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Análise Fusion - Resultados 2T20

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12 meses. O indicador dívida líquida / EBITDA teve leve aumento para 2,6x 
contra 2,4x do trimestre anterior e, com isso, o resultado financeiro manteve-se estável. Tanto a alavancagem como 
cronograma de amortizações não são aspectos de alerta ou risco incremental na nossa visão. Um dos pontos que nos 
chamou a atenção durante o primeiro ciclo da pandemia foi a abertura forte nas taxas dos papéis da companhia no 
mercado secundário, potencial indicativo de stress na saúde financeira. Este movimento já passou por forte ajuste 
no fechamento dos prêmios indicando reconhecimentos dos indicadores de liquidez e perspectivas à frente. Mesmo 
com a queda no resultado operacional, a Movida reportou um lucro de R$2,6 milhões no 2T20. Reiteramos compra. 
 
Visão Fusion: Logo após a forte queda de março/2020, ativo passou por algumas semanas de ajustes, com os 
investidores analisando como seria a resposta da companhia frente a crise do covid-19. Passado o pior e a empresa 
tendo mostrado um rápido ajuste, ativo voltou a ganhar força, veio acima da sua média móvel exponencial de 200 
períodos (MME200), os indicadores técnicos voltaram a se fortalecer e agora tem espaço para dar continuidade a 
trajetória de alta recente, com espaço livre para buscar, inicialmente, a máxima histórica do ativo nos 22,56. 
Consideramos o papel muito fusion, com uma forte recuperação no gráfico e bons fundamentos. Reforçamos a 
recomendação de compra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Via Varejo (VVAR3) 
 
 
 
 
 
 
 
Highlights: Iniciado há um ano, o turnaround na performance da Via Varejo não foi comprometido mesmo com o 
efeito da pandemia por coronavírus. Pelo contrário, a companhia demonstrou bastante agilidade em adaptar sua 
estratégia e redirecionar suas vendas para o canal digital diante do fechamento das lojas no 2T20. A penetração do 
e-commerce foi de ~70% do GMV no 2T20 vs. 27% no 1T20 e 19% no 2T19. 
 
Resultado: A Via Varejo vive uma verdadeira transformação. O GMV total (receita do e-commerce + lojas físicas) 
permaneceu estável a/a no 2T20 em R$7,3 bilhões, em linha com nossas estimativas. O desempenho do GMV 3P foi 
acima da nossa expectativa em R$901 milhões, porém a performance do GMV 1P de mais de 300% veio conforme 
esperávamos. Ainda assim, o desempenho espetacular das vendas online não impediu a queda de 12,4% na receita 
líquida a/a para R$5,3 bilhões, pouco abaixo de nossas estimativas. O foco obsessivo na venda digital e a escala 
combinada com condições comerciais competitivas resultou em significativos ganhos de market share no período. 
 
Em maio/20 a Via Varejo obteve um crédito de ICMS-ST no valor de R$364 milhões dos quais 66% foram 
contabilizados no custo, impactando consequentemente a margem bruta em 4,6 p.p. e a diferença no resultado 
financeiro. Desconsiderando o efeito do crédito na margem bruta, a margem alcançou 30,7%, o que representa +3,4 
p.p a/a, números que vieram acima da nossa expectativa de 29,0%. Da mesma forma, O EBITDA ajustado para o 
crédito acima mencionado foi de R$314 milhões, +70% a/a com expansão de margem EBITDA de 2,6 p.p para 5,9% 
no 2T20 (ou 10,5% ex ICMS-ST)., A companhia reportou um lucro de R$65 milhões no trimestre incluindo o efeito do 
crédito, porém excluindo teria havido um prejuízo de R$176 milhões, que foi menor que o prejuízo que estimávamos. 
 
É preciso salientar dois pontos de atenção no resultado: (i) queda de ~45% na receita de serviços para 2,6% das 
vendas no 2T20 vs. uma participação histórica de 4,3% e (ii) aumento da inadimplência do crediário, com atraso 
acima de 90 dias alcançando 13,5% da carteira total vs. 6,8% no 1T20 e 7,4% no 2T19. Parte do aumento da 
inadimplência já era esperada dado que a maior parte das lojas estavam fechadas, o que dificultou o recebimento 
das parcelas dos crediários. Mas outra parte deste aumento parece ser estrutural, em função do cenário de pandemia 
e possível reflexo na renda de seus clientes. Segundo a Via Varejo, a inadimplência em julho já mostrou uma boa 
retração para o nível de 9%, ainda superior à média histórica. O lançamento do CDC (crediário digital), a reabertura 
das lojas (~90% reabertas ao final de julho) combinados às novas opções de pagamento das parcelas e 
aprimoramento do modelo de credit score devem contribuir para o retorno da inadimplência para os patamares 
históricos. 
 
A posição de caixa confortável ao final de junho reflete sucesso da oferta de follow-on. Considerando os recebíveis 
de cartão não descontados e o CDCI (carnês relacionados ao financiamento aos consumidores) como dívida, o 
indicador dívida líquida/EBITDA apresentou aumento de 2,4x no 1T20 para 3,1x no 2T20 segundo nossos cálculos. 
Porém, desconsiderando o CDCI do cálculo, mas incluindo os recebíveis de cartão não descontados o indicador 
mostra uma melhora para 1,4x. Os avanços comerciais e operacionais da Via Varejo durante a pandemia foram 
impressionantes e permitiram que ela entregasse um sólido resultado no trimestre mais desafiador para o varejo 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: muito acima do esperado 
 
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brasileiro, o que nos deixa animados com as entregas que ainda estão por vir. Assim, mantemos nossa recomendação 
de compra. 
 
Visão Fusion: Forte recuperação do ativo após o sell-off, renovando máxima histórica (agora nos 22,36), com os 
indicadores técnicos bem fortes e clara tendência de alta. Nas últimas semanas, começou a sinalizar perda de 
momentum, mas ainda assim, com espaço para realizar lucros até os 16,65, sem interferir na estrutura altista. Mesmo 
com a correção das últimas semanas, enquanto ativo permanecer acima dos 16,65 e com os indicadores fortes 
corroboramos com a recomendação de compra, sendo VVAR3 um dos destaques de alta do setor de varejo e 
consumo junto com BTOW3 e MGLU3 no pós-crise. 
 
 
 
 
Mitre (MTRE3) 
 
 
 
 
 
 
 
Highlights: A Mitre apresentou resultados sólidos no 2T20, sem nenhum lançamento e com boa velocidade de vendas 
de estoque. Dentre os destaques está a sinalização de retomada dos lançamentos em torno de R$ 450 milhões de 
potencial VGV no 3T20 divido em 4 empreendimentos. Entendemos que a companhia está bem preparada em termos 
de banco de terrenos e estrutura de capital confortável para passar pelo momento de crise e acelerar os lançamentos 
nos próximos meses. Mantemos a recomendação positiva para as ações da companhia. 
 
Resultado: A Mitre Realty divulgou bons resultados no 2T20 apesar da falta de lançamentos, com bom volume de 
vendas, reduzindo o estoque da companhia e mantendo o banco de terrenos com um VGV potencial de lançamentos 
muito fusion pouco fusion não fusion Resultado: ligeiramente acima do esperado 
 
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de R$ 4,6 bilhões. Em linha com a prévia operacional apresentada e forte impacto da pandemia pela impossibilidade 
de abrir os estandes de vendas e realização de eventos de lançamentos. Contudo, a sinalização para o 3T20 é positiva 
e consistente com o business plan da Mitre, com a expectativa de lançamentos de 4 projetos, somando um VGV 
potencial de R$ 450 milhões no trimestre, sendo que o primeiro já foi lançado no último final de semana de julho. 
Em nossa visão a companhia está bem preparada, com boa estrutura de capital, banco de terrenos e posição 
relevante de caixa, o que deve consolidar a estratégia de crescimento nos próximos três anos. Assim, mantemos a 
recomendação de compra. 
 
Em termos de lançamentos o primeiro

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