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Análise Fusion - Resultados 2T20

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ELEVEN FINANCIAL RESEARCH | 13-AGO-20 
 
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Método Fusion – 2T20 
13/08/2020 
Análise Fusion - Resultados 2T20 
 
Marfrig (MRFG3) 
 
 
Raphael Figueredo 
Analista, CNPI-T 
 
Jéssica Feitosa 
Analista, CNPI-T 
 
Adeodato Netto 
Estrategista-Chefe 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Highlights: O resultado da Marfrig do 2T20 foi bastante forte e acima de nossas expectativas, resultado do aumento 
expressivo nas exportações para a China e excelente desempenho das operações da América do Norte. 
 
Resultado: A receita líquida atingiu 18,9 bilhões no 2T20 (+54% a/a e 20% acima das nossas estimativas). O EBITDA 
atingiu R$4,1 bilhões (+266% a/a e o dobro das nossas estimativas), com margem EBITDA recorde de 21,5%. Tanto a 
América do Norte quanto a América do Sul reportaram um EBITDA recorde em relação ao histórico da companhia. 
 
Na América do Norte, a receita líquida foi de US$ 2,7 bilhões (19,2% a/a). Esse aumento é explicado principalmente 
pelo maior preço de venda no mercado doméstico, compensado parcialmente por uma queda de 7% no volume de 
vendas. 
 
No 2T20 o indicador do preço médio de venda (USDA Comprehensive) foi de US$ 292,24/cwt (+ 32,2% a/a), enquanto 
o preço médio utilizado como referência para compra de gado (USDA KS Steer1) foi de US$ 106,92/cwt (-9,1% a/a). 
Os maiores preços médios de venda de produtos bovinos combinados com preços menores de gado resultaram em 
melhores margens unitárias para os processadores e maior rentabilidade para a indústria, fatores que compensaram 
as quedas no volume de produção. Como resultado, o EBITDA da América do Norte foi de US$635 milhões (+170% 
a/a), com margem de 23,7% (vs. 10,5% no 2T19). 
 
Na América do Sul a receita líquida foi de R$ 4,4 bilhões ( +27,7% a/a), explicada (i) pelo aumento de 17,8% no volume 
de exportações, (ii) pelo aumento de 42,5% no preço médio de exportações e (iii) pela desvalorização de 37,5% do 
real frente ao dólar. No 2T20 as exportações passaram a representar 68% da receita da operação em comparação 
com os 59% no 1T20 e 52% no 2T19. Aproximadamente 65% do total das receitas de exportação foram destinados à 
China e Hong Kong (+81% a/a), fruto das novas habilitações do país asiático ocorridas no 2S19. O bom desempenho 
das exportações combinado com o efeito positivo da taxa de câmbio mais favorável contribuíram para um EBITDA 
de R$ 613 milhões (+184% a/a) e a Margem EBITDA de 13,9% (vs. 6,3% no 2T19). 
 
O índice de alavancagem medido pela relação entre dívida líquida/EBITDA reduziu para 2,1x (vs. 3,6x no 1T20), menor 
patamar histórico. A Marfrig tem posição de caixa que cobre os vencimentos de dívida pelos próximos 36 meses, 
fator que a deixa com uma estrutura de capital bastante confortável. 
 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: muito acima do esperado 
 
*legendas explicativas no final do relatório. 
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Com esse resultado forte e recorde, nossa recomendação para a MRFG3 permanece de COMPRA. Em nossa visão, a 
forte demanda Chinesa por carne bovina deve continuar sustentando as exportações da companhia. Nos EUA, ainda 
que acreditemos que os spreads atuais não são sustentáveis no longo prazo, a reabertura gradual da economia 
americana deve contribuir para uma retomada do volume de vendas, o que por sua vez deve sustentar os preços da 
carne bovina no país. 
 
Visão Fusion: Após algumas semanas acumulando, ativo vai sinalizando retomada da força compradora e trabalha 
para romper a resistência dos 15,01 em nível de fechamento semanal, onde abriria espaço para um novo movimento 
de alta em direção aos 18,00. O saldo de volume segue forte e a média móvel exponencial de 200 períodos (MME200) 
apresenta inclinação positiva. Vemos potencial de alta para o ativo, mas seguimos de olho no fechamento desta 
semana para ver se consegue ultrapassar a resistência, onde abriria novas oportunidades na compra. Enquanto este 
movimento não se confirmar, seguimos com visão construtiva, mas aguardando o melhor timing. É necessário a que 
a performance relativa do ativo frente ao Ibovespa apresente novas máximas. 
 
 
 
 
Banrisul (BRSR6) 
 
 
 
 
 
Highlights: O Banrisul reportou um fraco resultado, impactado negativamente por maiores despesas de provisão e 
redução das receitas de serviços, parcialmente compensadas por menores despesas administrativas. Diante do 
cenário adverso, e dos impactos da quebra de safra no Rio Grande do Sul, mantemos uma visão cautelosa, com 
recomendação neutra. 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: dentro do esperado 
 
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Resultado: O Banrisul reportou um fraco resultado, com queda de 53% T/T e 61% A/A do lucro líquido recorrente 
que foi de R$ 129,8 milhões no 2T20. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio (ROAE) foi de 5,9% no 2T20 (vs. 
13% no 1T20 e 16,4% no 2T19). 
 
A margem financeira totalizou R$ 1,29 bilhão no 2T20, com queda de 4% A/A e crescimento de 3% T/T. A queda anual 
reflete menores spreads de crédito, dada a nova regulamentação do cheque especial e queda da taxa Selic e o 
aumento do custo de captação na comparação trimestral. 
 
A despesa com PDD de R$ 484,2 milhões no trimestre apresentou aumento de 64% T/T e 63% A/A. O aumento da 
provisão foi resultado da rolagem da carteira por níveis de rating e maior volume de operações em atraso. O índice 
de provisionamento sobre a carteira de crédito ficou em 8,3% em junho, o que representa um aumento de 0,5 p.p. 
em relação a março e 0,7 p.p. comparado a junho do ano anterior. 
 
Já as receitas com serviços e tarifas somaram R$ 457,7 milhões no 2T20, registrando queda trimestral de 9,2%, 
explicada pelo menor volume de receitas de conta corrente e pela redução das receitas com adquirência, uma vez 
que houve menor atividade no período devido à crise da COVID-19 e a maior competição no mercado. 
 
As despesas gerais (pessoal e administrativas) foram reduzidas em 5,7% T/T e 7% A/A, somando R$ 867,7 milhões no 
2T20. A redução das despesas está atrelada à queda dos gastos administrativos (-6,6% T/T)em razão de meores 
despesas em serviços com terceiros como propaganda, promoções, publicidade e energia. Com isso, o índice de 
eficiência operacional se manteve estável no 2T20 em 52,6% comparado ao 1T20 (vs. 51,4% no mesmo período do 
ano anterior). 
 
Visão Fusion: Segue com dificuldades de ultrapassar sua média móvel exponencial de 200 períodos (MME200) nos 
15,55, que atua como forte ponto de resistência. Mesmo o saldo de volume (OBV) apresentando melhor nos últimos 
meses, a performance relativa do ativo segue bem fraca frente ao índice. Considerando os fatores apresentados, 
corroboramos com a visão de neutralidade apresentada pelos fundamentos e destacamos que o setor financeiro 
segue com performance relativa atrasada em relação ao índice, mas vislumbramos oportunidades mais atrativas para 
bancos como BBDC4 e ITUB4. 
 
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Lojas Quero-Quero (LJQQ3) 
 
 
 
 
 
 
Highlights: Em um trimestre bastante complicado para o varejo brasileiro como um todo, Lojas Quero- Quero 
entregou um sólido resultado na sua estreia como empresa de capital aberto. O crescimento de vendas nas mesmas 
lojas (SSS) foi de 7,2% no 2T20, o que mostra forte recuperação em relação ao trimestre anterior. O lucro bruto 
mostrou evolução de 17,3% no 2T20, que somado com a evolução das despesas operacionais abaixo do desempenho 
de vendas no trimestre (14% vs. 21%), resultaram em uma boa