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FARMACOCINETICA

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ABSORÇÃO DE FÁRMACOS: é a transferência de um fármaco do local de administração para a 
corrente sanguínea. Velocidade e eficiência dependem de onde o fármaco é absorvido, das suas 
características e da via de administração. Somente na administração IV os fármacos são 100% absorvidos. 
− Mecanismos de absorção de fármacos no TGI: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
− Fatores que influenciam na absorção: 
FATORES MAIOR ABSORÇÃO MENOR ABSORÇÃO 
Dosagem Maior Menor 
Peso molecular Pequeno Grande 
Solubilidade Lipossolúvel Hidrossolúvel 
Ionização Forma não-ionizada Forma ionizada 
Forma farmacêutica Liquida Sólida 
Dissolução das formas solidas Grande Pequena 
pH local 
acido 
alcalino 
 
Ácidos fracos 
Bases fracas 
 
Bases fracas 
Ácidos fracos 
Área de absorção Grande pequena 
Espessura da membrana absortiva Menor 
 
Maior 
Fluxo sanguíneo Grande Pequena 
Condições fisiológicas Menstruação 
Puerpério 
 
Condições patológicas Inflamação, ulceração, 
queimaduras 
Edema, choque. 
❖ Quando o pKa do medicamento for igual ao pH do meio: o medicamento vai ser 50% 
ionizado e 50% não ionizado; 
❖ pH do meio > pKa do medicamento: 
Drogas ácidas ionizadas; 
Drogas básicas não ionizadas. 
❖ pH do meio < pKa do medicamento: 
Drogas ácidas não ionizadas; 
Drogas básicas ionizadas. 
❖ Glicoproteína P: proteína 
transportadora transmembrana 
responsável pelo transporte de 
várias moléculas, incluindo 
fármacos, através da membrana 
celular dos tecidos para o 
sangue. Ou seja, ela “bombeia” 
fármacos para fora das células. 
Assim, nas áreas de expressão 
elevada, a glicoproteína P 
diminui a absorção de fármacos. 
Além de transportar vários 
fármacos para fora das células, 
ela também está associada com 
a resistência a vários fármacos. 
 
 
DISTRIBUIÇÃO: processo pelo qual o fármaco reversivelmente abandona o leito vascular e entra no 
liquido extracelular e então nas células. A passagem do fármaco do plasma ao interstício depende do: 
▪ Debito cardíaco 
▪ Fluxo sanguíneo regional 
▪ Permeabilidade capilar 
▪ Volume do tecido 
▪ Grau de ligação do fármaco às proteínas plasmáticas 
▪ Lipofilicidade do fármaco. 
A. Fluxo sanguíneo: quanto maior o fluxo sanguíneo no tecido, mais rápido será a distribuição do 
fármaco. 
B. Permeabilidade capilar: é determinada pela estrutura capilar e pela natureza química do fármaco. A 
estrutura capilar varia em termos de fração exposta da membrana basal com junções com frestas 
entre as células endoteliais. 
C. Ligação de fármacos a proteínas plasmáticas e tecidos: proteínas plasmáticas - fixa os fármacos de 
forma não difusível e retarda sua transferência para fora do compartimento vascular. A albumina é 
a principal proteína ligadora e pode atuar como uma reserva de fármaco à medida que a 
concentração do fármaco livre diminui, o fármaco ligado se dissocia da proteína). Isso mantém a 
concentração de fármaco livre como uma fração constante do fármaco total no plasma. Proteínas 
dos tecidos - Vários fármacos se acumulam nos tecidos, levando a concentrações mais elevadas no 
tecido do que no líquido extracelular e no sangue. Os fármacos podem acumular como resultado da 
ligação a lipídeos, proteínas ou ácidos nucleicos. Os reservatórios nos tecidos podem servir de fonte 
principal de fármaco e prolongar sua ação ou causar toxicidade local ao fármaco. 
D. Lipofilicidade: fármacos lipofílicos se movem mais facilmente, pois as membranas são compostas por 
lipoproteínas, dissolvendo-se e permeando por toda superfície celular. O principal fator que 
influencia na distribuição desses fármacos é o fluxo sanguíneo. Fármacos hidrofílicos não penetram 
facilmente e passam através de fendas. 
E. Volume de distribuição: Vd – volume de liquido necessário, C0 
– concentração no plasma no tempo zero. Ou seja, Vd é 
calculado dividindo-se a dose que alcança a circulação sistêmica 
pela concentração no plasma no tempo zero. 
O volume de distribuição sofre influencia da meia-vida do fármaco, pois sua eliminação depende da 
quantidade de fármaco ofertada ao fígado ou rins. Se o fármaco tem um Vd elevado, a maior parte 
do fármaco está no espaço extra plasmático e indisponível 
para os órgãos excretores. Portanto, qualquer fator que 
aumente o Vd pode aumentar a meia-vida e prolongar a 
duração de ação do fármaco. 
BIODISPONIBILIDADE: taxa, inalterada, do fármaco que 
atinge a circulação sistêmica; importante para calcular a dosagem 
do fármaco a ser administrada. É determinada pela comparação dos 
níveis plasmáticos do fármaco depois de uma via de administração 
particular com os níveis plasmáticos obtidos por administração IV. 
A área sobre a curva (ASC) reflete a extensão de absorção do 
fármaco. Fatores que influenciam a biodisponibilidade: 
− Biotransformação hepática de 
primeira passagem: quando o fármaco é 
absorvido pelo TGI, ele entra primeiro na 
circulação portal antes de entrar na 
circulação sistêmica. Se o fármaco é 
biotransformado no fígado ou na parede intestinal, a quantidade de fármaco 
inalterado que chega à circulação sistema diminui (biotransformação de primeira 
passagem). 
− Solubilidade do fármaco: o fármaco tem que ser lipofílico, mas ter alguma 
solubilidade em soluções aquosas. 
− Instabilidade química 
− Natureza do fármaco: tamanho da partícula, tipo de sal, polimorfismo, 
revestimento entérico e presença de agentes aglutinantes e dispersantes; podem 
influenciar a facilidade da dissolução e alterar a velocidade de absorção. 
 
BIOTRANSFORMAÇÃO: hepática, biliar e urinaria. Esses processos de 
eliminação diminuem a concentração de fármaco no plasma, ou seja, uma fração 
constante de fármaco é eliminada por unidade de tempo. A biotransformação gera 
produtos com maior polaridade, que facilita a eliminação. A depuração (CL) estima a quantidade de fármaco 
depurada por unidade de tempo. 
CL= 0,693.Vd/tmeia-vida 
− Cinética de primeira ordem: a velocidade do metabolismo da droga é diretamente proporcional à 
concentração da droga livre (a cada meia vida, a concentração se reduz em 50%). 
 
 
− Cinética de ordem zero: a enzima é saturada pela concentração elevada de fármaco livre e a 
velocidade da biotransformação permanece constante. A velocidade de eliminação é constante e 
independe da concentração do fármaco. 
 
 
 
❖ REAÇÕES DE BIOTRANSFORMAÇÃO: Os rins não conseguem eliminar os fármacos lipofílicos de modo 
eficiente, pois estes facilmente atravessam as membranas celulares e são reabsorvidos nos túbulos 
contorcidos distais. Por isso, os fármacos lipossolúveis são primeiramente biotransformados no 
fígado em substâncias mais polares (hidrofílicas), usando dois grupos gerais de reações, denominados 
fase I e fase II. 
ENZIMAS METABOLIZADORAS: sistema P450, são proteínas (isoenzimas) responsáveis por oxidar 
um grande número de substâncias para torná-las mais polares e hidrossolúveis, estão presentes na 
maioria das células, mas principalmente no fígado e no TGI. 
Indução enzimática – certos fármacos são capazes de aumentar a síntese de uma ou mais isoenzimas 
CYP, resultando no aumento da biotransformação de fármacos e podendo levar a reduções significativas 
nas concentrações plasmáticas dos fármacos, reduzindo o efeito farmacológico. As consequências do 
aumenta da biotransformação de fármacos são: menor concentração do fármaco no plasma; menor 
atividade do fármaco, se o metabolito é inativo; aumento da atividade se o metabolito é ativo; redução 
do efeito terapêutico do fármaco. 
Inibição enzimática – pode levar a efeitos adversos graves, a forma mais comum de inibição é a 
competição pela mesma isoenzima. Numerosos fármacos são capazes de inibir uma ou mais vias de 
biotransformação. Exemplo: omeprazol inibe três isoenzimas CYP responsáveis pela biotransformação da 
varfarina, quando tomados juntos, a concentração plasmática de varfarina aumenta, aumentando seu 
efeito anticoagulantes e o risco de sangramentos. 
FASE I: convertem os fármacos 
lipofílicos em moléculas mais polares, 
introduzindo um