A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
PERÍODO CONCESSIVO

Pré-visualização | Página 1 de 1

PERÍODO CONCESSIVO 
 
Completado o período aquisitivo, que é de 12 meses, o empregador terá de conceder as férias nos 12 
meses subseqüentes, período a que se dá o nome de período concessivo. São doze meses para que o 
empregado adquira direito às férias (período aquisitivo) e doze meses subseqüentes para que o 
empregador as conceda (período concessivo). A concessão das férias é ato exclusivo do empregador, 
independendo de pedido ou concordância do empregado. É o empregador que irá determinar 
a data da concessão das férias do empregado, da forma que melhor atenda aos interesses da empresa. 
O empregado não tem direito de escolha. Sempre que as férias forem concedidas fora do prazo, isto é, 
após o período concessivo, o empregador estará obrigado a pagá-las em dobro. 
Se todo o período de férias é concedido após o período concessivo, todos os dias correspondentes 
deverão ser remunerados em dobro. Se houver a concessão de parte das férias dentro do período 
concessivo e parte fora desse período, apenas a remuneração equivalente aos dias gozados fora do 
prazo é que deverá ser paga em dobro. Por exemplo, se 12 dias das férias 
foram concedidos dentro do período concessivo e 18 dias foram gozados fora desse período, apenas a 
remuneração equivalente aos 18 dias deverá ser paga em dobro. 
Por outro lado, se o motivo que gerou a concessão das férias fora do prazo não é imputável à empresa, 
mas sim ao empregado, não há que se falar em pagamento em dobro. Se as férias não foram concedidas 
no período concessivo porque a empregada entrou em gozo de licença-matemidade, 
por exemplo, não haverá pagamento em dobro, pois foi uma circunstância totalmente alheia ao 
empregador, um fato somente relativo à obreira, que impediu a fruição das férias. Se as férias do 
empregado não foram gozadas por motivo de acidente do trabalho, não há que se falar em pagamento 
em dobro, pois a empresa não poderia prever esse infortúnio. Quando o acidentado retomar, deverá 
gozar as férias, mesmo fora do período concessivo, com pagamento normal, e não em dobro. 
Depois de esgotado o período concessivo de férias, sem que o empregador as haja concedido, poderá o 
empregado ajuizar reclamação trabalhista pedindo ao juiz a fixação das férias, por sentença, para o fim 
de gozá-las. Nessa circunstância, o juiz terá poderes para fixar o período das férias, nos termos do art. 
134 da CLT.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.