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Artigo sobre tireoide

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RELAÇÃO ENTRE O HORMÔNIO DA TIREOIDE E A TEMPERATURA AMBIENTE
INFLUENCIANDO NO TECIDO ADIPOSO MARROM E NA TERMOGÊNESE MUSCULAR
ESQUELÉTICA EM UM CAMUNDONGO COM OBESIDADE INDUZIDA POR DIETA
obs: termoneutralidade = 30ºC
obs: temperatura ambiente = 22°C
Hormônio tireoideano = acelera o gasto energético (EE) metabólico
❖ fundamental para a termogênese induzida pelo frio (processo de queima de
gordura para transforação em energia e, consequentemente, em calor)
❖ camundongos hipotereóideos estudados por 60 dias
❏ o hipotireoidismo diminuiu a ingestão calórica e a gordura corporal
enquanto regulavam genes no músculo esquelético
❏ o hipotireoidismo não diminuiu funções termogênicas de tecido
adiposo marrom
❖ na termoneutralidade (30ºC) esses camundongos tiveram um gasto
energético mais lento - ou seja, a resposta metabólica ao hipotireoidismo
depende da temperatura do ambiente.
❏ na temperatura ambiente de 22ºC os camundongos não ficam obesos
pela alimentação induzida (HFD).
❏ mas, na temperatura de 30ºC (termoneutralidade) os camundongos
ficaram obesos por conta da alimentação induzida (HFD).
Contraste:
❖ eutireóide (controles normais da tireóide) = com uma dieta rica em gorduras
(HFD) eles ganham mais peso corporal e gordura a qualquer temperatura.
❏ nesse caso, ao mesmo tempo em que se ativa o tecido adiposo
marrom e acelera o gasto energético, não se ativa o programa
termogênico muscular esquelético.
❏ no fígado: o FHD aumentou 5X o teor de triglicerídeos e a expressão
de genes metabólicos chave
❏ 30ºC = reduziu à metade os triglicerídeos e regulou a expressão
genética.
❏ em camundongos hipotireóideos = a 30ºC as mudanças induzidas pelo
fígado continuaram e resultaram em steatose hepática marcada.
❖ “conclusão”:
❏ a termoneutralidade melhora a homeostase da glicose, mas isso não
ocorreu por causa do hipotireoidismo.
❏ os camundongos hipotireóideos são metabolicamente sensíveis à
temperatura ambiental, apresentando resistência à obesidade
induzida pela HFD e pelo metabolismo lipídico hepático.
observação:
❖ o H. da tireoide acelera a taxa de gasto energético basal na maioria dos
tecidos mamíferos, logo aumenta a termogênese por causa da ineficiência
termodinâmica da transformação energética.
❖ assim, o hipotireoidismo deixa mais lenta a taxa de gasto energético e,
eventualmente, causa hipotermia.
❖ animais homeotérmicos tem um controle rigoroso sobre a taxa de gasto
energético e sobre a termogênese; porém, a exposição ao frio produz um
calor homeostático conhecido como termogênese adaptativa e o hormônio
da tireoide é muito importante nesse processo.
❏ animais hipotireóideos sucumbem rapidamente quando vão para
ambientes frios.
Tecido adiposo marrom (BAT) em pequenos roedores e em recém nascidos:
❖ é o principal tecido da termogênese adaptativa , alvo reconhecido do H.
tireoideano
❖ seu controle é pelo SNS, onde um sinergismo entre a sinalização adrenérgica
e o H. da tireoide ativa rapidamente a produção de calor.
❏ o AMPc e o T3 regulam a expressão do gene UCP-1 (de proteção e
desacoplamento).
❏ esse gene sintetiza uma proteína BAT chave que explica como as
mitocôndrias nesse tecido aceleram e sustentam altas taxas de
respiração sem sintetizarem ATP.
Termogênese induzida pela dieta:
❖ termogênese adpatativa desencadeada pelo consumo calórico excessivo
❖ uma fração substancial dessa termogênese é ativada pelo SNS e ocorre no BAT
❖ desse modo, por causa do papel do BAT na termogênese induzida pelo frio,
supôem-se que o H. da tireoide também é crítico para a termogênse induzida
pela dieta.
❏ obs: não é claro que o H. da tireoide desempenha um papel na relação
entre o hipotireoidismo e a obesidade.
❏ diversos estudos indicam que há pequenas mudanças na composição
corporal dos indivíduos que transitam de hipo para hiper e vice-versa.
➔ na comparação de ratos eutireóideos com ratos
hipotereóideos, ambos ingerem a mesma quantidade de
caloria e ganham a mesma gordura corporal quando colocados
em uma dieta hipercalórica, questionando um papel para o H.
da tireoide no gasto energético induzido pela dieta.
interrupção da ativação hormonal da tireoide por nocaute do tipo II deiodinase
(D2KO)
❖ aumenta intolerância à glicose e o risco a esteose hepática quando em 30ºC
❖ o calor da taxa metabólica mantem a temperatura normal do núcleo
❖ a interrupção de D2 é compensada pelo aumento da atividade simpática do
BAT, sendo crítico o papel de D2 no controle metabólico e na resposta ao
HFD.
consequências
❖ animais hipotireóideos em 22ºC tem um fenótipo metabólico leve
❖ já em 30ºC o EE total cai em camundngos hipotireóideos = em 22ºC há
proteção contra a obesidade induzida pela dieta e em 30ºC não
❖ apenas em 30ºC = intolerância à glicose e tese hepática grave = o efeito do H.
da tireoide no metabolismo lipídico hepático é muito influenciado pela
temperatura.
Resultados
❖ eutireóide 22ºC VS hipotireóide 22°C com dieta induzida
❏ Hipotireoidismo = causou queda ingestão calórica e no final ganharam
um peso corporal 50% menor. As gorduras epididimal e
retroperitoneal, bem como a gordura total, aumentou muito menos do
que para os eutireóides.
➔ Não afetou: o gasto energético diário total e a relação de troca
respiratória.
➔ Afetou: aumentou a expressão de PGC-1alfa - alteração na
expressão genética BAT
❖ glicose e homeostase lipídica
❏ após o jejum noturno, a glicemia não se afetou nos animais
hipotireoideos, mas a resposta a um IPGTT teve maior glicemia no
ponto de tempo de 30 min.
❏ o teor de triglicerídeos hepáticos não foi significamente afetado
❖ efeitos da termoneutralidade (30ºC) no perfil metabólico dos camundongos
hipotireóideos
❏ fenótipo mtabólico leve
❖ eutireóide 22ºC VS eutireóide 30ºC com dieta induzida
❏ 30ºC: diminuição da ingestão calórica, mas com um pouco mais de
ganho de tecido adiposo marrom; sem alteração no tamanho da
gordura epididimal e retroperitoneal e nem na gordura corporal total;
diminuição do volume de oxigênio; redução significativa do gasto
energético diário; mínimas mudanças de tecido adiposo marrom.
❖ hipotireóide 22ºC VS hipotireóide 30ºC com dieta induzida
❏ 30ºC: nova redução na ingestão calórica, ainda abaixo dos
eutireóideos, mas sem efeito no peso corporal; redução no volume de
oxigênio; redução no gasto energético, menor que nos eutireóideos.
❖ glicose e homeostase lipídica
❏ eutireóideos e hipotireóideos: em 30ºC reduziu os níveis de glicose em
jejum durante a noite e melhorou a resposta geral a um IGPTT;
diminuiu a tolerância à insulina; o teor de troglicerídeos hepáticos foi
reduzido em 50% e não foi afetado pelo hipotireoidismo
❖ o hipotireoidismo é um fator aravante em um modelo de obesidade induzida
pela dieta?
❏ eutireóide-chow 22ºC VS eutireóide-HFD 22ºC: ingestão calórica
levemente reduzida pelo HFD, ganho 3,5X maior de tecido adiposo
marrom, gordura epididimal e retroperitoneal muito maior, gordura
corporal total aumentada em 50% e gasto energético diário total
acelerado.
❏ hipotireóideo-chow 22ºC e hipotireóide-HFD 22ºC: ingestão calórica
reduzida pelo HFD, menor ganho de tecido adiposo marrom e de
gordura corporal total; não aceleraram o gasto energético diário total
❏ glicose e homeostase lipídica: HFD causou intolerância à glicose e não
afetou insulina; teor de triglicerídeos aumentou 5X no fígado em
eutireóideos e em hipotireóideos.
❖ em 30ºC os camundongos hipotireóideos são mais suscetíveis à obesidade
induzida pela dieta?
❏ eutireóideos com FHD: ingestão calórica não afetada, ganho de tecido
adiposo marrom, 60% mais gordura corporal e aceleração do gasto
energético diário total.
❏ hipotireóideos com FHD: ingestão calórica não afetada, sem aumento
significativo do tecido adiposo marrom ou da gordura corporal,
diminuição do gasto energético diário total.
❏ glicose e homeostase lipídica com HFD: melhorou a tolerância à
glicose dos eutireóideos e não afetou os hipotireóideos; diminuição
da tolerância à insulina