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Resenha do texto- Urbanização, segregação socioespacial e violência na cidade

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Resenha do texto: Urbanização, segregação socioespacial e violência na 
cidade: reflexões introdutórias 
Vanessa Andrade - Modulo 3 Arquitetura e Urbanismo 
 
Com o surgimento da Revolução industrial em meados do sec. XIII, a cidade 
sofreu grandes mudanças. As pessoas passaram a migrar para os meios 
urbanos em busca de novas oportunidades de trabalho e a sociedade brasileira 
se transformou de agraria- rural para urbano-industrial. A concentração da 
população passou a acompanhar os meios de produção e a geração de lucros 
no mercado. 
A rápida urbanização resultou na formação de núcleos urbanos desordenados e 
na distinção entre os bairros dando origem a segregação socioespacial e ao 
isolamento de classes, visando colocar indivíduos em espaços diferentes. 
De acordo com Zigmunt Bauman, sociólogo analista da pós-modernidade, “a vida 
na cidade é movida pela força do capital e impulsionada pela globalização atual” 
na qual, “emana o poder de quem comanda e não da localidade”. A cidade passa 
a ser movimentada pela geração de lucros e rapidez na forma com que as coisas 
acontecem, impedindo o olhar coletivo e a reflexão da vida, acarretando um olhar 
banal às situações do outro, junto ao cenário da pobreza e da fome. Assim a 
cidade deixa de ser um lar da sociedade e acaba por se tornar um grande abismo 
entre grupos. 
Diante desse cenário, um dos principais protagonistas da segregação social, é o 
poder público, que direciona suas políticas de forma não igualitária para 
diferentes áreas da cidade. A falta de investimento na saúde, educação e 
infraestrutura é nítido. O cenário onde jovens da periferia tem dificuldade no 
acesso a uma vaga na universidade vem se tornando cada vez maior. A falta de 
perspectivas futuras e do acesso ao emprego, tem gerado um grande aumento 
de atividades ilegais e criminais. De acordo com o texto, o crime e a violência 
urbana são um dos efeitos da grande desigualdade entre classes e da forma 
como o sistema gere os núcleos urbanos. A violência não ocorre isoladamente e 
sim em diversos espaços tanto elitizados como periféricos. Esse tema é uma das 
principais preocupações do cidadão, e devido a isso, o número de penitenciários 
cresceu alarmantemente, bem como as formas de opressão dentro das favelas. 
François Chesnais, economista francês, cita 6 causas para o aumento da 
criminalidade no Brasil, dentre elas, os meios de comunicação como criadores 
de apologias à violência, remetendo as favelas o sinônimo de ilegalidade, 
criminalidade e falta de cultura, criando assim, estereótipos onde, a 
marginalização e o crime são a mesma coisa. Dentro dessa mesma causa, existe 
uma grande preocupação da mídia em relatar os casos de mortes no Brasil, 
entretanto, as milhares de mortes na favela, não são nem citadas nos jornais, 
sendo possível a percepção do olhar banal à sociedade, como se a camada mais 
baixa não fizesse diferença dentro do corpo social. 
Tendo em vista o grande quadro que envolve âmbitos de segregação 
socioespacial e sua relação direta com a violência, é necessário uma 
reformulação urbana, visando interesses comunitários, bem como o território e a 
distribuição de riquezas. A falta de investimentos em instituições públicas deve 
ser sanado e o Poder Público deve investir em políticas de infraestrutura, saúde 
e educação, oferecendo perspectivas futuras para os jovens de baixa renda. 
A criação de programas esportivos e culturais também são alternativas dentro da 
periferia, além de cursos profissionalizantes e oficinas educacionais, de modo a 
combater barreiras entre as classes e preconceitos sociais. A cidade deve se 
tornar um bem comum e ser aproveitada por todos de forma justa e com 
equilíbrio, onde as oportunidades possam alcançar todas as camadas da nação 
e quebrar barreiras “invisíveis” que nos cercam dentro do estado civil.

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