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TCC - WILSON - EDITAR

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de outras áreas que não tecnológicas impera, fomentando uma pesquisa mais justa.
A segunda questão que investigava a percepção geral sobre criptomoedas gerou o gráfico de percepção geral (Fig.10) sobre o tema. Usado como forma de preparar os indivíduos participantes com uma base inicial ampla. Deixando que o tema de Bitcoin fosse introduzido aos poucos.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
As respostas foram surpreendentes, principalmente quando se considera que a maioria da população não é da área tecnológica. 75,8% dos indivíduos responderam afirmativamente a pergunta. Afirmando saber sobre criptomoedas. Essa porcentagem equivale a 25 indivíduos.
As respostas consideradas aqui negativas e duvidosas representam apenas 24,3% do gráfico, em um total de 8 indivíduos. Através da análise infere-se que a percepção geral sobre o tema é positiva e serve de grande valia para apoiar as perguntas subsequentes. 
A quantidade de respostas positivas abre caminhos para uma teorização sobre a aceitação das criptomoedas. Pois o conhecimento é o primeiro passo para a desmitificação e rumo a popularização.
A terceira pergunta é específica para gerar o gráfico de percepção específico sobre Bitcoin (Fig.11). O primeiro passo para compreender a viabilidade do uso de Bitcoin no Brasil, especificamente, na população escolhida é justamente o conhecimento sobre Bitcoin. O resultado novamente é positivo, demostrando que vários dos indivíduos estavam bem aclimatados com o tema e sentiram-se confiantes em responder “Sim”. 
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Os indivíduos que afirmaram terem ouvido falar sobre Bitcoin são 84,8%, totalizando 28 indivíduos. As respostas negativas, aqui colocadas na mesma categoria, somam 15,1% com 5 indivíduos. Pelo resultado é possível compreender que o conceito de Bitcoin já está popularizado entre a população. 
A quarta pergunta gerou o gráfico de percepção de comunidade e uso de Bitcoin (Fig.12). Um gráfico que considera várias respostas onde o mais importante é o conhecimento adquirido sobre as respostas mais marcadas. 
 
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
Foi escolhido esse estilo de resposta para que os indivíduos se sentissem mais confortáveis para responder e realmente fomentasse o pensamento com todas as alternativas. A resposta mais votadas por todos os indivíduos foi: “Pessoas interessadas em investimento em criptomoedas” com 75,8% do gráfico correspondendo a resposta de 25 indivíduos. A popularidade dessa resposta indica que a população vê de forma positiva grande parte da comunidade associada a Bitcoin. Percebendo a comunidade como investidores. 
Apesar do grande número de respostas positivas em relação a Bitcoin ainda existem estigmas quanto a essa comunidade. O estigma é apontado nas respostas que relacionam a Bitcoin com atividades ilegais, grupos criminosos e cibercriminosos. Representando ao todo 15 respostas e um total de 45,5% das escolhas. Muitas dessas escolhas feitas, também, por indivíduos que escolheram ver parte da comunidade da Bitcoin como investidores. 
Apontando que a Bitcoin, ainda é associada a atividades segregadas e a DeepWeb, não presente no cotidiano da maioria das pessoas. 
Para compreensão da comparação faz-se necessário explanar o conceito de DeepWeb. DeepWeb é uma camada da internet não acessível através dos navegadores comuns, necessitando maior conhecimento técnico para acesso e voltado para privacidade e anonimidade (RUDESILL et al., 2015)⁠. Um estudo da Statista (2019 )⁠ avaliou a porcentagem de acessos na internet que se referem a DeepWeeb, mundialmente os acessos no ano de 2019 somaram 12% de todo o tráfego online. 
Quando falamos do cenário Brasileiro a DeepWeb compreende a 21% do tráfego total no ano de 2019. Ainda assim é um número baixo que provoca o imaginário popular com curiosidade sobre a DeepWeb. O fato dos indivíduos associarem a DeepWeb grande parte do uso de Bitcoins pode ser um indicativo da razão pela qual a Bitcoin ainda não é amplamente utilizada por Brasileiros.
A quinta pergunta permitiu a confecção do gráfico de percepção da confiança dos indivíduos na Bitcoin (Fig.13). Foi enfatizado o fato da criptomoeda ser exclusivamente digital e tudo que essa exclusividade implícita. 
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
As respostas coletadas e catalogadas no gráfico de percepção da confiança foram em sua maioria representação de dúvida e negação. Uma grande maioria não parece confiar em Bitcoin como uma moeda, principalmente para seu uso. 
Os indivíduos completamente céticos representam 24,2% do gráfico com 8 votantes e responderam não confiar em Bitcoin. Por sua vez, os indivíduos que apresentaram dúvidas, são a maior fatia do gráfico com 42,2% das respostas com 14 votantes. Entretanto, ambas as categorias empurram o assunto em questão para questionamentos quanto a confiança e indicam outro estigma. Juntas as respostas negativas somam 66,6% do gráfico. 
Na fatia positiva 11 indivíduos responderam confiar na Bitcoin como moeda mesmo sendo exclusivamente digital.
Com o conhecimento das percepções de confiança e comunidade foi levantada a questão do investimento em Bitcoins. Essa pergunta gerou o gráfico de percepção de investimento em Bitcoins (Fig.14). Onde as respostas mais próximas do valor 1 sendo desfavoráveis e as mais próximas do valor 5 favoráveis. Onde o valor 3 é tido como neutro, o indivíduo que não possui uma opinião forte sobre o tópico.
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Nota-se que grande parte da população tende a dois segmentos: neutros (3) e negativos (1). As respostas neutras representam 36,4% com 12 indivíduos. As respostas completamente negativas representam 24,2% com 8 indivíduos. 
Quando levado em consideração as outras colunas (2 e 4) é possível ter uma visão mais sistêmica das opiniões sobre investimentos em Bitcoins. Excluindo a coluna de respostas neutras (3) tem-se então 39,4% de opiniões desfavoráveis quanto ao investimento com 13 indivíduos. A parcela favorável representa somente 24,3% com um total de 8 indivíduos.
Os números definem bem a situação atual da Bitcoin no Brasil, principalmente no interior, pois demonstra que apenas uma pequena parcela da população investiria na criptomoeda. 
A sétima, e última, pergunta relacionada ao conhecimento necessário para adquirir Bitcoin de forma segura foi esclarecedora no que diz respeito a entender mais uma das lacunas do Bitcoin no Brasil. Foi gerado o gráfico de percepção de iniciação com a Bitcoin (Fig.15) onde foi classificado o conhecimento atual para adquirir Bitcoins.
Fonte: O autor em Google Forms <https://docs.google.com/forms/>
A falta de conhecimento sobre como comprar Bitcoin de forma segura soma 84,8% com o total de 28 indivíduos que não possuem conhecimento e informação sobre como se iniciar no mercado de Bitcoins. Esses indivíduos estão separados entre os que responderam “Não” e “Talvez”, demonstrando que o maior desafio ainda é a falta de informação. 15,2% afirmam saberem como se iniciar no mercado de Bitcoins de forma segura. Compreendendo a apenas 5 indivíduos. 
Todas as respostas podem ser encontradas na planilha de respostas (apêndice A), as perguntas e respostas estão localizadas no questionário em anexo (apêndice B) e todas as respostas individuais no conglomerado de questionários (apêndice C).
6.3 FALHAS IDENTIFICADAS QUE ATRASAM A POPULARIDADE DO BITCOIN COMO ALTERNATIVA EM TRANSAÇÕES DIGITAIS
A aplicação e análise quantitativa do questionário permitiu uma visão apropriada sobre as falhas que tornam o processo de popularização da Bitcoin no Brasil demorado. Sob a luz de autores renomados no tópico foi analisado o impacto de cada pergunta e suas respectivas respostas. De forma a elaborar um mapa mental com todas as falham do processo de difusão do uso de Bitcoin como uma alternativa segura aos métodos financeiros atuais. Como forma de manutenção da privacidade dos dados

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