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Apostila Yellow Belt

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1ª Edição
Prof. Dr. Ademir J. Petenate
Introdução 1
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23
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Define	 59
Contrato de Projeto de Melhoria 61
SIPOC 69
Measure	 75
77
85
93
97
101
Improve	
Control
Introdução 1
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O MO Mododeello do de Me Meellhhoorriiaa: A: As 3 Qs 3 Quueessttõeões Fs Fuunnddaammeennttaaiiss 
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Contrato de Projeto de Melhoria 61
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101
AAnnaallyyzee		 117
Diagrama de causa e efeito 
Introdução ao Lean
121
Improve	 142
Control 154
Sumário
127
Gráficos de tendência e causas de variação
Publicado por Escola EDTI
Campinas São Paulo
2020
®
®
INTRODUÇÃO
2
Melhorar é uma
 necessidade
A metodologia Lean Seis Sigma surgiu da união de duas outras 
metodologias, antes conhecidas como concorrentes: o Lean, 
que nasceu na Toyota, baseado no TPS (Toyota Production 
System), e o Seis Sigma, nascido na Motorola.
Ambas as metodologias vão (quando isoladas) além do que 
é ensinado e pedido de um Black Belt. Para atender essa 
necessidade, foi desenvolvida a metodologia Lean Seis Sigma, 
que incorpora as ferramentas mais úteis e focadas 
 em melhoria de processos.
Com a competitividade cada vez maior entre as 
empresas, projetos de melhoria ajudam a reduzir custos, 
problemas de qualidade e também a ajudam a encontrar 
soluções inovadoras. Necessidades que se fazem 
presentes nas organizações do cenário atual.
O discurso de “sempre fiz assim e deu 
certo” não garante mais a sobrevivência 
das empresas e, por esse motivo, 
é necessário dominar um método 
eficiente de realizar melhorias.
Aqui, as ferramentas do Lean são 
direcionadas para o mapeamento de 
processos e desenvolvimento de cultura 
de melhoria dentro de empresas. As 
ferramentas do Seis Sigma têm foco em 
análise de dados e técnicas de estatística 
para auxílio em tomadas de decisões.
3
Introdução
As Eras 
da Qualidade
AC - 1750: Era dos artesãos
O artesão controla o sistema de produção. Atende a 
definição de qualidade do cliente. Alta qualidade obtida 
com alto custo. Mercadorias únicas.
1750 -1950: era da produção
Transição dos métodos de produção artesanais para a produção 
por máquinas. Nesse momento, acontece um impacto fantástico na 
redução de custo de produção. A qualidade se torna secundária, e 
controlada através de inspeções. Criação de uma estrutura gerencial 
robusta, com departamentos e barreiras os separando para garantir 
que esses sistemas (produção e inspeção) fossem controlados.
1750 1875 1930 19801950 1990 2000
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As Eras 
da Qualidade
1875: Taylorismo
1875: Frederick Taylor desenvolve a primeira abordagem para 
trabalhar com produtos e processos mais complexos: dividir 
os trabalho em pequenas unidades de processamento. Essa 
metodologia é chamada de “Administração Científica”.
1900-1930: Fordismo 
Henry Ford desenvolve o conceito de linha 
de montagem e desenvolve alguns métodos 
para melhorar a qualidade e produtividade, 
como sistemas à prova de erros e inspeção. 
Em contrapartida, o método faz aumentar os 
problemas com qualidade. 
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Introdução
As Eras 
da Qualidade
1930: Shewhart (cep) 
Walter Shewhart (que na época trabalhava na Bell Telephones) 
começa a entender que os problemas de qualidade estão 
envolvidos com as variações que ocorrem nos processos. 
Reconhece a existência de variabilidade em todos os indicadores 
de processo e divide as causas de variação em duas categorias: 
comuns e especiais. Também desenvolve um método para 
identificação das causas de variação: o gráfico de controle. Outra 
importante contribuição é o ciclo de Shewhart, no qual propõe 
a utilização do método científico para solucionar problemas de 
qualidade. Nessa época outra figura importante é o Fisher, através 
do desenvolvimento de experimentos na área da agricultura. Ele 
começa a desenvolver várias técnicas de análises de dados para 
otimizar e planejar experimentos.
 1950 - dias de hoje: Era do 
gerenciamento da qualidade:
 O norte americano Deming, discípulo de Shewhart, 
foi enviado ao Japão para ajudar o país a planejar 
o senso de 1950. Deming começa então a interagir
com o governo e companhias, e a gestão começa a
expandir. Com isso suas ideias começam a ser usadas
para reconstruir o Japão, e o país se torna competitivo
novamente. Juran e Ishikawa também participam deste
processo. Karou Ishikawa introduz o diagrama de causa
e efeito. Com isso, em 1970, os japoneses começam a
aparecer no ocidente com produtos de boa qualidade e
com preços altamente competitivos, principalmente na
indústria automotiva.
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As Eras 
da Qualidade
1980-90: ISO, Lean, Seis Sigma
 É o momento histórico em que ocorrem as maiores 
transformações no ambiente da melhoria da 
qualidade: Os Estados Unidos começam a perder 
mercado para os japoneses e iniciam missões para o 
Japão para entender como funcionava o processo de 
fabricação dos veículos no país.
Algumas empresas se organizam para atuar junto a 
universidades, no intuito de mudar o currículo dos 
engenheiros adicionando termos de qualidade. 
A Motorola propõe um desafio de aumentar o nível 
de qualidade de maneira exponencial. Com isso, um 
conjunto de ideias e conhecimentos adquiridos são 
agrupados, dando origem ao Seis Sigma.
1990: Modelo de Melhoria, Lean Seis Sigma 
Neste período, pesquisadores começam a notar que as metodologias 
Lean e Seis Sigma possuem o mesmo objetivo (realizar melhorias 
dentro de uma organização). Nasce então o Lean Seis Sigma. 
O livro Modelo de melhoria é lançado e integra os diversos métodos 
e ferramentas de melhoria em uma abordagem robusta e eficaz, 
facilitando a integração e aumentando a eficiência dos programas de 
melhoria. 
ISO: Publica o primeiro manual da 
qualidade.
Lean: Em um projeto paralelo, o MIT 
(com patrocínio de várias empresas 
automobilísticas) monta um grupo 
de pesquisa para estudar o sistema 
de produção americano, japonês e 
europeu. Deste estudo começam a 
entender o sucesso da produção, 
baseado no sistema Toyota de 
produção. O livro A máquina que 
mudou o mundo é publicado e introduz 
o conceito de produção enxuta (Lean
Manufacturing).
1750 1875 1930 19801950 1990
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Introdução
O que é 
 Lean Seis Sigma?
LSSLean Six-Sigma
O que é Lean Seis Sigma?
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O que é 
Lean Seis Sigma?
Com o objetivo de trazer soluções para problemas 
existentes nas empresas, o Seis Sigma tem uma meta 
de redução de defeitos. Em tese, para atingir o nível Seis 
Sigma, a empresa deveria possuir 3,4 defeitos a cada 1 
milhão de oportunidades.
Alguns exemplos seriam:
Um banco abre um milhão de contas por ano e (após 
levantamento) constatou-se que 100.000 dessas contas 
tiveram algum problema com o preenchimento de dados 
que demandou retrabalho, por parte da empresa ou dos 
clientes. Com isso, o processo de abertura de contas se 
enquadra entre os níveis 2 e 3 sigma.
Uma linha de produção de notebooks observa após 
alguns meses que seu rendimento de produção está em 
98% (ou seja, 2% dos notebooks produzidos têm algum 
defeito). O nível sigma atual da produção está entre 3 e 4 
sigma.
Uma empresa de aviação tem, em todo seu histórico, 
rendimento de 99,9999% de voos que não apresentaram 
nenhum tipo de problema. Portanto o processo de voos 
da empresa está acima do nível 6 sigma.
A cada 1 milhão de rodas produzidas, 
apenas 3,4 apresentam defeitos. A 
produção trabalha em nível 6 sigma.
Esse valor foi definido a partir de um 
estudo envolvendo algumas empresas 
referência na área de qualidade, e foi 
possível constatar que elas possuíam 
em torno de 3,4 defeitos para cada 
milhão produzido. 
O nível sigma também pode ser definido 
para outros valores, como mostra a 
tabela da figura. Também é importante

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