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Concepção e comportamento de edifícios em Alvenaria Estrutural

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CONCEPÇÃO E COMPORTAMENTO DE EDIFÍCIOS EM 
ALVENARIA ESTRUTURAL 
A alvenaria estrutural trata-se de um sistema construtivo caracterizado pelo 
fato de os blocos e, consequentemente, as paredes, possuírem função 
estrutural, resistindo a outros esforços além de seu peso próprio. Por essa razão, 
o sistema de alvenaria estrutural não prescinde e vigas e pilares para a 
sustentação da estrutura. 
Tendo em vista o comportamento de estruturas em alvenaria estrutural, a 
concepção da estrutura é muito importante. Nesse contexto, recomenda-se que 
concepção possua: 
• Paredes sobrepostas andar a andar; 
• Paredes uniformemente distribuídas na planta; 
• Plantas simétricas. 
Especificamente, deve-se buscar arranjos estáveis frente às ações 
externas em todas as direções. Para tanto, é preciso prever paredes estruturais 
em ambas as direções, em quantidades e com comprimentos suficientes para 
atender às verificações do dimensionamento. 
A sobreposição de paredes é importante para assegurar a distribuição e 
uniformização de esforços da estrutura. Além disso, vale pontuar que a rigidez 
de um edifício é maior quanto menor for a relação altura/largura da estrutura. 
Logo, nesse sentido, quanto mais quadrada for a planta, melhor será a rigidez 
em ambas as direções. 
No que diz respeito à resistência dos blocos, além de considerar as 
necessidades arquitetônicas para prever as paredes estruturais, o projetista 
deve ter em mente que quanto o maior o número de paredes estruturais, menor 
será o fbk requerido para atender às verificações de projeto. Ademais, conforme 
já mencionado, paredes distribuídas nos dois sentidos e a amarração direta 
provêm maior estabilidade para a estrutura e distribuem melhor as cargas. 
Quanto às amarrações, apesar de a amarração indireta ser exequível, ela 
acarreta em diversos prejuízos do ponto de vista estrutural. Para exemplificar, 
cita-se que: 
• Para os esforços verticais, não é possível considerar distribuição de 
carregamentos entre as paredes, pois, na prática, elas não estão 
efetivamente amarradas; 
• Para os esforços horizontais, não é possível considerar as abas no 
cálculo da rigidez das paredes de contraventamento. 
Em relação às armaduras, apesar de os blocos de concreto e cerâmico 
possuírem bom comportamento quando solicitados a esforços normais de 
compressão, eles são frágeis quando submetidos à tração. Como solução, 
inserem-se armaduras dentro dos blocos, as quais possuem ótimo 
comportamento quando tracionadas. 
As paredes que precisam de armadura são as que atuam como 
contraventamento. Elas que realmente resistem aos esforços laterais. Visto isso, 
tem-se que a necessidade de armadura ocorre nas regiões de extremidades das 
paredes, pois são nesses locais que elas são solicitadas pelos maiores esforços 
de tração. 
Por fim, o graute é definido como o “material cimentício fluido, utilizado 
para preenchimento de espaços vazios da alvenaria, com a finalidade de 
solidarizar armaduras à alvenaria ou aumentar a sua capacidade resistente” 
(ABNT NBR 16868-1, 2020) 
O graute é requerido nas paredes em que se necessita elevar sua 
resistência à compressão. Comumente isso ocorre em paredes sujeitas à 
elevados esforços verticais ou a cargas pontuais. 
De forma simplista e generalista, pode-se afirmar que a armadura é 
necessária para resistir à esforços laterais (horizontais), enquanto que o graute 
atua frente aos esforços verticais. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 16868-1: 
Alvenaria estrutural - Parte 1: Projeto. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.

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