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Análise Fusion - Resultados 2T20

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alavancagem operacional. Consequentemente, o 
EBITDA ajustado apresentou evolução de 38,1% para 25,8 milhões (margem de 7,4%, +0,9 p.p.). 
 
Resultado: Efeito repique nas vendas de maio e junho com crescimento de dois dígitos após um mês de abril 
desafiador. O ritmo de retomada da operação foi gradual, inicialmente as lojas foram reabertas apenas para 
recebimento de pagamentos de clientes e posteriormente para vendas de materiais de construção. Dessa forma o 
crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) foi de 7,2% no 2T20, o que mostra forte recuperação em relação ao 
trimestre anterior. O crescimento da receita líquida foi de cerca de 21% no 2T20 para R$349,1 milhões, sugerindo 
ganhos de participação de mercado no trimestre. Apesar do momento crítico da pandemia, a companhia seguiu seu 
plano de expansão com abertura de 9 novas lojas no trimestre. 
 
O lucro bruto mostrou evolução de 17,3% no 2T20, com expansão de margem bruta de 0,8p.p. para 39,6%. O cálculo 
do lucro bruto pela receita bruta a fim de capturar o efeito do ICMS-ST também mostrou uma evolução de 0,6 p.p 
na margem bruta para 31,8% no 2T20. A evolução das despesas operacionais foi abaixo do desempenho de vendas 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: ligeiramente acima do esperado 
 
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no trimestre (14% vs. 21%), resultando em uma boa alavancagem operacional. Consequentemente, o EBITDA 
ajustado apresentou evolução de 38,1% para 25,8 milhões (margem de 7,4%, +0,9 p.p.). O resultado financeiro foi 
cerca de 8% inferior versus o 2T19, totalizando R$17,2 milhões. O lucro líquido do 2T20 foi mais do que o dobro em 
relação a igual período do ano anterior alcançando R$4,4 milhões. 
 
A carteira líquida do cartão Verdecard encolheu 9% em relação ao trimestre anterior, alcançando R$449,8 milhões. 
Todavia a provisão teve de ser reforçada em 48% a/a para cerca de 20% da carteira (R$130 milhões) vs provisão de 
13% da carteira em 2T19, em função do aumento da inadimplência e também como medida preventiva. Os 
indicadores over 30 e over 90 dias de atraso mostraram piora no final de junho/20 quando comparado à dez/19 para 
1,9% e 4,3% da carteira, respectivamente de 1,4% e 2,5%. 
 
A estrutura de capital ao final de junho 2020 permaneceu sólida, com uma relação entre a dívida líquida 
ajustada/EBTDA LTM (inclui FDIC) reduzindo de 2,1x ao final de março para 1,5x. No término do 2T20 o ROIC ajustado 
alcançou 24,5% versus 19,5% no 2T19, reflexo do bom desempenho operacional no período. Reiteramos nossa 
recomendação de compra. 
 
Visão Fusion: Ainda não podemos fazer uma análise técnica apurada do ativo, em função da ausência de uma base 
histórica. Prevalece apenas os fundamentos. 
 
 
Ultrapar (UGPA3) 
 
 
 
 
 
 
Highlights: O resultado da Ultrapar do 2T20 veio em linha com nossas estimativas, com o resultado mais fraco da 
Ipiranga compensado por resultados mais fortes na Ultragaz e Oxiteno. 
 
Resultado: A receita líquida atingiu R$ 15,9 bilhões (-27% a/a e 9% abaixo das nossas estimativas), enquanto o EBITDA 
atingiu R$ 611 milhões (-10% a/a e 3% abaixo das nossas estimativas). 
 
O resultado da Ipiranga foi fortemente impactado pela COVID-19, que resultou numa queda de 18% a/a no volume 
vendido (-28% a/a no ciclo otto e -7% a/a diesel). O EBITDA atingiu R$179 milhões (-65% a/a), resultado da menor 
diluição dos custos fixos e perda de estoque devido à redução dos preços dos combustíveis implementada pela 
Petrobras. 
 
Na Oxiteno, o volume de especialidades químicas apresentou queda de 5% a/a devido a menores vendas em alguns 
segmentos do mercado interno, impactados pela pandemia, mas atenuadas por um aumento das vendas para os 
segmentos de Home & Personal Care e Crop Solutions além de maiores exportações do Brasil e maiores vendas nos 
Estados Unidos. Já o EBITDA atingiu R$ 162 milhões (+261% a/a) em razão da melhora nas margens de contribuição 
em dólares, fruto do mix de vendas e do ramp up da planta dos Estados Unidos e do Real 38% mais desvalorizado 
frente ao dólar, amenizado pelo impacto do câmbio nas despesas. 
 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: dentro do esperado 
 
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O desempenho da Ultragaz também surpreendeu positivamente. O volume vendido apresentou crescimento de 3% 
a/a, com o aumento de 8% no segmento envasado compensando a queda de 9% no segmento granel devido à queda 
nas vendas para comércios, serviços e indústria. Apesar da queda de 3% na receita devido à redução de preço 
implementada pela Petrobras o EBITDA atingiu R$ 206 milhões (+69% a/a) devido ao aumento no volume de vendas 
e maior eficiência operacional com redução de despesas. 
 
Para os próximos trimestres, esperamos que a abertura gradual da economia e aumento dos preços dos combustíveis 
contribuam para uma recuperação do volume e margem da Ipiranga. Ao mesmo temo, os demais negócios que foram 
menos impactados pela pandemia devem continuar apresentado resultados sólidos enquanto o câmbio 
desvalorizado deve continuar beneficiando a margem da Oxiteno. Alteramos nossa recomendação de compra para 
neutro, pois o preço atual já não oferece uma relação de risco e retorno tão atrativa. 
 
Visão Fusion: Congestionado a várias semanas, com as bandas de bollinger paralelas e estreitas, média móvel 
exponencial de 200 períodos (MME200) flat, perda de momentum e performance relativa ao Ibovespa enfraquecida 
desde 2019. A MME200, que atua como resistência, já foi testada em 2 oportunidades e o ativo não conseguiu 
ultrapassá-la. A estrutura gráfica apresentada sob a ótica do gráfico semanal, só reforça a recomendação neutra dada 
pela análise fundamentalista. Já para aqueles que buscam apenas oportunidades de trades curtos, ativo poderia 
chamar atenção na compra com o rompimento dos 19,84 ou na venda, vindo abaixo dos 17,65. 
 
 
 
 
Tupy (TUPY3) 
 
 
 
 
 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: um pouco abaixo do esperado 
 
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Highlights: A Tupy reportou prejuízo de R$82,8 milhões em trimestre atípico. A queda brusca de volumes no mercado 
interno (-68,2% a/a) e no externo (-58,8% a/a) devido à parada generalizada das montadoras em contexto de 
pandemia prejudicou o desempenho operacional. Com a menor alavancagem devido aos volumes, o EBITDA foi 
negativo em R$22,4 milhões, apesar de valor extraordinário com a venda de um terreno no total de R$10,5 milhões. 
Contribuiu também para o prejuízo a piora do resultado financeiro com os juros sobre os valores em Dólar e o 
resultado negativo nas operações de hedge com o zero-cost colar. 
 
Resultado: A Tupy reportou receita líquida de R$645 milhões (-54,1% a/a), com redução de volume tanto no mercado 
interno (-68,2% a/a) como no externo (-58,8% a/a). A ROL MI foi de R$87,2 milhões (-70,0% a/a). No MI, o destaque 
negativo foi no segmento de carros de passeio, com ROL de R$4,9 milhões (-90,4% a/a) devido ao efeito da pandemia 
sobre as montadoras. No ME, a interrupção nas operações das montadoras também afetou o desempenho da 
empresa. Além disso, pesa também a retração cíclica em veículos comerciais na Europa e Estados Unidos. A redução 
em ROL ME foi menor que no MI de - 51,3% a/a para R$557,6 milhões. 
 
Apesar de contar com o plano de ação para adaptação rápida às oscilações de demanda e a utilização dos dispositivos 
legais para a flexibilização da jornada de trabalho, a redução drástica de volumes e receitas levou à piora da diluição 
dos custos fixos. Sobre o resultado

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