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Geleiras

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Geleiras 
 
 O que são geleiras?
As geleiras, também denominadas glaciares, são formadas pelo acúmulo de neve em um determinado local, processo que pode levar até 30 mil anos para se concretizar. A neve é cristalizada e compactada em camadas, formando uma extensa massa de gelo. Esse fenômeno é mais comum nas regiões de alta latitude (nos polos terrestres) e nas cordilheiras.
 Como essas geleiras são formadas?
Para que uma geleira seja formada é necessário que o acúmulo de neve seja superior ao processo de degelo, sendo assim, as áreas que registram baixas temperaturas são mais propícias para o surgimento e manutenção das geleiras. Por esse aspecto, as principais geleiras da Terra estão situadas nos polos, locais onde a temperatura fica negativa a maior parte do ano.
 As geleiras na Antártica
A Antártica, com cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, é a maior geleira terrestre. Essa região abriga aproximadamente 90% do gelo do planeta. Outras geleiras de grande destaque são a Groelândia, Ártico, Patagônia, entre tantas outras espalhadas pelas diversas cordilheiras do mundo.
 Essas geleiras são de suma importância para a manutenção da vida na Terra, visto que elas concentram quase 70% da água doce. O degelo, além de reduzir a quantidade de água doce, desencadeia uma série de problemas socioambientais: aumento do nível e alteração da temperatura das águas dos oceanos, redução da biodiversidade, inundações de alguns lugares, etc.
Diante da importância das geleiras para a vida na Terra, a busca por mudanças comportamentais é urgente, em especial no modo de produção e consumo das sociedades capitalistas, de forma a reduzir a emissão de gases que intensificam o efeito estufa e, consequentemente, minimizar o processo de aquecimento global.
 
 Derretimento das geleiras
O derretimento das geleiras, fenômeno que aumentou durante o século XX, está nos deixando um planeta sem gelo. A atividade humana é a maior culpada da emissão de dióxido de carbono e de outros gases responsáveis pelo aquecimento terrestre. O nível do mar e a estabilidade global dependem da evolução destas grandes massas de neve recristalizada.
 
 Causas do derretimento das geleiras
Indubitavelmente, o aumento da temperatura terrestre foi o responsável pelo derretimento das geleiras ao longo da história. Atualmente, a rapidez das mudanças climáticas poderia extingui-las em um tempo recorde. Vejamos, detalhadamente, as causas do derretimento das geleiras:
· Emissões de CO2: a concentração atmosférica de dióxido de carbono e de outros gases de efeito estufa (GEE) derivados da indústria, do transporte, do desmatamento ou da queima de combustíveis fósseis, entre outras atividades do ser humano, faz com que o planeta se aqueça e descongelem as geleiras.
· Aquecimento oceânico: os oceanos absorvem 90% do calor terrestre, um fato que provoca derretimento das geleiras marinhas localizadas, principalmente, nas áreas polares e nas costas do Alasca (Estados Unidos).
 Consequências do derretimento das geleiras
 Aumento do nível do mar
O derretimento das geleiras contribuiu para o aumento do nível dos oceanos em 2,7 centímetros desde 1961. Além disso, as geleiras do mundo têm gelo suficiente — cerca de 170.000 quilômetros cúbicos — para aumentar o nível do mar em quase meio metro.
  Impacto sobre o clima
O degelo das geleiras nos polos está desacelerando as correntes oceânicas, um fenômeno relacionado com a alteração da climatologia mundial e a sucessão de episódios meteorológicos cada vez mais extremos em todo o globo.
 Desaparecimento de espécies
O derretimento das geleiras também provocará a extinção de numerosas espécies, pois é o habitat natural de vários animais terrestres e aquáticos.
 Menos água doce
O desaparecimento das geleiras significa também menos água para o consumo da população, menos capacidade para gerar energia hidrelétrica e menos disponibilidade para a rega.
Soluções para evitar o derretimento das geleiras
Os glaciologistas consideram que, apesar da enorme perda de gelo, ainda há tempo para salvar as geleiras de um desaparecimento anunciado. Seguidamente, damos algumas ideias e propostas que poderiam ajudar a atingir esse objetivo:
Paras as mudanças climáticas
Para proteger as geleiras, é imprescindível diminuir as emissões mundiais de CO2 em cerca de 45% na próxima década e até zero após 2050 para frear o aquecimento global.
  Unir icebergs artificiais
Um arquiteto da Indonésia, Faris Rajak Kotahatuhaha, foi premiado pelo seu projeto Recongelar o Ártico, que consiste em recolher a água das geleiras derretidas, dessalinizá-la e congelá-la de novo para criar grandes blocos hexagonais de gelo. Graças à sua forma, estes icebergs poderiam se juntar e formar massas geladas.
Aumentar sua espessura
A Universidade do Arizona propôs uma solução aparentemente simples: fabricar mais gelo. Sua proposta consiste em recolher água da parte inferior da geleira, com bombas de impulsão por energia eólica, para expandi-la sobre as camadas de gelo superiores, de tal forma que está se congele na superfície, reforçando a consistência.