de transporte: Meio Stuart, Meio Cary-blair
 Meio seletivo:Agar manitol e Agar SS
 Meio diferencial: McConkey
 Meio indicador:Agar citrato de Simmons
 De acordo com o estado físico:
 Liquido