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INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA

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INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA
INTRODUÇÃO
Essa matéria carece de atualizações que ainda estão em discussão no congresso nacional, pois, as leis que tratam sobre esse assunto são antigas, datadas na década de 60. Paralelo a isso, se observa que muito aspectos dessa normatividade decorrem de construção doutrinária e jurisprudencial que preenchem as lacunas das leis e perceba que isso quebra o paradigma que o direito administrativo é extremamente legalista.
MARIA HELENA DINIZ: “A liberdade dos indivíduos é inclusiva, o que significa que tudo aquilo que não for proibido é permitido. Já o dá liberdade do Estado é exclusiva, ou seja, o Estado só pode fazer o que está positivado na lei.” Marcus Seixas critica essa posição pois o direito administrativo têm várias fontes, claro que obviamente a lei é fonte, mas também têm os NJs administrativos, jurisprudenciais, doutrinas…
A intervenção do Estado na propriedade privada se dá quando ele têm razões muito relevantes e então intervém de forma maior naquilo que poderia ser visto como algo “muito sagrado” e importante para a modernidade jurídica que é a propriedade privada. O Brasil têm um regime econômico capitalista, que respeita a propriedade privada, mas, ela não é um direito absoluto do indivíduo, mas perceba também que no direito brasileiro nem a vida é absoluta, aqui não têm direitos absolutos. Exemplo: a vida é um direito que prevalece sobre os outros interesses de um modo direito mas observe que existem situações excepcionais em que a vida pode ser sacrificada, como na situação  dá pena de morte por fuzilamento em caso de guerra, assim, perceba que nem sempre a vida é um bem jurídico blindado de tudo. Inclusive, a doutrina discute se seria possível por exemplo a tortura em determinadas circunstâncias, situações limites como por exemplo um terrorista que escondeu uma bomba nuclear. Assim, se justifica a intervenção do Estado na propriedade:
· FUNÇÃO SOCIAL DÁ PROPRIEDADE PRIVADA: CF E CC
Art. 5º CF Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
Perceba que o inciso XXII não é absoluto, é tanto que o seguinte vem e fala dá função social. 
A função social quer dizer que a propriedade precisa ter uma utilidade, e ela pode ser uma utilidade privada ou social. Privada no caso é a finalidade dado pelo proprietário e esse fim precisa ser socialmente aceito e que agregue valor a sociedade, eu não posso usar minha propriedade privada como eu quiser, não posso usar de uma forma que seja contrária ao interesse público, exemplo disso são as restrições que o poder público impõe ao imoveis perto do aeroporto, o imóvel é até meu, mas eu não posso construir uma torre de 50 andares, a lei me proíbe, e isso é uma intervenção na minha propriedade, pois, ela descumpriria a sua função social ao atrapalhar serviços do aeroporto. 
DESAPROPRIAÇÃO: Retira o bem do particular e o transforma em bem público mediante justa e prévia indenização.
O inciso XXV traz a requisição administrativa. 
Este bloco normativo da CF trata da intervenção do Estado e alude a função social que a propriedade têm no direito brasileiro, e para entender essa função social os bens particulares sofreram intervenções, e elas podem ser menos graves ou mais gravosas e todas serão analisadas posteriormente.
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
§ 3 o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.
Perceba que o CC não usa a expressão “função social dá propriedade” mas ele mostra a possibilidade dá propriedade ser desapropriada ou requisitada, por isso, é preciso analisar o CC junto com a CF e com as leis.
· SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO.
Ela não está exatamente positivada, é mais uma construção doutrinária do que juspositiva. É a ideia que quando o particular têm um bem, ele obviamente têm seu interesse privado e jurídico, mas, o estado eventualmente pode, para satisfazer o interesse público, precisar dessa propriedade, e assim, todos os cidadãos têm que aceitar esse fato que o interesse público é mais relevante e de alguma forma o articular teria que abrir mão de sua propriedade.
INTRODUÇÃO AS MODALIDADES DE INTERVENÇÃO 
Isso tudo aqui será mais aprofundado depois.
DESAPROPRIAÇÃO
Modalidade mais gravosa, há a perda dá propriedade, mas que normalmente vai ser indenizada. O cidadão perde sua propriedade mas ele é compensado por isso. Normalmente essa indenização vai ser em dinheiro e previamente a desapropriação acontecer de fato, mas há situações que a desapropriação pode ser remunerada depois que ela acontece, ou até mesmo não acontecer a indenização.
TOMBAMENTO
Ele se destina a proteção do patrimônio cultural brasileiro, principalmente a determinados bens, pode ser bens móveis ou imóveis, vai desde um quadro a um casarão. Obviamente o tombamento não pode alcançar bens imateriais, o acarajé não pode ser tombado por exemplo, ele pode até integrar como patrimônio cultural brasileiro mas ele em si a comida não pode ser tombado. 
Aqui, o uso e gozo do imóvel/móvel são cerceados, mas o particular não perde o bem.
OCUPAÇÃO  TEMPORÁRIA
O Estado precisa executar um serviço público, por isso, ele precisa ocupar temporariamente uma propriedade particular. Aqui, o estado não precisa desapropriar o bem porque ele não precisa dá propriedade para sempre, apenas a posse temporária. Exemplo clássico disso é a intervenção temporária para eleições. Perceba ainda que o particular não pode se insurgir contra isso.
REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA
Apesar do nome, não é um pedido, é uma ordem da administração pública para que o cidadão disponibiliza o bem, e aqui pode ser bens móveis, imóveis ou até serviços. Ela só pode ocorrer em situações de emergência ou de calamidade pública eminente. 
LIMITAÇÕES ADMINISTRATIVOS 
Normas de caráter geral e abstrato que se aplicam a determinados bens, sempre firmada por lei que ela mesmo diz quais são essas propriedades atingidas. Aqui, o Estado não sabe quem é exatamente que tá sendo atingido. Exemplo: construção de andares próximo ao aeroporto, o Estado não está diretamente atingido x pessoa, mas sim, a todos ali próximo ao aeroporto, o que é diferente das outras modalidades que são diretamente ligados com o proprietário do imóvel que se quer desapropriar por exemplo.
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
As limitações visam fazer o cidadão suportar uma restrição no seu uso dá propriedade.
Perceba que existe a servidão privada, e aqui é essa imposição mas pelo Estado. Exemplo: o Estado quer passar uma fiação elétrica numa fazenda, então, o Estado comunica e o administrado vai ter que suportar. 
Perceba que não se confunde com a limitação administrativa porquê ele está direcionado e não é nada abstrato, há uma intervenção física. O administrado aqui só vai receber indenização se provar que teve prejuízo.
 
LIMITAÇÕES E SERVIDÕES ADMINISTRATIVAS 
LIMITAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Elas são particularmente peculiares pois entre todas as modalidades são as únicas que são habitualmente configuradas por meio de atos legislativos, mas perceba que os atos administrativos leva a produção de efeitos concretos normalmente individuais, a administração

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