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Análise Fusion - Resultados 2T20

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MAHLE Metal Leve (LEVE3) 
 
 
 
 
 
 
Highlights: Em trimestre desafiador, MAHLE Metal Leve apresentou retração drástica de receita de 45,5% a/a para 
R$360,9 milhões. Além da queda brusca de volumes que prejudicou a diluição de custos fixos, houve ainda 
impairment de R$29,2 milhões na controlada na Argentina referente ao ágio da aquisição. Com isso o EBITDA foi 
negativo em R$14,9 milhões. Somado à piora do resultado operacional, o aumento do pagamento de encargos com 
empréstimos resultou em prejuízo líquido de R$40,4 milhões. 
 
Resultado: O trimestre engloba período relevante de interrupção das operações da companhia e de seus principais 
clientes. Para a MAHLE Metal Leve foram cerca de 2 semanas de parada nas operações enquanto as montadoras 
passaram abril e boa parte de maio sem atividade nas linhas produtivas. O movimento em resposta à COVID-19 
resultou em retração drástica de 45,5% a/a na receita para R$360,9 milhões. 
 
Além da queda brusca de volumes que prejudicou a diluição de custos fixos, houve ainda impairment de R$29,2 
milhões na controlada na Argentina referente ao ágio da aquisição. Com isso o EBITDA foi negativo em R$14,9 
milhões. Somado à piora do resultado operacional, o aumento do pagamento de encargos com empréstimos resultou 
em prejuízo líquido de R$40,4 milhões. 
 
Além do efeito negativo do período sem produção sobre o desempenho operacional da MAHLE Metal Leve, a 
preocupação no futuro recai sobre os efeitos da redução da atividade econômica sobre o desempenho do mercado 
de veículos novos e consequente demanda por equipamentos no segmento OEM (Original Equipment Manufacturer) 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: dentro do esperado 
 
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da companhia. Acreditamos que a companhia deverá apresentar recuperação mais rápida que o mercado devido à 
sua exposição às montadoras asiáticas, ao peso da marca e aos esforços no mercado de reposição. No entanto, 
considerando o potencial upside de 8,3% para nosso preço-alvo mantemos recomendação Neutra para LEVE3. 
 
O endividamento bruto foi de R$612,1milhões, com redução de R$130,2 milhões em relação ao valor ao final de 
março. O indicador dívida líquida/EBITDA da companhia se manteve no patamar de 0,46x, que acreditamos não gerar 
preocupações quanto ao cumprimento das obrigações, mesmo em momento crítico devido à COVID-19. 
 
Investimentos de R$3,7 milhões no trimestre, valor equivalente a 0,9% da ROL do período, representando uma 
retração em relação aos cerca de 2,7% da ROL no 2T19. O nível de investimentos abaixo da depreciação acumulada 
no período ocorre devido à readequação no planejamento em razão da necessidade de preservação de caixa no 
contexto da pandemia. Os valores do trimestre foram direcionados para equipamentos de pesquisa e 
desenvolvimento, programas de eficiência energética e renovação de máquinas e equipamentos. 
 
Visão Fusion: Enfraquecido, o saldo de volume segue sem tendência definida e a performance relativa ao índice 
Ibovespa se mantém fraca desde o início da crise desse ano. Algumas semanas atrás tentou romper a média móvel 
exponencial de 200 períodos (MME200), que serve como forte resistência, mas não obteve sucesso. Fortalecemos a 
visão de neutralidade apresentada pela análise fundamentalista almejando o médio/longo prazo, mas para 
operações de curto prazo (swing trade), a perda dos 17,75 no fechamento semanal poderia sinalizar oportunidades 
de vendas curtas rumo aos 16,10, inicialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Movida (MOVI3) 
 
 
 
 
 
 
Highlights: A Movida já tinha antecipado os dados de receita do 2T20, que mostravam uma queda de 34,1% a/a no 
RAC (Rent-a-Car). A estratégia da companhia de reduzir rapidamente a sua frota em 4,6 mil carros (-8,3% a/a) levou 
a uma queda na taxa de ocupação de apenas 0,7 p.p., para 72,9%, em um trimestre impactado pelas restrições de 
mobilidade. Importante destacar que a Movida antecipou os dados não auditados referentes a julho/20, que 
mostram uma forte recuperação na taxa de ocupação para 81,1% (8,2 p.p. acima do 2T20), no número de diárias 
(1,4milhão, 21,3% superior ao 2T20) e na diária média (R$64,6, 8,6% acima do 2T20). A operação de Gestão e 
Terceirização de Frotas (GTF) confirmou sua resiliência no trimestre, reportando receita líquida de R$124,8 milhões 
(+14,8% a/a e -1,4%t/t). A receita recorde no segmento de seminovos já havia sido antecipada pela Movida. No 2T20 
foram vendidos mais de 18 mil carros, o que gerou uma receita de R$749,1 milhões (+21,3% a/a). 
 
Resultado: A crise imposta pela Covid trouxe desafios de curto prazo para as locadoras, em função da evidente 
simbiose com a dinâmica de mobilidade das pessoas. Ao mesmo tempo, foi uma oportunidade para as companhias 
ajustarem suas estruturas após anos de crescimento, implementarem novas tecnologias e processos (web check-in 
e venda online de seminovos) e lançarem novos produtos como o Movida ZeroKm. Mantemos a recomendação de 
compra para a Movida em razão do rápido ajuste da sua estratégia a este cenário. 
 
A Movida já tinha antecipado os dados de receita do 2T20, que mostravam uma queda de 34,1% a/a no RAC (Rent-
a-Car). A estratégia da companhia de reduzir rapidamente a sua frota em 4,6 mil carros (-8,3% a/a) levou a uma 
queda na taxa de ocupação de apenas 0,7 p.p., para 72,9%, em um trimestre impactado pelas restrições de 
mobilidade. Assim, a redução da receita do RAC foi causada principalmente pela menor diária média (R$59,5 no 2T20 
contra R$79,5 no 2T19), reflexo do aumento da participação das locações mensais, que possuem diárias mais baixas, 
e da política de descontos implementada durante o período mais agudo da pandemia, ponto positivo de 
adaptabilidade. 
 
A operação de Gestão e Terceirização de Frotas (GTF) confirmou sua resiliência no trimestre, reportando receita 
líquida de R$124,8 milhões (+14,8% a/a e -1,4%t/t). A Movida ainda conseguiu renovar contratos e ganhar novos 
clientes durante o 2T20, o que aumentou a receita média por carro em 3,4% na comparação com o 1T20. Assim como 
no RAC, a depreciação no GTF ficou 7,3% acima do trimestre anterior. O EBITDA reportado do GTF foi de R$91,5 
milhões (+28,7% a/a), com margem EBITDA de 73,4% (+8,0 p.p. vs. 2T19). Os dados antecipados de julho para a 
operação de GTF mostram mais uma vez estabilidade em relação ao reportado no 2T20. 
 
A receita recorde no segmento de seminovos já havia sido antecipada pela Movida. No 2T20 foram vendidos mais 
de 18 mil carros, o que gerou uma receita de R$749,1 milhões (+21,3% a/a). Resultado este excepcional visto o 
fechamento temporário das lojas durante o trimestre. Julho continuou forte com a venda de mais 5 mil carros e sem 
os descontos praticados em parte do 2T20. Este ajuste na frota permitiu à companhia adequar a sua estrutura de 
capital e, com a retomada da demanda no RAC, voltar a comprar carros nos próximos meses. 
 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: ligeiramente acima do esperado 
 
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A trajetória de melhora do spread ROIC x custo da dívida foi interrompida neste trimestre em razão dos desafios 
impostos pela COVID-19. Ainda assim, o indicador de geração de valor ficou em 4,6 p.p. (-1,0 p.p. vs. 1T20) e o ROE 
alcançou 10,4%. 
 
A Movida captou mais de R$1 bilhão durante o trimestre, levando o caixa para R$1,7 bilhão. Os vencimentos de 
dívida somam R$1,2 bilhão nos próximos

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