A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Abolição e a Crise Monárquica no Brasil

Pré-visualização|Página 1 de 1

Abolição e a Crise Monárquica no Brasil - RESUMO AUTORAL

O processo de abolição 

O processo de abolição foi gradual, violento e lento junto com as transformações econômicas, sociais e políticas de diferentes setores. A lei Áurea em si só libertou 5% dos escravos, os outros 95% foram libertos através de leis abolicionistas. Em 1888, quando ocorreu a abolição, havia vários opositores e obstáculos pois o reinado brasileiro tinha uma alta manutenção da escravidão, até mesmo a princesa Isabel aboliu a escravidão não por uma causa abolicionista e sim como uma estratégia econômica.

O caminho pela abolição começou em 1831, com a lei Feijó, que proibia o tráfico internacional de escravos, mas não tinha uma punição, por isso ficou conhecida como “lei para inglês vê”, já que a pressão dos ingleses para o fim da escravidão existia. Porém essa política acaba estimulando o tráfico, pois os senhores ao perceberem o caminho para a abolição, com medo, compraram uma grande quantidade de escravos. (Essa lei não havia punição por causa dos cafeicultores do Vale do Paraíba, que ainda utilizavam a escravatura)

Em 1850, foi criada a Lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de negros para o Brasil, dessa vez com punições. Com essas leis, começou a ter o incentivo para a imigração estrangeira, para substituir a mão-de-obra escrava, tendo como objetivo o embranquecimento da população, por causa de pensamentos racistas como um país não pode ser desenvolvido se a maioria da população é negra, caso do Brasil.

Com a imigração houve a criação de novas relações de trabalho, como a PARCERIA: O fazendeiro cedia a terra para o imigrante, onde dividiam os lucros e os prejuízos, assim os imigrantes se tornavam endividados com o fazendeiro, além de não ter salário (FRACASSO); e o COLONATO, o governo paulista pagava as passagens dos imigrantes, além de garantirem um pedaço do cafezal para a subsistência ou comércio, e ganharem salário (SUCESSO).

O abolicionismo era um movimento que agregava diversos setores sociais. A imprensa havia feitos vários propagandas para imobilizar a opinião pública para pressionar o governo. O movimento já abrigava o exército, que tinha se tornado abolicionista por causa da participação negra e escravista na Guerra do Paraguai e a classe média urbana, que eram intelectuais e profissionais liberais. Para abolir a escravidão, teriam que abolir a monarquia, já que um dos pilares da monarquia brasileira era a escravidão, criando a oportunidade da junção do movimento republicano e abolicionista.

No movimento abolicionista havia divisões, Abolicionismo Reformista e Abolicionismo Radical. O Reformista apenas desejava uma reforma na lei para abolir a escravidão, com uma abolição gradual para indenizar os proprietários, não interessava inserir os negros na sociedade. O Radical queria uma abolição imediata e a inclusão dos negros na sociedade. Desejam uma reforma agrária, que todo escravo ao ser liberto ganhava um pedaço de terra, além da criação de um sistema na público de educação para alfabetizar a população negra.  

Houve o movimento dos Caifazes em São Paulo, que defendia a abolição imediata da escravidão. Teve como líder Antônio Bento. O integrantes invadiam as fazendas, libertavam escravos e os enviavam para os quilombos mantidos pelos abolicionistas. A reação dos escravistas (apoiadores da manutenção da escravidão) direcionada ao movimento abolicionista, foi o aumento da violência contra os escravos, atentados contra os abolicionistas e, teve alguns, que tentaram negociar com os escravos. Os escravos também reagiram violentamente, organizando fugas em massa, assassinando seus feitores, incendiando casarões, degolando fazendeiros e respondendo contra os abusos dos seus proprietários. 

Teve a criação de leis abolicionistas, como a Lei do Ventre Livre, que afirmava que os filhos de escravos nascidos depois da formação dessa lei eram ingênuos, ou seja, nascidos livres, porém não funcionou porque a criança não conseguia crescer sem a mãe, então permanecia nas fazendas. Também existiu a Lei dos Sexagenários, que os escravos com mais de 60 anos era liberto, mas não funcionou idem já que os escravos tinham em média 40 anos de vida. A Lei das Chibatadas que não podia chibatar escravos. Logo, em 1888, a Lei Áurea foi decretada, pela filha de D. Pedro II, Princesa Isabel. Como ela queria assumir o trono, vendo todo esse movimento abolicionista, abole a escravidão no intuito de ganhar apoio popular, porém perde seu último apoio, os cafeicultores do Vale de Paraíba. Com a abolição da escravidão, houve a queima dos documentos escravistas no intuito de apagar o passado de escravidão do país, consequentemente os negros perderam seu documentos também, indo embora sua história.

A Crise Monarquia - A proclamação República 

O republicanismo e o abolicionismo eram faces da mesma moeda, pois um dos pilares da monarquia era o abolicionismo, assim precisaria ser derrubada. 

Acaba a guerra do Paraguai, no Brasil, houve a consequência de tornar a identidade nacional abstrata, ou seja, não depende mais do imperador, depende agora do conjunto de valores que faziam o povo se sentir brasileiro. Isso porque até 1870, o nacionalismo brasileiro estava ligado ao imperador, com a guerra do Paraguai, uma mudança foi feita, os brasileiros queriam defender seu país, criando uma outra identidade nacional brasileira. 

O rei era sustentado por três grupos da elite: os militares (poder sobre as armas), a igreja (poder ideológico) e os cafeicultores (poder econômico).

A questão Militar

Os altos oficiais do exército eram positivistas, acreditavam que os países deviam se organizar em dois eixos: Ordem (baseado no regime republicano) e Progresso (baseado na ciência). 

Tudo começou quando os militares voltaram da guerra do Paraguai, retornaram defendendo a abolição, por causa dos soldados negros e escravos que lutaram na guerra. E como mencionado antes, o abolicionismo e o republicanismo são faces da mesma moeda. 

A questão do montepio (fundo de aposentadoria), com a crise causa pela guerra do Paraguai e as dívidas, tiveram que fazer uma reforma, para aposentar tinha descontar o salário. O tenente Sena Madureira se revolta e se manifesta na imprensa sobre sua insatisfação com a reforma e o governo. D. Pedro II o chama para conversar. 

Em 1884, Sena infeliz com a aprovação da reforma de Montepio, chama um abolicionista (republicano) pro batalhão e dá uma medalha (maior ordem militar) para ele. A imprensa cobre toda a homenagem ao abolicionista e a defesa do exército do abolicionismo. Imperador pune o Sena e cria uma política de censura, militares não podem se manifestar com a imprensa. D. Pedro manda uma carta para Marechal pedindo que fique atento com Sena, e o mesmo responde que não. Assim, abdica o cargo de prefeito e volta para a capital.

Em 1885, em Teresina está tendo desvio de armas, o coronel Cunha com vários tentativas de avisar o governo, falha. Então ele recorre a imprensa mesmo sendo proibido. O povo começa a apoiar o coronel, e a imprensa consegue demitir o Ministro da Guerra, isso abre a oportunidade de um ano depois criar um clube militar para lutar pela abolição. Os militares se revoltam contra a lei do escravo fugido e ganham apoio dos militares positivistas. Assim, o clube começa a organizar o golpe militar. 

A Questão Religiosa

O Brasil era de maioria católica, assim a igreja tinha o poder ideológico da população. O imperador controlava a igreja (Regime Padroado: A igreja tinha que falar bem do imperador, e em troca ganhava reconhecimento que o catolicismo era religião oficial. O papa Pio IX lança uma encíclica que todos os maçons devem ser expulsos das irmandades religiosas. O problema era que o imperador era maçônico, então não aceitou a encíclica. Dois bispos que concordavam com o Papa, então expulsam os maçons contra a vontade do imperador, consequentemente, ambos dos bispos são presos e levados para um campo de trabalho forçado. Como ambos eram idosos, população acha uma injustiça e fica infeliz.

A Questão dos Cafeicultores/Abolicionista

O D. Pedro II era criticado pela imprensa por ser retratado como um viciado em viagem, logo tendo uma crise no seu país e o imperador viajando com o dinheiro público. Além dos gastos públicos com os bailes e banquetes, a idade de Pedro que não era ideal para um rei e a visão da monarquia como algo velho e ultrapassado. 

D. Pedro adoece e deixa sua filha Isabel no trono. A Isabel queria se mostrar diferente de seu pai, pois queria assumir o trono logo após a partida de seu pai, então abole a escravidão. Porém, com os dois grupos (militares e igreja) parando de apoiar a monarquia, com a abolição, eles perdem o seu último apoio, os cafeicultores do Vale do Paraíba que usavam a mão de obra escravistas, e nem foram indenizados. 

Em São Paulo, no ano de 1863, o Partido Republicano Paulista (PRP), se posiciona contra o absolutismo pois não precisavam mais do suporte do imperador, e o mesmo era considerado um obstáculo, pois os paulistas tinham poder econômico, mas não tinham participação política. 

A luta pela participação política

Houve a lei Saraiva que os analfabetos não poderiam votar, assim apenas 1% da população poderia votar. A população queria o direito do voto e a cidadania. Havia a política do Quebra-quilos, que era um sistema de medidas prestes a ser aderido. O Nordeste é contrário a adoção desse sistema, então se revoltam, invadindo e quebrando as balanças. E a revolta Vintém, que a população do RJ se revolta contra o aumento da passagem do bonde.

O Golpe - Proclamação da República

O clube militar criado para lutar pelo fim da escravidão (lei do escravo foragido). Começam a organizar um golpe de estado. Se juntam com o PRP, assim tem as armas e o financiamento. Os militares estavam com medo e estavam arregando, para impedir que isso aconteça, o PRP espalha um boato que os militares estavam organizando um golpe. Com medo de serem presos por causa do boato, dia 15 é proclamada a República.

No dia, 39 militares e 1 civil marcham até o Ministério da Guerra e o depoem. Avisa para a família real que tinham uma semana para ir embora, e os fazem. Assim, os militares assumem.

A população não participou, mas estavam insatisfeitos com a monarquia e queriam uma maior participação política. Novo governo escreveu uma nova constituição  de 1891. 

Tipos de República

LIBERAL (cafeicultores de São Paulo) = País baseado na divisão de poderes, e cada poder independente. Autonomia das províncias (pacto federal)

POSITIVISTA (militares) = Divisão dos poderes controlado pela executivo, e um país baseado na Ordem (poder nas mãos dos militares) e do Progresso (avanço da ciência).

Bandeira

As estrelas representavam liberalismo, os estados. E está escrito “Ordem e Progresso” representava positivista, o lema.