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RELAÇOES ÉTNICO RACIAIS

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Relações É
tnico 
Raciais e C
ultura Afr
o 
brasileira 
e indígena
Diretor Geral
Prof. M.Sc. Ionaldo Vieira de Carvalho
Coordenador Acadêmico
Prof. Jóse Albérico Gonçalves Ferreira
Autor
Prof. Jóse Albérico Gonçalves Ferreira
Everton Gonçalves de Ávila
Revisor de Educação a Distância
Prof. M.Sc. Mário Vasconcelos Andrade
Editoração Eletrônica
TECNED - Tecnologias Educacionais
FANESE 
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE
3
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Apresentação
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ALUNO
Caro aluno,
Fazer uma disciplina a distância exige do aluno disciplina, comprometimento e 
dedicação. Estabeleça seu horário de estudo e dedique-se, pois embora pareça fácil, 
esta nova metodologia de ensino, hoje uma realidade no país, exige uma autodisciplina 
e determinação muito grande. Nós, professores, estaremos a sua disposição para as 
possíveis dúvidas.
Sucesso em mais um desafio.
4
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Apresentação
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Caro (a) Estudante! 
Seja bem-vindo (a) à Disciplina de Relações Étnico-Raciais e Cultura Afro-bra-
sileira-indígena.
Essa disciplina objetiva refletir sobre a cultura brasileira, a partir de sua relação 
histórico e social, com ênfase no multiculturalismo, valorizando a cultura do povo 
afrodescendente e indígena, através da abordagem pluriétnica e multicultural, toman-
do como meta aproximar à temática de formação cultural a construção da cidadania 
brasileira.
Para isso, vamos ao longo da disciplina investigar e debater, por meio de leitu-
ras e discussões nos Fóruns, os conceitos de racismo e etnia, classe e identidade, 
identidade negra e indígena, preconceito e discriminação racial, bem como debater 
os desafios e possibilidades de inclusão da cultura negra e indígena nas políticas 
educacionais e afirmativas no cotidiano educacional brasileiro.
Bons estudos!
5
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Sumário
SUMÁRIO
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ALUNO ............................................................. 3
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ...................................................................... 4
UNIDADE I .............................................................................................................. 6
Relações Étnico-Raciais: prá que lado mesmo? .................................................. 7
Discussões Dirigidas do Texto-Base 01 .............................................................. 7
UNIDADE II ............................................................................................................. 9
Uma história do racismo no Brasil ...................................................................... 9
Escravismo Africano ............................................................................................ 9
Discussões Dirigidas do Texto-Base 02 ............................................................ 10
Escravismo Brasileiro ........................................................................................ 11
Discussões Dirigidas do Texto-Base 03 ............................................................ 12
Lutas Sociais nas Primeiras Décadas do Século XX ......................................... 13
Discussões Dirigidas do Texto-Base 04 ............................................................ 14
UNIDADE III .......................................................................................................... 15
A imagem do índio no Brasil.............................................................................. 15
Discussões Dirigidas do Texto-Base 05 ............................................................ 16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 17
6
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade I
UNIDADE I
Para dar início a nossa jornada, vamos começar debatendo os conceitos de racis-
mo e etnia na leitura e debate do artigo de Telma Regina de Paula Souza intitulado: 
Relações Étnico-Raciais: prá que lado mesmo?
Nesse artigo científico, que você encontrará para download na biblioteca virtual de 
seu ambiente da web aula, no arquivo intitulado - Texto-Base 01 - você terá múltiplas 
reflexões e definições sobre o racismo e as relações étnico-raciais.
TEXTO BASE 01
SOUZA, Telma Regina de Paula. Relações Étnico-Raciais: pra que lado mesmo? Impulso, Piracicaba, 17(43): 
7-18, 2006. Disponível: < http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/impulso43.pdf. >. Acesso: 03 de 
dezembro de 2015. 
A partir da leitura do Texto-Base 01, vamos iniciar as atividades da I unidade de 
nossa disciplina. 
Bons Estudos!!!
Relações Étnico-Raciais: pra que lado mesmo?
No texto-base 01, você encontrará uma fértil discussão a respeito da questão 
racial no Brasil e suas múltiplas interpretações. A autora, Telma Regina de Paula 
Souza, destaca que, embora a questão racial sempre estivesse presente na história 
brasileira, é somente a partir das últimas décadas que ela passou a ser discutida em 
suas dimensões políticas. 
Embora sempre que falarmos de questão racial, estaremos falando de política, 
convém ressaltar que somente nos últimos anos, a questão racial esteve diretamente 
vinculada ao tema injustiça social e, portanto, objeto central de luta e de políticas 
engajadas no fim das desigualdades sociais no Brasil.
A partir deste engajamento, tomaram força as lutas históricas dos movimentos 
sociais negros, onde a relação da construção de uma identidade passou a ter voz no 
combate a concepções que defendiam uma essencialidade biológica nas diferenças 
entre a humanidade, discurso fortemente reforçado pelos adeptos da utilização do 
termo raça.
A questão da identidade étnica passou a ser o foco das discussões contemporâne-
as para aqueles que combatem as desigualdades sociais e a predominância do discurso 
de raça. Porém, o fato de pessoas possuírem as mesmas características físicas ou 
serem discriminadas não obrigatoriamente provoca uma construção de identidade. 
Assim, a identidade étnica passa a ser concebida por um processo de construção 
onde as pessoas, mesmo em condições semelhantes de pobreza ou descriminação 
não necessariamente se identificam com um grupo ou mesmo etnia. A construção 
faz-se por diversos mecanismos identitários de afirmação e consolidação de relações 
semelhantes, fazendo-se a partir de uma aproximação de defesa e luta contra as 
opressões sofridas.
O texto de Telma Regina de Paula Souza nos remete a estas discussões, levan-
tando os aspectos referentes às representações dos afrodescendentes ao longo da 
história brasileira, destacando as formações discursivas construídas no país e no mun-
do, que levaram à construção de uma representação de inferioridade racial do negro.
7
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade I
Centrada na construção histórica do discurso racista e suas implicações na história 
brasileira, desde os primórdios coloniais, com o discurso de bestialização do escravo 
até o surgimento dos discursos identitários, o Texto-Base 01 vai proporcionar uma 
reflexão dos discursos racistas e de suas múltiplas formas de opressão e domínio ao 
longo do século XX. 
Discussões Dirigidas do Texto-Base 01
Após a leitura do Texto-Base 01, você deverá pesquisar, refletir e debater no 
Fórum da Primeira Unidade sobre as seguintes questões dirigidas, levantadas no texto 
sobre a imagem racial do negro, construída ao longo da história Brasileira.
a) A imagem do negro ao longo do período colonial e imperial brasileiro, 
inclusive durante o processo de abolição da escravatura do século XIX, foi 
desenvolvida no sentido da submissão e passividade do escravo brasileiro, 
reforçando, assim, a relação da abolição com a manutenção da ordem social 
brasileira.
b) Após o processo da Proclamação da República, quando começou a discutição 
sobre o modelo de cidadania brasileira para o séculoXX, a imagem do negro 
liberto esteve atrelada à marginalização, à violência, à preguiça e à baixa 
qualificação, destacando-se que, com essas características, os negros não 
seriam dignos de pertencer ao projeto de construção da cidadania brasileira.
c) Porém, no período da revolução de 30, a imagem do negro brasileiro foi 
trazida à discussão, promovida ao longo da Era Vargas sobre a ideia de 
brasilidade. Nesse modelo, Getúlio Vargas objetivava construir uma unidade 
nacional, aproximando não só as regiões brasileiras, mas também almejando 
criar uma noção de população brasileira. Este projeto ganhou força a partir do 
conceito de miscigenação de Gilberto Freyre, que defendia que a população 
brasileira foi fruto de uma mistura entre brancos, índios e negros e assim, 
resultante de uma comunidade única e indissolúvel e, por isso, contrária à 
construção de ações e pensamentos racistas. 
d) A partir dos anos de 1970, a imagem de unidade e da tolerância racial brasi-
leira foi colocada em cheque a partir de movimentos identitários brasilei-
ros, como os movimentos negros, feministas, homossexuais e de comunidades 
indígenas que passaram a questionar e a criticar a ideia de democracia racial e 
a denunciar as diferenças entre esses grupos e à gama de discriminações e 
perseguições sofridas ao longo da história brasileira. 
e) Surgem, nas últimas décadas do século XX, os movimentos que reivindicam 
o reconhecimento identitário e a constituição de políticas públicas que 
reforçam a inclusão social, econômica e política dessas identidades.
Como podemos perceber, o negro, ao longo da história brasileira, teve várias 
imagens construídas.
Passou do processo de bestialização, promovido pela ideologia escravista no 
período colonial, à subserviência e à docilidade defendida pelo período abolicionista 
do século XIX. Viveu a imagem da marginalidade e violência do período da Republica 
Velha, assim como foi obrigado a acreditar na igualdade racial do período Getulista. 
8
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade I
Diversas imagens e contradições culminaram com a construção das lutas identitárias 
do final do século XX e a busca pelo reconhecimento da discriminação e da desigual-
dade vividas e pela construção de políticas afirmativas.
Através destas múltiplas e contraditórias imagens, pode-se perceber que o dis-
curso de raça e do racismo brasileiro acabou por se consolidar, justificando e cristali-
zando desigualdades e injustiças sociais que, finalmente, começam a ser combatidas 
a partir do processo de construção das identidades étnicas no Brasil.
Muito bem, caro aluno (a). Após a leitura do Texto-Base 01 e feitas as reflexões 
e debates nos fóruns de discussão das cinco Questões Dirigidas você está pronto 
para desenvolver a atividade escrita da Primeira Unidade, que se encontra no Am-
biente da WEB aula.
Boa pesquisa! 
9
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
UNIDADE II
Caro (a) Estudante! 
Vamos dar início a nossa Segunda Unidade que objetiva investigar as origens 
históricas do racismo no Brasil. Para isso, vamos ler três textos-básicos para o de-
senvolvimento desta unidade.
Os três textos fazem parte do livro de Wlamyra Alburquerque e Walter Fraga 
intitulado: Uma história do negro no Brasil. Deste livro, iremos trabalhar três capítu-
los que você possui disponível para download na Biblioteca do Ambiente Virtual de 
nossa disciplina.
 Lá você vai encontrar os seguintes textos para a segunda unidade:
Texto-Base 02: História da África e a Escravidão Africana 
Texto-Base 03: Família, Terreiros e Irmandades
Texto-Base 04: O Fim da Escravidão e o Pós-Abolição
TEXTO-BASE 02-03-04
ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de ; FRAGA, Walter Filho. Uma história do negro no Brasil. Salvador: Centro de 
Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006. Disponível: <http://www.africanos.eu/ceaup/
index.php?p=a&type=EX&s=27. >. Acesso: 03 de dezembro de 2015. 
Uma história do racismo no Brasil
Escravismo Africano
Ao longo desta unidade, iremos percorrer as bases dos discursos racistas bra-
sileiros e perseguiremos as construções históricas nas quais se baseiam tais discur-
sos. Iremos combater, com argumentos históricos, algumas construções discursivas 
comumente utilizadas para fomentar e legitimar as prerrogativas racistas no Brasil 
em seus diversos períodos. 
Para isso, iremos começar estudando o Texto-Base 02 que possui como título: 
História da África e a Escravidão Africana.
Neste capítulo, os autores Albuquerque e Fraga buscam, através do estudo da 
história da África ocidental, as origens das práticas escravistas no continente africano. 
Além deste interessante estudo sobre as origens históricas do escravismo, poderemos 
perceber que muitas das características políticas e econômicas, utilizadas para estu-
dar e compreender o processo histórico das civilizações ocidentais, que comumente 
estudamos na escola nas disciplinas de história, não são adequadas para o estudo 
das sociedades africanas. 
Ao depararmos com as noções de famílias, clãs e etnias dos principais reinos 
africanos, desde a Idade Média, percebemos que os conceitos de Estado, Território, 
Fronteiras Geográficas, Estados e organizações familiares e religiosas são profun-
damente diferentes das noções que, habitualmente, utilizamos para estudar as so-
ciedades da cultura ocidental.
Construídos sobre outros patamares e fundados sobre relações familiares e reli-
giosas, as sociedades africanas constituíram-se em condições diversas das civilizações 
que deram origens as sociedades europeias ocidentais.
Conforme podemos escutar com frequência, quando falamos do escravismo do 
negro africano, onde determinados discursos racistas costumam tentar amenizar 
os impactos do escravismo do africano no Brasil, afirmando que esta já era uma 
prática utilizada entre as sociedades e reinos africanos, mesmo antes da chegada 
10
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
dos portugueses no continente e, assim, a prática do escravismo não traria nenhum 
estranhamento e não representaria alguma espécie de barbárie.
Porém, quando nos deparamos com estudos históricos sobre o escravismo 
africano, podemos perceber que não se pode compreender as práticas existentes 
anteriormente ao escravismo português como fenômeno de um mesmo processo.
No Texto-Base 02, os autores dissertam sobre três tipos de escravismo que o 
continente africano vivenciou ao longo de sua história.
O primeiro tipo de escravismo, denominado Escravismo Doméstico, é descrito 
como uma prática de escravidão que determinados povos e reinos utilizavam no obje-
tivo de arrecadar mão de obra para as práticas agrícolas familiares. Um dos aspectos 
comuns aos povos africanos era a existência de grandes extensões de terra e muito 
pouca gente para trabalhá-la. Assim, a obtenção de escravos pela guerra era uma 
prática comum, contudo a concepção do escravo estava baseada em outros parâmetros 
e concepções. Na realidade, esperava-se que o escravo doméstico, arrancado-se sua 
cultura, com linguagem, costumes e ritos diferentes, passasse a incorporar, depois de 
um tempo de trabalho escravo, os elementos culturais de seus dominadores. 
Buscava-se, deste modo, a incorporação do escravo aos princípios e elementos 
culturais dos dominadores para que ele pudesse assim fazer parte da nova cultura. 
A manutenção da condição de escravo estava limitada à capacidade de o escravo 
assumir os novos elementos culturais e a se incorporar à nova cultura. Ao assumir 
traços da nova cultura, o escravo perderia a condição de cativo e passaria a fazer 
parte das relações sociais e culturais, sendo permitido o casamento e a garantia de 
pertencer à nova sociedade.
Nestas bases, o escravismo doméstico era provisório e objetivava incorporar no-
vos elementos à cultura local, aumentando assim, o número de elementos da família, 
das tribos e dos reinos.
A realidade do escravismo doméstico passoua sofrer interferências desde a ex-
pansão do Islamismo no continente africano, no final do século VII d.C. inaugurando 
o segundo tipo de escravismo africano denominado Escravismo Islâmico.
A partir deste processo de expansão do Islamismo, a utilização do escravo passou 
a ser concebida como mercadoria. As extensas rotas comerciais islâmicas, através 
do continente africano e asiático, garantiram um próspero mercado não só para os 
produtos africanos como também para o escravo africano. 
A presença do Islã na África Ocidental permitiu que o alinhamento de forças fosse 
revisto a partir do grau de aproximação de determinados reinos com os interesses 
comerciais muçulmanos. A força comercial dos povos que estabeleceram relações 
com o Islã levaram os produtos africanos antes restritos aos comércios regionais, a 
se tornarem empreendimentos intercontinentais. 
Este novo ordenamento, iniciou-se com a expansão e consolidação do Islã na 
África ocidental se consolidou nos séculos seguintes e só foi ameaçado a partir do 
final do século XV, com a expansão dos interesses cristãos capitaneados por Portugal 
em direção ao continente Africano. Após consolidar o domínio de Ceuta, Portugal em 
busca do ouro e das mercadorias africanas, inicia um longo processo de expansão 
pela costa ocidental africana que acabará por consolidar um novo arranjo de forças 
entre os reinos africanos ora próximos dos interesses muçulmanos, ora próximos a 
expansão cristã.
Com a consolidação do comércio português e cristão na África um dos principais 
produtos comerciais passou a ser a mão de obra escrava, inaugurando um dos mais 
intenso e cruel êxodo da história.
Discussões Dirigidas do Texto-Base 02
Após a leitura do Texto-Base 02, você deverá pesquisar, refletir e debater no 
Fórum da Segunda Unidade sobre as seguintes questões dirigidas, levantadas no 
11
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
texto sobre o escravismo no continente africano.
a) A relação entre o sistema familiar dos povos africanos e a prática do 
escravismo doméstico ditou a possibilidade de o escravo estranho aos costu-
mes locais ser, com o tempo, incorporado dentro da nova cultura, inclusive com 
o direito ao casamento e, assim, eliminando as relações escravistas.
b) A expansão do Islã no continente africano se deu por várias formas, desde 
a invasão e domínio até a conversão de povos ou mesmo só das lideranças dos 
povos africanos. Estas diversas formas de contato muçulmano com os povos 
africanos ditaram o ritmo das relações comerciais e a intensidade da prática do 
escravismo que deixou de ser doméstico e passou a ser comercial.
c) A ampliação das atividades comerciais com o fomento das rotas comerciais 
muçulmanas levou a uma nova distribuição de riqueza e de poder no interior 
do continente africano.
d) A chegada dos portugueses ao continente africano acabou dinamizando 
as práticas comerciais pela presença das caravelas que elevaram a capacida-
de comercial com os povos africanos. Este fator trouxe uma nova arrumação nas 
relações de poder entre os povos que passaram a usufruir o prestígio econômico 
ao comercializar com os portugueses.
e) Entre os diversos produtos que Portugal comercializa com os reinos 
africanos o escravo torna-se rapidamente o ponto fundamental para o des-
locamento e consolidação de poder no interior da África, desafiando inclusive 
antigas alianças com o Islã.
f) O fomento do escravismo em direção às Américas e, especificadamente, para 
o Brasil elevou a prática do comércio escravo internacional a escalas nunca 
vistas na história da humanidade.
Como podemos perceber, o escravismo não foi uma invenção cristã ou por-
tuguesa, pois era uma prática interna do continente africano desde a antiguidade 
através do escravismo doméstico. Com a chegada do Islã, o escravismo assume um 
caráter comercial e provoca uma série de novas relações econômicas e de poder no 
continente africano.
Já com a chegada do cristianismo, o escravismo assume uma escala nunca vista 
na história, levando milhões de pessoas ao escravismo intercontinental.
Vimos, na leitura do Texto-Base 02, que, embora o escravismo já existisse ele 
possuía concepções e impactos diferentes, embasados em ordenamentos familiares e 
culturais. Com a presença do Islamismo e do cristianismo, diversas estruturas foram 
transformadas, tanto nas relações escravistas, como na própria organização dos povos 
e reinos africanos, que resistiram ou perceberam, na aliança com os portugueses, a 
oportunidade de dominar antigos inimigos locais.
Escravismo Brasileiro
Neste item da nossa segunda unidade, iremos basear nossas reflexões e discus-
sões na leitura do Texto-Base 03 intitulado: Família, Terreiros e Irmandades.
Neste texto, iremos estudar a forma como o sistema escravista desenvolveu 
mecanismos para destruir a identidade do escravo africano que chegava no Brasil. 
Elementos como família, religião e cultura passaram por um processo de esmaga-
mento tornando o escravo africano distante das suas relações histórico culturais. 
Esta política, com o evidente objetivo de retirar do africano suas heranças tinha como 
finalidade última dificultar ou, até mesmo, eliminar a possibilidade de resistência e 
12
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
fuga do escravo.
Além de estar em outro ambiente em territórios e culturas muito diferentes dos 
quais foi formado, a grande e sistemática presença de diversas nações e etnias, 
presentes nas senzalas brasileiras, dificultava em muito o processo de busca ou 
construção de laços culturais, deixados no continente africano pelos escravos.
As diferenças eram profundas e marcadas por muitas línguas, costumes e, até 
mesmo, manifestações religiosas. Estas diferenças dificultaram as fugas organizadas 
nas senzalas, ao mesmo tempo em que demarcavam o poder da cultura branca cristã 
no país.
Os escravos não só tiveram que apreender a conviver com as diferenças entre 
as nações africanas como também tiveram que assimilar elementos da cultura cristã 
europeia, ditada pelos senhores das terras.
Do resultado desta convivência surgiu a possibilidade de resgate dos elementos 
culturais africanos como uma forma de resistência à opressão ditada pelo regime 
escravista. Resistência que se manifestou na tentativa de reconstruir elementos 
culturais, deixados no continente africano trazendo, assim, novamente elementos 
identitários que ao invés de afastar, poderiam aproximar as diversas manifestações 
culturais no Brasil.
Relações familiares, étnicas, religiosas e costumes foram adaptados para atender 
e aproximar diversas culturas africanas. Através do sincretismo, múltiplas manifesta-
ções culturais africanas passaram a compor elementos de uma nova etnia africana no 
Brasil, que agora se construiria sob novas bases, mas respeitando as fortes tradições 
africanas. 
Valores, credos e fundamentalmente, organizações familiares construíram-se, se-
guindo os parâmetros africanos no interior das senzalas que, além de compartilharem 
elementos comuns também passaram a assimilar elementos da cultura dominante 
cristã, por meio de um sincretismo entre a nova cultura africana construída no Brasil 
com elementos tradicionais africanos, ao mesmo tempo, em que incorporavam ele-
mentos do cristianismo.
Discussões Dirigidas do Texto-Base 03
Após a leitura do Texto-Base 03, você deverá pesquisar, refletir e debater, no 
Fórum da Segunda Unidade, sobre as seguintes questões dirigidas, levantadas no 
texto sobre Família, Terreiros e Irmandades.
a) Após ter suas raízes e identidades arrasadas pelo sistema, o escravo africano 
no Brasil inicia o processo de construção de seus antigos laços culturais como 
o estabelecimento de família e irmandades.
b) Nas Famílias, buscava-se aproximar pessoas da mesma etnia com traços da 
mesma língua e costumes. 
c) Nas Irmandades religiosas, diversas etnias passavam a cultuar os mesmos 
santos ou santas, chegando a atrair os brancos pobres.
d) NosTerreiros, a criação de diversas estruturas religiosas de várias religiões 
africanas.
Como podemos perceber, tanto as múltiplas formas de família, como as irman-
dades e os terreiros tornaram-se formas de resistência dos escravos ao sistema 
escravista, pois ajudavam a construir uma identidade negra no Brasil e a fugir do 
processo de coisificação que o sistema impunha aos escravos. 
Estas práticas e resistências constituíram-se de tal forma e força que contra-
ditoriamente também passaram a ser incorporadas e a fazer parte da cultura cristã 
dominante. 
13
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
Lutas Sociais nas Primeiras Décadas do Século XX
Agora ao trabalhar com o Texto-Base 04: O Fim da Escravidão e o Pós-Abolição, 
você vai estudar as formas e as implicações do processo de abolição da escravatura 
para a constituição da sociedade brasileira.
Ao longo da segunda metade do século XX, as lutas contra o escravismo através 
dos movimentos abolicionistas passaram a fazer parte das discussões políticas e 
econômicas do II Império brasileiro.
As elites brasileiras que na maioria buscavam a Europa para a formação acadêmica 
voltaram para o Brasil, influenciadas pelas ideias do liberalismo e pelos interesses do 
capitalismo industrial que enxergavam o sistema escravismo como anti-produtivo já 
que não gerava poder de consumo entre os trabalhadores.
Embora o Brasil tenha sido um dos países mais tardios em tratar seriamente o 
tema da abolição da escravatura, suas estruturas econômicas estavam se desvenci-
lhando da dependência da mão de obra escrava com o deslocamento da produção do 
açúcar nordestino para o café do sudeste antes mesmo do fim da primeira metade do 
século XIX. Esta mudança trouxe a possibilidade de uma mudança no modelo de mão 
de obra que passou a ser paulatinamente substituída por mão de obra assalariada.
A permanência de uma resistência por parte dos produtores nordestinos ao fim do 
escravismo devia-se a uma reivindicação dos proprietários de escravos que exigiam 
uma indenização por parte do Império brasileiro caso ele promovesse a abolição.
A divisão política regional brasileira e o choque de múltiplos interesses econômicos 
acabaram por prorrogar a inevitável abolição da escravatura, até o final do século 
XIX, e, consequentemente, ao fim do próprio Império brasileiro.
Assim, a longevidade do escravismo brasileiro durante o século XIX permitiu que 
as estruturas econômicas e políticas tanto do capitalismo internacional como dos se-
tores produtores do Brasil sofresse severas transformações, dentre elas o abandono 
da dependência da utilização de mão de obra escrava. 
Após a proclamação da república em 1889, um ano após a abolição da escravatura, 
os interesses e forças brasileiros estavam direcionados à construção da cidadania 
brasileira, que deveria ser feita a partir de diversos elementos sociais, políticos e 
econômicos.
O Brasil, do início do século XX, mudara radicalmente a sua dual composição 
social de senhores e escravos, característica do período colonial e imperial. As pri-
meiras décadas do novo século ficaram marcadas por embates entre diversos setores 
da sociedade brasileira. A hegemonia dos produtores de café, o fortalecimentos das 
cidades, as burguesias comerciais e industriais, as forças operárias agrárias e urba-
nas, os imigrantes e uma tímida classe média brasileira passaram a disputar espaço 
e poder na política brasileira.
Com o surgimento destes novos setores sociais e econômicos, a necessidade de 
construção da cidadania brasileira fez-se urgente. Porém, este projeto de construção 
da cidadania de certa forma refletiu as campanhas abolicionistas brasileiras do século 
XIX, que estavam muito mais preocupadas em acabar com o escravismo do que com 
o escravo brasileiro, uma vez que, na grande maioria das vezes as lutas abolicionistas 
não possuíam nenhum projeto de como inserir o agora liberto à sociedade brasileira.
Com o projeto de cidadania brasileiro, iniciado nas primeiras décadas do século 
XX, a realidade para o negro liberto não foi diferente das campanhas abolicionistas. 
Ele não fazia parte das discussões. Debatiam-se os direitos da classe médias, das 
elites agrárias do sudeste, do sul e do nordeste, das elites urbanas, dos operários e 
dos imigrantes. Porém, quanto a enorme parcela de escravos libertos das plantações 
de café e mesmo dos centros urbanos, nenhum modelo ou projeto fora implantado 
para incluí-los na nova ordem produtiva e social brasileira.
Não só os libertos não faziam parte dos projetos de modernização do início do 
século XX como se constituíram como um problema para a implantação deste projeto.
14
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade II
O Brasil do século XX era um país que visualizava a modernidade e a dinâmica 
dos grandes centros urbanos vividos pela Europa onde os libertos marcados pelo 
escravismo. Com pouca ou nenhuma qualificação para o trabalho, dificilmente fariam 
parte do novo Brasil desejado.
Quanto mais as cidades brasileiras desenvolviam-se e tornavam-se produtivas e 
atrativas, mais as relações de marginalização dos libertos brasileiros faziam-se pre-
sentes. Repelidos pelo novo mercado de trabalho capitalista e empurrados para as 
periferias e favelas por uma cidade que rapidamente crescia e expandia, a parcela 
negra da sociedade brasileira, que viveu na completa exclusão durante os séculos de 
escravismo, percebeu que o novo século que iniciava-se trazia consigo uma política de 
exclusão talvez até mais perversa do que a anterior, o esquecimento e a marginalização.
De excluído para perseguido, esta foi a realidade de um novo Brasil que passou 
a utilizar da estratégia fundamentada em uma nova ideologia que buscava, num falso 
cientificismo, formas de dominar e de excluir. 
Discussões Dirigidas do Texto-Base 04
Após a leitura do Texto-Base 04, você deverá pesquisar, refletir e debater, no 
Fórum da Segunda Unidade, sobre as seguintes questões dirigidas levantadas no 
texto sobre a abolição da escravidão do Brasil.
a) O processo de abolição da escravidão no Brasil foi conduzido por múltiplas 
forças políticas e regionais brasileiras.
b) As ideias e proposições abolicionistas seguiam as teorias econômicas e 
políticas europeias, identificadas com os interesses econômicos do capitalismo
c) As discussões e ações entre a maioria dos movimentos abolicionistas brasilei-
ros estavam direcionadas ao fim do escravismo, mas pouco focavam o futuro 
dos escravos libertos.
d) A abolição da escravatura deu-se no Brasil no momento em que crescia um 
projeto de modernidade para o país onde as figuras do Império, do escravis-
mo e do escravo representavam um retrocesso, ou seja, a permanência de um 
passado indesejado.
e) A modernidade e a cidadania brasileira, no inicio do século XX, construiu-se 
com a inclusão de novos setores econômicos e sociais no país, como as 
elites burguesas urbanas, a classe média e a classe operária. Setores identifi-
cados com modernos e qualificados sistemas de produção, seja no campo ou na 
cidade, mas que possuíam em comum o esquecimento e a aversão à inclusão 
dos negros libertos brasileiros.
f) Aos libertos, estigmatizados pelo escravismo, pelo analfabetismo e pela 
quase total desqualificação às novas exigências do trabalho capitalista restou 
a periferia não só das cidades brasileiras, mas, principalmente, do projeto 
de cidadania brasileira que passou a se constituir sem consideram esta signi-
ficativa parcela da população brasileira.
g) Da imagem de escravo coisa, à de cidadão marginal, o negro brasileiro sofreu 
as consequências de diversos discursos e práticas de exclusão que superam em 
muito as práticas de domínio entre classes sociais consolidados em múltiplos e 
perversos discursos de inferioridade, perseguição, violência e intolerância 
racial.
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RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade III
UNIDADE III
Caro (a) Estudante! 
Vamos dar inícioa nossa Terceira Unidade que objetiva investigar a questão indí-
gena brasileira, desde seus aspectos históricos e sociais até a luta política pelo reco-
nhecimento nacional, através do processo de construção de uma identidade nacional.
Para isso, vamos trabalhar com o Texto-Base 05 de Livia da Silva Nascente inti-
tulado: Política e Construção da Identidade Nacional: os índios na história do Brasil.
TEXTO-BASE 05
NASCENTE, Livia da Silva. Política e Construção da Identidade Nacional: os índios na história do Brasil. Revista Lit-
teris, n. 6. Novembro de 2010. Disponível: <: http://revistaliter.dominiotemporario.com/doc/POkiTICA_E_CONS-
TRU_DA_IDENTIDADE_NACION_AL_-_OS_iNDIOS_NA_HISToRIA_DO_BRASIL.pdf >. Acesso em 03/12/2015.
A imagem do índio no Brasil
A chegada dos primeiros relatos dos conquistadores sobre as terras americanas 
desencadearam uma enorme curiosidade sobre os povos que habitavam estas novas 
terras por parte da população europeia.
Rapidamente, as comparações fizeram-se presentes e as ideias de bárbaros, 
primitivos e rudes, foram atribuídas aos povos americanos enquanto civilizados, 
evoluídos e refinados ficaram do lado europeu.
Aqueles que produziam em escala científica as classificações culturais guardavam 
para si as referências de desenvolvimento e evolução e tornavam suas características 
como parâmetro para comparar e julgar as culturas diferentes.
Portanto, foi com a visão de bárbaros, primitivos e rudes, que as populações 
americanas foram descritas e representadas entre a cultura europeia, demostrando 
que as questões ligadas às diferenças culturais estariam eternamente ligadas aos 
discursos de força e dominação.
Quanto às populações indígenas americanas e brasileiras, o processo de conquista 
deu-se dentro desta zona de interesse, onde os europeus buscavam justificar e legi-
timar o domínio dos novos territórios através de um discurso libertador da barbárie.
O termo conquista foi rapidamente substituído por civilizador e o domínio europeu 
frente às culturas americanas como colonizador. Estava-se levando a oportunidade 
para os povos americanos de absorver a cultura evoluída dos europeus. Para isso, a 
forma de governo, as práticas econômicas e, fundamentalmente, os costumes e a for-
ma de viver, ditadas pelo cristianismo, deveriam ser absorvidas à risca pelos bárbaros. 
Com o discurso de civilizado contra o bárbaro, a relação entre europeus e índios 
brasileiros se estabeleceu. As Missões cristãs buscavam, de forma sistemática, a 
conversão dos selvagens em bons cristãos.
Mesmo os constantes conflitos armados e guerras entre europeus e índios eram 
justificados como uma espécie de guerra santa com o único objetivo de converter 
os selvagens.
Assim, as relações entre os índios com os colonizadores resumiam-se em um per-
manente esforço de resistir à assimilação da cultura europeia dominante ou sucumbir 
pela violência defensora dos interesses civilizados dos europeus.
O tratamento histórico do índio brasileiro foi constituído sobre duas possibilidades: 
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RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Unidade III
a do selvagem convertido ou a do selvagem extinto. Este aspecto justifica a ausência 
ou silêncio da história brasileira em relação aos povos indígenas e, de certa forma, 
representa o total desconhecimento e interesse por parte das instituições públicas e 
privadas sobre questões pertinentes a questões indígenas.
Sendo assim, somente as lutas pela construção da identidade indígena e o estabe-
lecimento de políticas afirmativas de inclusão poderão estabelecer canais de reflexão 
para as questões culturais e territoriais dos povos indígenas brasileiros. 
Discussões Dirigidas do Texto-Base 05
Após a leitura do Texto-Base 05, você deverá pesquisar refletir e debater no 
Fórum da Terceira Unidade sobre as seguintes questões dirigidas, levantadas no texto 
sobre a cultura indígena brasileira.
a) A imagem construída do índio americano pelos europeus era de selvagem e 
primitivo.
b) Baseando-se na imagem de povos primitivos, justificou-se a conquista europeia 
das América que passou a ser construída como um processo de colonização.
c) A incorporação das características culturais europeias tornou-se obrigatória 
para os índios brasileiros que, através da cristianização receberam os aspectos 
ocidentais.
d) As luas e resistências dos índios ao processo de domínio europeu foi tratado 
como Guerra Santa contra o paganismo e barbárie, legitimando, assim, o ex-
termínio dos revoltosos.
e) Seja pela cristianização, ou incorporação da cultura ocidental européia, seja 
pelo extermínio nos campo de batalha, o índio brasileiro ocupou um lugar de 
silêncio por parte da historiografia brasileira, justificando, deste modo, o quase 
total desconhecimento por parte da sociedade sobre as principais questões e 
problemas indígenas na contemporaneidade. 
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RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA
Referências
REFERÊNCIAS:
ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de ; FRAGA, Walter Filho. Uma história do ne-
gro no Brasil. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação 
Cultural Palmares, 2006. Disponível: <http://www.africanos.eu/ceaup/index.
php?p=a&type=EX&s=27. >. Acesso: 03 de dezembro de 2015. 
NASCENTE, Livia da Silva. Política e Construção da Identidade Nacional: os 
índios na história do Brasil. Revista Litteris, n. 6. Novembro de 2010. Disponível: 
<: http://revistaliter.dominiotemporario.com/doc/POkiTICA_E_CONSTRU_
DA_IDENTIDADE_NACION_AL_-_OS_iNDIOS_NA_HISToRIA_DO_BRASIL.
pdf >. Acesso em 03/12/2015.
SOUZA, Telma Regina de Paula. Relações Étnico-Raciais: pra que lado mesmo? 
Impulso, Piracicaba, 17(43): 7-18, 2006. Disponível: < http://www.unimep.br/
phpg/editora/revistaspdf/impulso43.pdf. >. Acesso: 03 de dezembro de 2015. 
FANESE 
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